Reviravolta na política fluminense! TSE forma maioria para anular votos de Garotinho e definir eleição no 1º turno!

Com a decisão que invalida os votos da candidatura 'sub judice' do ex-governador, a contagem de votos válidos muda radicalmente e deve garantir a vitória de Douglas Ruas sem a necessidade de 2º turno contra Eduardo Paes!

Carlos André Mamedes, CEO e editor-chefe, direto da Sede Oficial HDN, em Itaguaí, Rio de Janeiro.
Data de Publicação: quinta-feira, 08 de outubro de 2026, às 13:00.
Caso Garotinho >>> Ex-governador do Rio tem seus votos anulados após TSE formar maioria.
O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho - Divulgação/ Portal Hora da Notícia.

O clima nos bastidores da política do Rio de Janeiro pegou fogo nesta quinta-feira (8)! O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria para rejeitar o recurso do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) e validar a anulação de todos os votos que ele recebeu no primeiro turno da disputa pelo Palácio Guanabara nas eleições de 2026.

Essa decisão é uma verdadeira bomba no cenário eleitoral do estado: com os votos de Garotinho sendo declarados oficialmente nulos, a Justiça Eleitoral (TRE-RJ) precisará fazer a retotalização dos votos válidos. Na prática, essa recontagem matemática faz com que a porcentagem dos outros candidatos suba — abrindo caminho definitivo para que Douglas Ruas (PL) alcance mais de 50% dos votos válidos e seja eleito governador já no 1º turno, cancelando o segundo turno que era especulado contra Eduardo Paes (PSD)!

A votação no TSE e a tese do relator

O relator do processo na Corte, ministro Floriano de Azevedo Marques, manteve uma postura firme em seu voto. Segundo o ministro, Garotinho está com os direitos políticos suspensos e não preenchia os requisitos legais de elegibilidade para disputar o pleito deste ano. Por isso, defendeu que os votos recebidos por ele em situação sub judice devem ser sumariamente anulados.

O entendimento do relator foi acompanhado rapidamente pelos ministros:

  • Estela Aranha
  • André Mendonça
  • Dias Toffoli

Com quatro votos alinhados no colegiado de sete ministros, a maioria absoluta já está formada pela anulação das urnas do candidato do Republicanos.

A manobra da desistência e a decisão da Corte

O caso ganhou contornos de novela política logo após o encerramento das urnas. Sabendo que seus votos poderiam mudar o destino do estado, Garotinho tentou apresentar um pedido de desistência do próprio recurso. A estratégia tinha um objetivo claro: acelerar o encerramento do processo para beneficiar diretamente a vitória de Douglas Ruas sem a necessidade de encarar uma nova disputa em segundo turno.

No entanto, o ministro Floriano votou contra aceitar essa desistência. A jurisprudência histórica do TSE é claríssima: candidatos não podem desistir de recursos quando essa ação afeta diretamente a regra do jogo e o resultado geral da eleição.

Mesmo que o Ministério Público Eleitoral (MPE) tenha chegado a se manifestar a favor da desistência na última terça-feira (6) — argumentando que tanto o indeferimento quanto a desistência levariam ao mesmo desfecho —, o tribunal preferiu fechar as portas para brechas jurídicas e julgar o mérito: Garotinho estava inelegível, e ponto final.

O que acontece agora no Rio de Janeiro?

Com o julgamento sendo finalizado no plenário do TSE, a bola passa para o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que fará a retotalização oficial dos números.

Sem a fatia de votos de Garotinho no bolo total, a matemática favorece diretamente o candidato do PL. A expectativa na capital fluminense e no interior é que a confirmação oficial da vitória de Douglas Ruas em primeiro turno seja homologada muito em breve, encerrando um dos episódios mais tensos e calculados das eleições fluminenses dos últimos tempos!

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