Recomeço dourado: Fournier Beaudry e Cizeron surpreendem e conquistam o ouro na dança no gelo em Milão-Cortina 2026.

Dupla formada há menos de um ano supera favoritas e coloca a França no topo; Guillaume Cizeron torna-se bicampeão olímpico após triunfo histórico na Itália.

Paulo Henrique Gomes, correspondente internacional, direto de Milão, na Itália | Portal Hora da Notícia | 11/02/2026 às 22:50.
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Laurence Fournier Beaudry e Guillaume Cizeron brilharam com maestria, conquistando o ouro na dança do gelo

Milão assistiu a um daqueles capítulos que só o esporte olímpico é capaz de escrever. 💫⛸️

Em menos de um ano de parceria, Laurence Fournier Beaudry e Guillaume Cizeron subiram ao topo do pódio na dança no gelo da patinação artística e conquistaram o ouro olímpico em Milão-Cortina 2026, numa vitória que misturou talento, reinvenção e ousadia.

Para Cizeron, o feito tem sabor ainda mais especial: é seu segundo ouro olímpico, após o título conquistado em Pequim 2022 ao lado de Gabriella Papadakis. Agora, ele prova que sua excelência transcende parcerias.

🎭 Uma apresentação para a eternidade

A dança livre francesa foi marcada por intensidade dramática e precisão técnica. Ao som de uma trilha contemporânea que combinava sutileza e explosão emocional, a dupla executou:

  • Sequências de passos com extrema sincronia
  • Elevações fluidas e de alto grau de dificuldade
  • Transições quase invisíveis entre elementos
  • Conexão artística que arrebatou o público

A nota da dança livre foi 135.64 pontos, suficiente para garantir o total de 225.82 pontos, colocando-os no topo da classificação geral.

Quando o placar confirmou a liderança definitiva, Fournier Beaudry levou as mãos ao rosto. Cizeron fechou os olhos por alguns segundos, absorvendo o momento.

🥈🥉 Disputa apertada pelo pódio

A prata ficou com os norte-americanos Madison Chock e Evan Bates, que somaram 224.39 pontos — apenas 1.43 atrás dos franceses. Foi uma batalha técnica até o último detalhe nos componentes artísticos.

O bronze foi para os canadenses Piper Gilles e Paul Poirier, com 217.74 pontos, consolidando mais uma vez o Canadá entre as potências da dança no gelo.

A diferença mínima entre ouro e prata reforça o caráter surpreendente da vitória francesa.

🇫🇷 A aposta que virou história

A formação da dupla ocorreu há menos de um ano — um intervalo curtíssimo para padrões olímpicos. A aposta da federação francesa foi ousada, especialmente considerando que Cizeron já era campeão olímpico consolidado.

Mas o encaixe artístico foi imediato.

Laurence trouxe elegância e maturidade competitiva. Guillaume agregou experiência, leitura musical refinada e domínio técnico. O resultado foi uma química que amadureceu em tempo recorde.

🎙️ A fala de Guillaume Cizeron

Em entrevista exclusiva ao HDN na zona mista, Cizeron refletiu sobre a jornada:

Este ouro tem um significado completamente diferente do primeiro. Em 2022, era o auge de uma parceria construída por muitos anos. Agora, é sobre recomeçar, confiar e construir algo do zero em tempo recorde.

Sobre a surpresa da vitória:

Sabíamos que muitos duvidavam. Era natural. Mas nós acreditamos desde o primeiro treino. Não competimos para provar nada a ninguém, competimos para fazer arte no gelo.

Cizeron também destacou o papel da nova parceira:

A Laurence trouxe uma energia nova para mim. Ela me desafiou, me tirou da zona de conforto. Esse ouro é totalmente nosso.

🎙️ Laurence Fournier Beaudry emocionada

Ainda com lágrimas nos olhos, Laurence falou ao HDN:

Se alguém me dissesse há um ano que eu seria campeã olímpica ao lado do Guillaume, eu diria que era impossível. Nós trabalhamos todos os dias com foco absoluto. Esse resultado é fruto de confiança e coragem.

❄️ Um novo capítulo da dança no gelo

A vitória francesa redefine o cenário da modalidade. Mostra que, mesmo em um esporte de ciclos longos, a excelência pode nascer rapidamente quando há talento e entrega total.

Guillaume Cizeron entra para um seleto grupo de bicampeões olímpicos da dança no gelo.
Laurence Fournier Beaudry escreve seu nome na história olímpica.

E Milão-Cortina 2026 ganha mais um momento inesquecível.

O gelo italiano segue sendo palco de histórias improváveis — e o HDN está acompanhando cada uma delas, direto da Itália. ✨⛸️

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