Oscar Schmidt: Adeus Discreto de Um Gigante
Família opta por cerimônia restrita e pede privacidade; relembre o legado do maior cestinha da história do basquete.
Carlos André Mamedes | CEO e repórter especial | Base do Portal Hora da Notícia - Ilha do Governador, Rio de Janeiro
Publicação: 18/04/2026 às 01:45.
Cobertura Especial do Portal Hora da Notícia >>> Morte de Oscar Schmidt.
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| Oscar Schmidt comemorando o ouro panamericano, nos Jogos Pan-Americanos de Indianapolis, em 1987. - Getty Images/ Arquivo Esportivo |
Sabe aquele tipo de notícia que a gente nunca está pronto para ler? Pois é. A família do Oscar confirmou que ele faleceu após um ataque cardíaco. Ele chegou a ser levado ao hospital em Santana de Parnaíba, mas, infelizmente, não resistiu.
O clima é de total recolhimento. No perfil oficial dele, os parentes postaram uma nota super emocionante agradecendo o carinho de todo mundo, mas avisando que a despedida foi discreta e reservada apenas para quem era do círculo íntimo. Eles pediram aquele respeito básico que o momento exige, sabe?
Por que ele era chamado de "Mão Santa"?
Se você perguntasse ao Oscar, ele diria que de "santa" a mão não tinha nada: era treino puro. O cara era uma máquina de fazer pontos. Olha só o tamanho da história dele:
- O Maior de Todos: Ele superou a marca de Kareem Abdul-Jabbar, tornando-se o maior cestinha da história do basquete mundial, com incríveis 49.737 pontos.
- O "Não" para a NBA: Em 1984, ele foi escolhido pelo New Jersey Nets. Muita gente achou loucura, mas ele recusou. Naquela época, quem jogava na NBA não podia defender a Seleção Brasileira. Oscar escolheu vestir a camisa verde e amarela.
- Reconhecimento Global: Ele é tão fora de série que está no Hall da Fama da FIBA e também no da NBA, mesmo sem nunca ter jogado um minuto sequer na liga americana. É um feito inédito!
Uma carreira que rodou o mundo
A trajetória do Oscar parece roteiro de filme. Ele começou voando baixo aqui no Brasil e depois conquistou o mundo:
| Período | Clube / Destaque | Conquistas Principais |
| Anos 70 | Palmeiras e Sírio | Campeão Mundial pelo Sírio (1979) |
| Anos 80 | JuveCaserta e Pavia (Itália) | Marcou 14 mil pontos e teve a camisa aposentada |
| Anos 90 | Corinthians e Flamengo | Campeão Brasileiro (96) e maior cestinha da história |
| Seleção | Brasil | O herói do Pan de Indianápolis (1987) |
"A despedida foi realizada de forma discreta, apenas entre parentes próximos. Pedimos respeito e privacidade neste momento." — Nota oficial da família Schmidt.
Os últimos desafios
Nos últimos tempos, a saúde do Oscar já estava inspirando cuidados. Ele vinha de uma recuperação delicada após uma cirurgia e já não estava conseguindo participar de eventos públicos. Tanto que, agora no início de abril, quem foi receber uma homenagem do COB no lugar dele foi o filho, Felipe Schmidt.
Oscar não foi apenas um jogador; ele foi o exemplo máximo de patriotismo no esporte. Ele nos ensinou que, com dedicação e aquele "arremesso perfeito", um brasileiro pode, sim, ser o melhor do mundo no que faz.
Descanse em paz, Mão Santa. O basquete hoje ficou um pouco mais vazio.

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