HDN na Itália — Dia de contrastes, números extremos e emoção familiar em Milão-Cortina 2026.

Canadá sobrevive ao caos no gelo, Itália vibra com ouro histórico e Jogos ganham contornos de identidade própria.

Carlos André | CEO e editor-chefe | Portal Hora da Notícia | Itaguaí, Rio de Janeiro | 08/02/2026 às 02:25.
Coluna HDN Esportes >>> HDN na Itália >>> Cobertura Especial dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão/ Cortina 2026.
O primeiro sábado de Olimpíadas de Inverno pegou fogo e mostrou o motivo de ser um dos maiores eventos multiesportivos do planeta.

Os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 viveram neste sábado (7) um daqueles dias que ajudam a explicar por que Olimpíada não é apenas competição, mas narrativa. No mesmo dia em que o hóquei no gelo feminino expôs um jogo estatisticamente desequilibrado — e emocionalmente caótico — entre Canadá e Suíça, a Itália celebrou um ouro simbólico, histórico e profundamente humano com Francesca Lollobrigida na patinação de velocidade.

A reportagem do HDN na Itália apurou os dados oficiais, ouviu leituras técnicas e confirma: o sábado foi de extremos — de volume e eficiência, de frieza e emoção.

🏒 Hóquei feminino: Canadá vence sem sobrar — e isso diz muito

O placar de 4 a 0 pode enganar quem olha apenas o resultado final. Em quadra, o Canadá venceu a Suíça em um jogo que se transformou em um raro exercício de ataque absoluto contra resistência total.

📊 Os números confirmados pela organização olímpica:

  • Canadá: 55 chutes ao gol

  • Suíça: apenas 6 finalizações

  • Gols canadenses: 1 no segundo período, 3 no terceiro

Apesar da superioridade territorial, técnica e física, o Canadá demorou a traduzir domínio em gols. A defesa suíça — especialmente a goleira — evitou um placar elástico e manteve o jogo vivo até o último período.

Paulo Henrique Gomes explica:

“Esse é o tipo de jogo que, internamente, preocupa mais do que tranquiliza. O Canadá controlou tudo, menos a eficiência. Em torneios curtos, isso vira alerta. O 4 a 0 não reflete o nível de dificuldade que a Suíça impôs.”

Na mesma jornada:

  • 🇩🇪 Alemanha 5 x 2 Japão

  • 🇺🇸 EUA 5 x 0 Finlândia

  • 🇸🇪 Suécia 6 x 1 Itália

📌 Situação dos grupos (confirmada):

  • Grupo A: EUA (6), Canadá (3), Suíça (2), Tchéquia (1), Finlândia (0) — todos avançam

  • Grupo B: Suécia, Alemanha e Japão avançando; Itália e França fora no momento

⛸️ Lollobrigida, ouro, recorde e um colo que vale mais que medalha

Se no gelo do hóquei o discurso foi de frieza estatística, na patinação de velocidade o roteiro foi escrito com emoção.

A italiana Francesca Lollobrigida conquistou o ouro olímpico nos 3.000 metros, com tempo recorde de 3:54.28, o melhor da história dos Jogos Olímpicos.

  1. 🥇 Ouro: Francesca Lollobrigida (ITA) — 3:54.28 (Recorde Olímpico)
  2. 🥈 Prata: Ragne Wiklund (NOR)
  3. 🥉 Bronze: Valérie Maltais (CAN)

A diferença de 2.28 segundos para a prata confirma: não foi apenas vitória, foi afirmação.

Paulo Henrique Gomes analisa:

“Esse ouro não nasce só do treinamento. Ele nasce de uma decisão de vida. Lollobrigida organizou a carreira pensando em 2026. Teve filho, voltou, sustentou constância nas oito voltas e fechou como campeã olímpica. É um ouro que a Itália entende — e sente.”

Francesca foi mãe em 2023, após conquistar prata e bronze em Pequim-2022. O planejamento foi claro: interromper, reconstruir e voltar no auge, justamente na Olimpíada em casa.

A cena que marcou o dia veio depois da confirmação matemática do título: Lollobrigida pediu o filho Tommaso, levado à pista para comemorar no colo da mãe campeã olímpica.

🌍 Histórias que se cruzam

O pódio ainda trouxe outro capítulo simbólico: aos 35 anos, a canadense Valérie Maltais conquistou sua primeira medalha individual olímpica, após já ter sido campeã em provas por equipes na pista curta.

“É a prova de que esses Jogos estão premiando não só talento, mas longevidade e resiliência”, resume Paulo Henrique Gomes.

🏁 O que o sábado nos disse sobre Milão-Cortina 2026

  • ✔ O Canadá segue favorito, mas não imune
  • ✔ O hóquei feminino terá menos goleadas e mais leitura tática
  • ✔ A Itália começa a construir sua identidade olímpica no emocional e no simbólico
  • ✔ E os Jogos já entregam algo raro: histórias que sobrevivem ao placar

📍 HDN na Itália segue acompanhando, apurando e explicando — porque Olimpíada não se cobre só com cronômetro, mas com contexto. 🇮🇹❄️

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