Brasil quebra o gelo e faz história: maior delegação brasileira da história nas Olimpíadas de Inverno.
Com 14 atletas, Time Brasil chega a Milão-Cortina 2026 em clima de recorde, ousadia e aquela pontinha de ironia tropical em pleno inverno europeu.
Carlos André | CEO e editor-chefe | Portal Hora da Notícia RJ | Itaguaí, Rio de Janeiro | 03/02/2026 às 13:10.
Coluna HDN Esportes >>> HDN na Itália >>> Jogos Olímpicos de Inverno Milão/ Cortina 2026.
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| Lucas Pinheiro Braathen é a principal esperança do Brasil de medalhas no Esqui Alpino. |
Milão e Cortina d’Ampezzo já sentem o frio. Mas quem realmente chegou esquentando o clima foi o Brasil. Faltando menos de três semanas para a abertura oficial dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, o país confirmou a maior delegação de sua história na competição: 14 atletas, superando o antigo recorde de Sochi 2014, quando foram 13. Sim, o Brasil segue sem neve natural, mas com cada vez mais moral no gelo.
Direto da Itália, o HDN na Itália acompanha uma edição que já nasce histórica. E não é força de expressão jornalística: o Brasil nunca teve tanta gente pronta para encarar pistas congeladas, trenós a 130 km/h e montanhas que parecem cenário de filme — só que sem dublê.
❄️ Recorde confirmado, sonho renovado
Todas as vagas brasileiras foram oficialmente preenchidas neste domingo, e a delegação chega com ambição clara: buscar a primeira medalha olímpica de inverno da história do país. Até hoje, o melhor resultado foi o nono lugar de Isabel Clark no snowboard cross, em Turim 2006 — feito respeitável, mas que já virou provocação interna no time: “Tá na hora de melhorar isso aí”.
Entre os dias 6 e 22 de fevereiro, o Brasil entra no gelo com menos discurso e mais confiança. E dois nomes despontam como símbolos dessa virada de chave.
🥇 Lucas Pinheiro: do improvável ao possível
Lucas Pinheiro, do esqui alpino, não é mais promessa — é realidade. O brasileiro vem empilhando resultados expressivos no circuito mundial e, neste domingo, foi segundo colocado na etapa de Wengen da Copa do Mundo, com uma descida final simplesmente impecável: 1min46s46 no tempo combinado.
Nos bastidores, o discurso é direto e sem falsa modéstia:
“Não vim passear. Vim competir.”
Tradução HDN: o Brasil vai sonhar, sim — e com fundamento.
🛷 Nicole Silveira: bronze que vale ouro moral
Se Lucas voa nas montanhas, Nicole Silveira rasga o gelo no skeleton. Há uma semana, ela conquistou o terceiro lugar em St. Moritz, garantindo não só pódio em Copa do Mundo, mas também sua vaga olímpica.
“Essa medalha é muito importante pra mim, porque mostra que todo sacrifício e esforço está valendo a pena”, afirmou Nicole.
Aqui na Itália, a leitura é outra: o Brasil nunca esteve tão perto de uma medalha de inverno. E Nicole sabe disso.
🛷 Bobsled: velocidade, impacto e mistério
O bobsled brasileiro garantiu quatro vagas, com Edson Bindilatti confirmado como piloto. Os outros três integrantes ainda serão definidos — e isso só aumenta o suspense. Um reserva também acompanhará a delegação (porque, convenhamos, gelo não perdoa), mas não entra na contagem oficial do COB.
No fundo, é aquele clássico roteiro brasileiro: improviso controlado, coragem absurda e fé de que vai dar certo.
🎿❄️ A delegação completa do Brasil em Milão-Cortina 2026
Skeleton
- Nicole Silveira
Bobsled
- Edson Bindilatti (piloto) + 3 atletas a definir
Esqui Alpino
- Lucas Pinheiro
- Giovanni Ongaro
- Christian Oliveira
- Alice Padilha
Esqui Cross-Country
- Eduarda Ribera
- Bruna Moura
- Manex Silva
Snowboard Halfpipe
- Pat Burgener
- Augustinho Teixeira
🇧🇷🔥 Fanatismo permitido (e necessário)
O Brasil chega a Milão-Cortina sem tradição centenária, sem neve no quintal e sem o favoritismo das potências europeias. Mas chega com algo que pesa tanto quanto medalha: confiança inédita.
Se vai dar pódio? Ninguém garante.
Se vai competir de igual pra igual? Dessa vez, sim.
E se alguém ainda duvidar, paciência. O gelo é frio — mas a história que o Brasil quer escrever em 2026 promete ser quente.
📍 HDN na Itália – onde até o inverno respeita o verde e amarelo. 🇧🇷❄️
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