Trump não descarta tropas no Irã: "Farei o necessário", afirma o presidente sobre invasão terrestre
Em tom decisivo, republicano ignora pesquisas de desaprovação e mantém opção de soldados em solo aberta; secretário Marco Rubio confirma que plano está na mesa.
Paulo Henrique Gomes, correspondente internacional, direto de Jerusalém, Israel.
Publicação: 02/03/2026 às 22:30 | Horário Local: 03:30.
Cobertura Completa do Portal Hora da Notícia sobre o Confronto no Oriente Médio.
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| O Confronto iniciado no último sábado ganhou maiores proporções com o passar dos dias - Divulgação/ Portal Hora da Notícia |
Olá, leitor do Hora da Notícia. Estamos interrompendo nossa programação para trazer uma atualização crucial sobre o conflito que parou o mundo neste fim de semana. Se você achava que a guerra entre EUA, Israel e Irã ficaria limitada aos céus e aos mísseis, as declarações de hoje de Donald Trump mudam o patamar do jogo.
Diferente de outros presidentes que costumam negar categoricamente o uso de "botas no chão" (tropas terrestres), Trump foi direto ao ponto em entrevista ao New York Post: ele não descarta enviar soldados americanos para dentro do território iraniano.
"Provavelmente não precisaremos, mas..."
Trump adotou uma postura pragmática e, como de costume, desafiadora. Ele afirmou que não tem receio de ordenar uma invasão terrestre caso a inteligência militar aponte essa necessidade.
"Eu não digo 'não haverá tropas'. Eu digo: provavelmente não precisamos delas, mas as usarei se forem necessárias", disparou o presidente.
Para Trump, a prioridade absoluta é garantir que o Irã — que ele descreve como uma nação governada por "pessoas insanas" — jamais coloque as mãos em uma arma nuclear. Ele acredita que o risco de uma bomba atômica nas mãos de Teerã justifica qualquer movimento militar, por mais drástico que seja.
A Diplomacia do "Pau de Ferro"
Enquanto Trump falava aos jornais, o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, reforçava o coro no Capitólio. Rubio explicou que, embora o país não esteja preparado neste exato momento para uma invasão terrestre em larga escala, a opção está "sobre a mesa".
Essa é uma tática clara de pressão psicológica: mostrar ao novo comando provisório do Irã que os Estados Unidos estão dispostos a ir até o fim.
O Povo Aprova? As Pesquisas dizem que não.
Aqui entramos em um ponto sensível para você, leitor. Duas grandes pesquisas publicadas hoje mostram que a maioria dos americanos está pisando no freio:
- Reuters/Ipsos: 43% desaprovam os ataques.
- CNN: Um número ainda maior, 59%, reprova a ofensiva.
Trump, porém, deu de ombros para os dados. Ele afirma que existe uma "maioria silenciosa" que o apoia e que está "impressionada" com a eficácia tecnológica dos ataques que mataram o líder supremo Ali Khamenei no sábado. Para ele, liderar não é seguir pesquisas, mas "fazer a coisa certa".
Entenda o Contexto: O Barril de Pólvora
Para quem está chegando agora, o resumo é tenso:
- Sábado (28/02): EUA e Israel lançam a operação "Fúria Épica".
- Domingo (01/03): Confirmada a morte de Ali Khamenei. Irã promete a "vingança mais pesada da história".
- Hoje (02/03): O Irã já começou a retaliação contra bases americanas em países como Catar, Emirados Árabes, Bahrein e Iraque.
Trump respondeu às ameaças de vingança de Masoud Pezeshkian (presidente do Irã) com uma promessa sombria: se revidarem, os EUA usarão uma "força nunca antes vista".
O que isso muda para nós?
A fala de Trump sobre tropas terrestres eleva o risco de uma guerra de ocupação, que costuma ser muito mais longa e sangrenta do que ataques aéreos. Isso mantém os mercados em pânico e o mundo em vigília.
O Hora da Notícia continuará aqui, monitorando cada movimento no Golfo Pérsico. O objetivo de Trump, segundo ele, é a "Paz Mundial", mas o caminho escolhido parece ser o das chamas.
Fique com a gente. Traremos atualizações assim que novas movimentações do Pentágono forem confirmadas.

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