HDN na Itália: mais de 90% dos atletas passam por testes antidoping
Segundo Agência Internacional de Testes, o programa de pré-Jogos alcançou quase todos os competidores inscritos.
Carlos André | CEO e editor-chefe | Portal Hora da Notícia | Brisa Mar, Itaguaí, Rio de Janeiro | 03/02/2023 às 19:20.
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Mais de 90% dos atletas inscritos para os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 passaram por ao menos um teste antidoping antes do início da competição. A informação foi divulgada nesta terça-feira (3) pela Agência Internacional de Testes (ITA), responsável por todo o programa de controle antidoping do evento.
Ao todo, cerca de 2.800 atletas, de mais de 90 países, disputarão os Jogos, que começam na sexta-feira (6). Segundo a ITA, 92% dos competidores foram testados pelo menos uma vez no período prévio à Olimpíada, em uma das maiores operações de controle já realizadas em Jogos de Inverno.
“A Agência Internacional de Testes conclui o programa antidoping pré-Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 com uma cobertura praticamente total dos atletas classificados”, informou a entidade em comunicado oficial.
Mais de 7 mil testes em seis meses
O programa pré-Jogos foi iniciado em agosto de 2025 e se estendeu pelos seis meses que antecederam a Olimpíada. Nesse período, a ITA coordenou mais de 7.100 controles antidoping, realizados tanto em competições quanto fora delas, incluindo testes surpresa.
A estratégia teve como foco principal modalidades consideradas de maior risco, levando em conta histórico de infrações, características fisiológicas das provas e dados de edições anteriores dos Jogos.
Nesses esportes, 91% dos atletas foram testados ao menos uma vez, enquanto 66% passaram por três ou mais controles antes mesmo de desembarcarem na Itália.
Atenção redobrada durante os Jogos
Apesar do alto índice de cobertura, a ITA confirmou que 8% dos atletas inscritos não foram testados no período prévio. Desses, 28% pertencem a modalidades classificadas como de alto risco, o que acendeu um alerta para a agência.
“Esses atletas receberão atenção especial durante os Jogos, com controles direcionados e monitoramento intensificado”, destacou a ITA.
Durante os 16 dias de competições, a agência seguirá responsável por todos os testes antidoping, atuando em parceria com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e autoridades locais.
Modalidades mais monitoradas
Entre os esportes com maior percentual de testes realizados, destacam-se:
- Salto de esqui
- Biatlo
- Luge
- Patinação de velocidade
- Short track
Já entre os comitês olímpicos nacionais, China, Estados Unidos, Alemanha e Espanha tiveram mais de 94% de seus atletas testados antes do início dos Jogos.
Mudança de estratégia após escândalos
O reforço nos controles faz parte de uma mudança de postura do Comitê Olímpico Internacional, que decidiu ampliar os testes pré-Jogos após sucessivos escândalos envolvendo doping em edições passadas.
Em Olimpíadas como Londres-2012 e Sochi-2014, dezenas de medalhas foram redistribuídas anos depois, após a reanálise de amostras com métodos mais avançados, expondo esquemas sofisticados de uso de substâncias proibidas.
A ideia agora é identificar infrações antes da competição, evitando que resultados sejam alterados retroativamente e preservando a credibilidade do evento.
Caso recente reforça alerta
Na última segunda-feira (2), a biatleta italiana Rebecca Passler foi excluída dos Jogos de Milão-Cortina após testar positivo para substâncias proibidas em um exame realizado pela agência antidoping nacional, em coordenação com a ITA.
O caso reforça o clima de tolerância zero adotado para a edição de 2026 e evidencia que o sistema de controle seguirá rígido desde os dias que antecedem a abertura até o encerramento da Olimpíada.
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