HDN na Itália: Grã-Bretanha mantém liderança em dia de surpresas nas duplas mistas do curling em Milão-Cortina

Única invicta do torneio, dupla britânica vence Canadá e EUA, confirma vaga na semifinal e se consolida como principal força do evento nos Jogos de Inverno 2026.

Paulo Henrique Gomes | Chefe da Editoria de Esportes e Correspondente Internacional, direto de Milão | 08/02/2026 às 00:30.
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A Grã-Bretanha brilha no Curling e mantém invencibilidade e liderança no curling de duplas mistas. 

A Grã-Bretanha confirmou neste sábado (7), no gelo de Milão-Cortina, que chega aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 como a grande referência das duplas mistas do curling. Em um dia marcado por resultados inesperados, tropeços de favoritos e mudanças constantes na tabela, a dupla britânica manteve a invencibilidade, chegou à sétima vitória em sete jogos e garantiu, com antecedência, uma vaga nas semifinais do torneio.

A reportagem do HDN na Itália, acompanhando a competição de perto, apurou que o desempenho britânico tem sido o mais consistente do evento. Primeiro, a equipe venceu o Canadá por 7 a 5, em um duelo equilibrado e decidido nos ends finais. Poucas horas depois, voltou ao gelo para enfrentar os Estados Unidos e venceu por 6 a 4, selando a liderança isolada do round robin.

Formato intenso e pressão máxima

O torneio de duplas mistas conta com dez equipes, que se enfrentam em turno único. Ao final da fase classificatória, apenas as quatro melhores colocadas avançam às semifinais, o que transforma cada partida em um confronto decisivo.

Com sete vitórias em sete jogos, a Grã-Bretanha não apenas assegurou a classificação, como também passou a administrar vantagem estratégica na definição dos confrontos do mata-mata — um luxo raro em um formato tão curto e exigente.

Bastidores do gelo: por que a Grã-Bretanha domina

A invencibilidade britânica não é fruto do acaso. A apuração do HDN, acompanhando treinos, aquecimentos e conversas nos corredores da arena, aponta que a equipe chegou a Milão-Cortina com um planejamento específico para o formato de duplas, que exige leitura rápida do gelo, comunicação constante e decisões quase instantâneas.

Enquanto outras seleções ainda alternam estratégias, os britânicos mostram um padrão claro: controle do centro da pista nos primeiros ends e agressividade calculada nos momentos decisivos. A leitura do gelo — que muda sensivelmente ao longo do dia — tem sido um diferencial evidente.

“Eles erram pouco. E quando erram, erram pequeno”, resumiu à reportagem um treinador europeu presente na competição.

O dia em que o curling virou imprevisível

O sábado (7) entrou para a história desta edição olímpica como o dia em que o curling mostrou sua face mais imprevisível. O maior símbolo disso foi a vitória da Coreia do Sul sobre os Estados Unidos, por 6 a 5.

Lanterna da competição até então, a equipe sul-coreana apostou em um jogo mais ousado, com guardas profundas e pressão constante, forçando erros norte-americanos nos ends finais. A partida foi decidida no último lançamento, sob silêncio absoluto na arena.

A reportagem do HDN na Itália apurou que o resultado causou surpresa até mesmo entre atletas e comissões técnicas de outras seleções, reforçando a percepção de que ninguém está completamente seguro nesta edição olímpica.

Estados Unidos tropeçam, mas seguem no topo

Apesar das duas derrotas no sábado — para a Grã-Bretanha e para a Coreia do Sul — os Estados Unidos seguem na segunda colocação, com quatro vitórias e duas derrotas. A campanha é a mesma da Itália, mas os norte-americanos levam vantagem nos critérios de desempate.

Internamente, o clima é de alerta. A apuração do HDN indica que a comissão técnica americana já trata os próximos jogos como decisivos para evitar um confronto mais duro nas semifinais.

Itália cresce em casa e alimenta sonho histórico

Jogando em casa, a Itália segue como uma das histórias mais interessantes do curling em Milão-Cortina 2026. Com quatro vitórias e apenas duas derrotas, a equipe italiana divide a vice-liderança e mantém vivas as chances de avançar ao mata-mata — o que seria um resultado histórico para o país na modalidade.

O fator torcida tem pesado. Diferente de edições anteriores, o curling tem recebido bom público, curioso e participativo, criando um ambiente incomum para um esporte tradicionalmente silencioso.

Nos bastidores, segundo apurou o HDN na Itália, o discurso é de confiança com cautela: qualquer erro pode custar caro em uma tabela extremamente apertada.

Suécia sob pressão e contas na calculadora

A Suécia, potência tradicional do curling mundial, ocupa atualmente a quarta colocação, com quatro vitórias e três derrotas, e ainda não tem vaga garantida na semifinal.

O levantamento feito pelo HDN mostra que os suecos têm enfrentado dificuldades especialmente nos ends intermediários, onde costumam perder vantagens construídas no início das partidas. A palavra mais repetida nos bastidores é “atenção”.

Cada jogo passa a ser tratado como uma final antecipada.

O que vem pela frente

Com a fase classificatória entrando na reta final, o cenário das duplas mistas aponta para:

  • ✔️ Grã-Bretanha já classificada e favorita

  • ⚠️ Estados Unidos e Itália em disputa direta pelas primeiras posições

  • 🔥 Suécia pressionada, mas viva

  • ❄️ Surpresas ainda possíveis, como mostrou a Coreia do Sul

Os jogos seguem neste domingo (9) e prometem decisões no detalhe, em um curling olímpico cada vez mais competitivo e imprevisível.

🧊 HDN na Itália — Linha editorial 2026
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