🏆 Cruzeiro vence o São Paulo por 2 a 1, quebra jejum e volta ao topo da Copinha após 19 anos

⚽ No reencontro histórico no Pacaembu, Raposa mostra força, maturidade e decide no detalhe para conquistar seu segundo título da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Carlos André, CEO e editor-chefe do Portal Hora da Notícia • Ilha do Governador, Rio de Janeiro • 25/01/2026 às 21:30.
Coluna HDN Esportes >>> Final da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2026.
Cruzeiro vence São Paulo pela segunda vez em uma final da Copinha.

O grito de “é campeão” voltou a ecoar em azul no futebol de base brasileiro. Em uma final carregada de história, equilíbrio e emoção, o Cruzeiro venceu o São Paulo por 2 a 1, na tarde deste domingo (25), no Pacaembu, e conquistou o título da Copa São Paulo de Futebol Júnior. O duelo marcou o reencontro das equipes em uma decisão da Copinha após 19 anos — e, mais uma vez, a Raposa levou a melhor.

O título tem peso simbólico e esportivo. O Cruzeiro buscava apenas sua segunda conquista no torneio mais tradicional das categorias de base do país, enquanto o São Paulo, atual campeão, sonhava com o quarto troféu e com a consolidação de sua hegemonia recente. Dentro de campo, venceu quem foi mais eficiente nos momentos decisivos.

🔎 O JOGO: EFICIÊNCIA, RESPOSTA RÁPIDA E FRIEZA NO MOMENTO DECISIVO

O Cruzeiro começou a final com personalidade. Bem organizado defensivamente e apostando em transições rápidas, a equipe mineira abriu o placar aos 12 minutos do primeiro tempo, com o lateral-esquerdo William Almeida, que apareceu como elemento surpresa e finalizou com precisão.

O São Paulo tentou responder com maior posse de bola, mas encontrou dificuldades diante da marcação bem ajustada da Raposa. Ainda assim, mostrou por que chegou à final invicto. Nos acréscimos da primeira etapa, o atacante Isac aproveitou um descuido defensivo e deixou tudo igual, recolocando o Tricolor no jogo e levando a decisão aberta para o segundo tempo.

Na etapa final, o duelo ficou mais estudado. O nervosismo natural de uma final no Pacaembu se misturava à intensidade típica da Copinha. Até que, aos 28 minutos, veio o lance decisivo: João Pedro arriscou o chute, a bola explodiu na trave e, no rebote infeliz, acabou batendo nas costas do goleiro são-paulino e morrendo no fundo da rede. Gol que decidiu a final e selou o título cruzeirense.

📜 REEDIÇÃO DE UM ROTEIRO HISTÓRICO

Cruzeiro e São Paulo já haviam se enfrentado em uma final da Copinha apenas uma vez antes — em 2007. Naquela ocasião, após empate no tempo normal, o time mineiro venceu nos pênaltis. Em 2026, o roteiro mudou nos detalhes, mas o desfecho foi o mesmo: taça para a Raposa.

O reencontro após quase duas décadas reforça a tradição das duas camisas no futebol de base e evidencia a capacidade do Cruzeiro de formar equipes competitivas mesmo em ciclos de reconstrução institucional.

📊 CAMPANHAS ESPELHADAS ATÉ A DECISÃO

A final foi, também, o encontro de duas campanhas muito semelhantes. Cruzeiro e São Paulo chegaram invictos à decisão, com 100% de aproveitamento na fase de grupos.

  • Cruzeiro (Grupo 13): venceu Barra-SC, Esporte de Patos e Francana

  • São Paulo (Grupo 19): bateu Independente-AP, Maruinense e Real Soccer

No mata-mata, os caminhos seguiram paralelos:

  • 2ª fase: Cruzeiro 3x1 Meia Noite | São Paulo 2x0 Portuguesa
  • 3ª fase: Cruzeiro 3x0 Ponte Preta | São Paulo 5x1 Operário
  • Oitavas: Cruzeiro 3x1 Santos | São Paulo 1x1 RB Bragantino (vitória nos pênaltis)
  • Quartas: Cruzeiro 3x0 Guanabara City | São Paulo 3x1 Botafogo
  • Semifinais: Cruzeiro 3x2 Grêmio (virada emocionante) | São Paulo 4x1 Ibrachina

A trajetória revela equilíbrio, mas também aponta para um diferencial: o Cruzeiro cresceu nos momentos mais decisivos, especialmente contra adversários tradicionais.

🧭 EDITORIAL HDN ESPORTES 2026: MAIS QUE UM TÍTULO, UM SINAL DE FUTURO

A conquista da Copinha vai além do troféu. Ela sinaliza planejamento, investimento e identidade no trabalho de base do Cruzeiro. Em um futebol cada vez mais exigente e competitivo, vencer a Copinha é reafirmar um projeto — e colocar talentos no radar do futebol profissional.

Para o São Paulo, a derrota não apaga a campanha sólida nem o protagonismo recente na base. A final mostrou, mais uma vez, por que o Tricolor segue como referência formadora.

No Pacaembu renovado, palco de tantas decisões históricas, a Copinha de 2026 entregou o que promete há décadas: emoção, talento e a certeza de que o futuro do futebol brasileiro segue pulsando forte.

📰 HDN Esportes — onde a base também é manchete.

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