Opinião do Comunicador Carlos André.

Na primeira edição de 2026, o 'Opinião do Comunicador Carlos André', falará sobre a predileção da TV Globo por apenas um narrador e perguntas que a emissora precisa responder.

Publicada por Carlos André, CEO e Editor-Chefe da Matriz do Portal Hora da Notícia RJ | 14/01/2026 às 22:50.
Opinião do Comunicador Carlos André >>> Primeira Edição de 2026.
O quadro volta em nova temporada para causar reflexões e debates - Reprodução/ Portal Hora da Notícia

A saída de Odinei Ribeiro, após 18 anos na TV Globo, não é um fato isolado. Ela se soma a um movimento maior, mais profundo e cada vez mais visível: o esvaziamento de espaço para narradores que não fazem parte do “núcleo preferencial” da emissora.

Mas se alguém ainda duvida disso, basta olhar para o caso mais notável e simbólico de todos:
👉 Cléber Machado.

Após 35 anos de serviços prestados à Globo, como uma das vozes mais marcantes da história do esporte brasileiro, Cléber deixou a emissora em 2023. Hoje, ele é narrador principal da RECORD, onde voltou a ter protagonismo, grandes jogos e visibilidade.

A pergunta é inevitável:

❓ Como uma emissora permite que uma de suas vozes mais icônicas vá embora por falta de espaço?

📢 Predileção que virou política interna

Luís Roberto é um narrador competente, popular e com forte identificação com parte do público. Isso não está em debate. O problema começa quando a preferência editorial se transforma em regra não escrita, concentrando:

  • finais

  • jogos decisivos

  • eventos de maior audiência

  • transmissões históricas

sempre na mesma voz.

🎯 O resultado?

Outros narradores ficam presos a papéis secundários, transmissões de menor peso ou canais menos visíveis.

👉 Talento vira coadjuvante.

🎤 Cléber Machado: quando nem a história garante espaço

Cléber Machado não era “mais um”.
Era A VOZ de Copas do Mundo, finais de Libertadores, Olimpíadas, clássicos e momentos históricos.

Mesmo assim, nos últimos anos, foi sendo gradualmente afastado dos grandes eventos, até que sua presença se tornasse quase residual.

📌 Pergunta dura, mas necessária:

👉 Se nem Cléber Machado teve espaço, quem mais teria?

Hoje, na RECORD, Cléber voltou a narrar grandes jogos, voltou a ser ouvido, voltou a ser referência.

Isso diz muito.

🎙️ Odinei Ribeiro: repetição de um roteiro já conhecido

O roteiro se repetiu com Odinei Ribeiro.

Foram 18 anos de casa, passando por:

  • TV aberta

  • canais esportivos pagos

  • grandes eventos olímpicos

Mas sem nunca alcançar o status de prioridade.

“Você se prepara a vida inteira para a grande chance… e ela simplesmente não chega.”
— bastidor ouvido por este colunista

Quantos talentos ainda precisarão sair para que essa política seja revista?

❓ Perguntas que a Globo precisa responder (urgentemente)

Como comunicador e jornalista, deixo perguntas que ecoam nos bastidores e agora chegam ao público:

  • Por que os grandes jogos têm sempre a mesma voz?

  • Existe um plano real de rodízio ou sucessão?

  • Narradores são estimulados a crescer ou apenas a esperar?

  • A Globo mede o impacto emocional e profissional dessa exclusão?

  • O público não merece diversidade de estilos, timbres e narrativas?

Essas perguntas não atacam — provocam reflexão.

💥 Opinião clara e direta: talento não pode ser reserva eterna

Falo aqui de forma construtiva, mas sem anestesia 💥:

A Globo está transformando seu setor esportivo em um funil estreito, onde poucos entram no topo e muitos ficam presos embaixo, independentemente de talento ou história.

O esporte é emoção, pluralidade e identidade.

📺 Uma única voz dominante empobrece a narrativa esportiva.

Não se trata de tirar espaço de Luís Roberto.

👉 Trata-se de abrir espaço para outros.

📊 O público percebe — e reage

O telespectador sente:

  • repetição de bordões

  • falta de novidade

  • previsibilidade na transmissão

E o mercado mudou.
As emissoras concorrentes entenderam isso.

📌 A RECORD, por exemplo, apostou em Cléber Machado — e ganhou peso, credibilidade e identidade esportiva.

🧠 Conclusão: ainda há tempo, mas o alerta está ligado

A TV Globo continua sendo gigante.

Mas gigantes também precisam se reinventar.

Valorizar quem está dentro, criar oportunidades reais e respeitar trajetórias históricas não enfraquece uma emissora — fortalece.

🎙️ “Quando até a história perde espaço, algo está errado. Narrador não vive de favoritismo — vive de oportunidade.”
— Carlos André, CEO do Portal Hora da Notícia

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