Tricampeões eternos devem acender as piras dos Jogos de Inverno.

Lendas do esqui italiano, Alberto Tomba e Deborah Compagnoni despontam como favoritos para protagonizar o momento mais simbólico da abertura em Milão-Cortina.

Carlos André | CEO e editor-chefe | Portal Hora da Notícia | Brisa Mar, Itaguaí, Rio de Janeiro | 04/02/2023 às 10:50.
Coluna HDN Esportes >>> HDN na Itália >>> Jogos Olímpicos de Inverno Milan/ Cortina 2026.
Os Jogos Olímpicos de Inverno 2026 começam oficialmente na próxima sexta-feira (06). 

A chama olímpica que iluminará os Jogos de Inverno de Milão-Cortina pode carregar muito mais do que fogo e tradição. Ela pode representar memória, identidade esportiva e emoção coletiva. Segundo o jornal italiano Gazzetta dello Sport, os tricampeões olímpicos Alberto Tomba e Deborah Compagnoni surgem como os principais favoritos para acender as piras da edição italiana.

A definição oficial ainda não foi anunciada, mas a expectativa cresce à medida que se aproxima a cerimônia de abertura. Em meio ao suspense mantido pelo Comitê Organizador, os bastidores indicam que a escolha das lendas do esqui reuniria consenso histórico, apelo popular e forte simbolismo olímpico.

HDN na Itália: cobertura direto do coração dos Jogos

Presente em solo italiano, o HDN Esportes acompanha de perto todos os detalhes da preparação para os Jogos de Inverno por meio do quadro especial “HDN na Itália”. A equipe está em Milão e Cortina d’Ampezzo, trazendo informações exclusivas, bastidores da organização, clima entre atletas e a expectativa para a abertura do evento.

A possível escolha de Tomba e Compagnoni como responsáveis pela chama olímpica é tratada como um dos momentos mais emblemáticos da cerimônia, segundo apuração do HDN junto a fontes ligadas à organização. O quadro especial tem mostrado como a Itália aposta fortemente na valorização de seus ídolos históricos para reforçar a conexão emocional com o público local e internacional.

Uma cerimônia, dois cenários

A edição de Milão-Cortina se diferencia ao adotar duas piras olímpicas, refletindo a geografia e o conceito descentralizado dos Jogos. De acordo com a Gazzetta, Alberto Tomba deverá acender a pira instalada no Arco della Pace, em Milão, no momento culminante da cerimônia de abertura no estádio San Siro, marcada para sexta-feira (6).

Em paralelo, Deborah Compagnoni ficaria responsável por acender a pira localizada na Piazza Dibona, em Cortina d’Ampezzo, nos Dolomitas — região que simboliza a essência dos esportes de inverno e tem ligação direta com a trajetória da ex-atleta.

Mistério preservado até o fim

Procurado para comentar as informações, o Comitê Olímpico Italiano (CONI) afirmou que a decisão oficial será tomada apenas no último momento, estratégia tradicional para preservar o impacto do anúncio e evitar vazamentos antes da cerimônia.

Ainda assim, a movimentação em Milão indica que o país se prepara para um gesto de forte carga emocional, conectando diferentes gerações de atletas e torcedores.

Alberto Tomba: carisma e explosão

Conhecido mundialmente como “La Bomba”, Alberto Tomba revolucionou o esqui alpino com um estilo agressivo, carismático e midiático. Ele conquistou dois ouros em Calgary-1988 e mais um em Albertville-1992, tornando-se um dos maiores nomes do esporte italiano no século 20.

Sua presença na abertura simbolizaria o período em que o esqui italiano ganhou protagonismo global e passou a dialogar com o grande público.

Deborah Compagnoni: regularidade e excelência

Deborah Compagnoni construiu uma carreira marcada pela longevidade e pela excelência técnica. Campeã olímpica em Albertville-1992, Lillehammer-1994 e Nagano-1998, ela se tornou referência não apenas por títulos, mas pela consistência em alto nível ao longo de três ciclos olímpicos.

Em Cortina, sua participação reforçaria o vínculo entre a história dos Jogos e a tradição alpina italiana.

Uma chama que resume a Itália olímpica

Caso se confirme, a escolha de Tomba e Compagnoni transformará o acendimento das piras em uma narrativa visual poderosa: em Milão, a chama urbana e contemporânea; em Cortina, o fogo cercado por neve e montanhas.

Dois ícones, dois cenários e uma mesma mensagem — a Itália celebra seu passado glorioso enquanto abre espaço para uma nova geração de atletas. Tudo isso acompanhado de perto pela cobertura especial do HDN Esportes, direto da Itália, no quadro HDN na Itália.

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