HDN na Itália — Kokomo Murase desafia a gravidade, acerta dois 1440° e conquista o ouro no Big Air em Milão-Cortina.

Japonesa de 21 anos confirma grande fase, soma 179 pontos e sobe ao topo do pódio olímpico após apresentações quase perfeitas.

Paulo Henrique Gomes, correspondente internacional, direto da Base Italiana, em Milão, Itália | Portal Hora da Notícia | 10/02/2026 às 00:30.
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Kokomo Murase brilha e conquista o ouro olímpico, após uma grande prova em Milano-Cortina 2026. 

O salto foi alto. A rotação, absurda. E o recado, cristalino: o Big Air feminino tem uma nova referência olímpica. Nesta segunda-feira (09), Kokomo Murase, do Japão, foi simplesmente impecável e conquistou a medalha de ouro no snowboard Big Air feminino dos Jogos Olímpicos de Inverno Milano-Cortina 2026, coroando uma ascensão que já vinha sendo anunciada desde Pequim.

Bronze em Beijing-2022, campeã mundial em 2025 e vencedora do Winter X-Games, Murase chegou à Itália com status de favorita — e saiu com o ouro no peito e o respeito absoluto do circuito.

🚀 Duas descidas, quatro rotações e um título incontestável

A apuração do HDN no local confirmou o que os números já gritavam no telão: Murase venceu com autoridade. A japonesa somou 179.00 pontos com as duas melhores notas, resultado construído a partir de dois giros de 1440° (quatro rotações completas) executados com limpeza, amplitude e aterrissagens seguras.

Mais do que a dificuldade, chamou atenção a regularidade. Murase foi a única atleta da final a acertar as três tentativas, algo raríssimo em uma prova onde o erro costuma ser regra, não exceção.

A diferença para as rivais deixou claro o domínio: do bronze para a quarta colocação, a vantagem passou dos dez pontos — um abismo, no padrão do Big Air.

🥈🥉 Pódio repetido e novas forças asiáticas

Assim como em Pequim-2022, a medalha de prata ficou com a neozelandesa Zoi Sadowski Synnott, que alcançou 172.25 pontos. Competitiva, técnica e agressiva, Sadowski confirmou sua constância em Jogos Olímpicos, mas desta vez encontrou uma adversária em estado quase inalcançável.

O bronze foi da sul-coreana Yu Seung-eun, com 171.00 pontos, consolidando a força asiática na modalidade e completando um pódio marcado por altíssimo nível técnico.

👋 Adeus de uma lenda: Anna Gasser fora do pódio

A ausência mais sentida foi a da austríaca Anna Gasser, bicampeã olímpica do Big Air e uma das maiores snowboarders da história. Aos 34 anos, Gasser não conseguiu repetir o desempenho das edições anteriores, terminou apenas na oitava colocação (121.25 pontos) e se despede das competições olímpicas — encerrando uma carreira que ajudou a redefinir os limites da modalidade.

🧊 Por que Murase foi diferente?

Além dos dois 1440°, Murase carrega um feito que explica seu domínio: foi a primeira atleta da história a executar um backside triplo cork 1620° (quatro voltas e meia) em competição. Mesmo não sendo a manobra decisiva hoje, o repertório técnico elevadíssimo dá margem para escolhas mais seguras — e vencedoras — em finais olímpicas.

📊 Pódio – Snowboard Big Air Feminino

Milano-Cortina 2026

  • 🥇 OuroMurase Kokomo (JAP) – 179.00
  • 🥈 PrataZoi Sadowski Synnott (NZL) – 172.25
  • 🥉 BronzeYu Seung-eun (KOR) – 171.00

🔜 O snowboard continua

Após três dias consecutivos de finais, o snowboard olímpico retorna na quarta-feira (11) com as classificatórias do halfpipe, feminino e masculino. A prova marca, inclusive, a estreia dos brasileiros Pat Burgener e Augustinho Teixeira em Milão-Cortina.

Da Base Italiana, em Milão, o HDN registra:

🏂✨ quando talento, coragem e execução se encontram no ar, o pouso costuma ser dourado.

🇮🇹 HDN na Itáliaapuração no local, explicação técnica e a certeza de que o Big Air acaba de ganhar uma campeã para marcar época.

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