A DONA DA MONTANHA: Federica Brignone atinge a glória eterna com o bi-olímpico em Milão-Cortina.

Após o título no Super G, a italiana domina o Slalom Gigante de ponta a ponta; em um pódio atípico, Suécia e Noruega dividem a prata após empate milimétrico.

Por Paulo Henrique Gomes, correspondente internacional em Milão, Itália | Portal Hora da Notícia.
Publicação: domingo, 15 de fevereiro de 2026 | Horário: 18:30 | Horário Local: 22:30.
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Federica Brignone mostrou o motivo porque merece o mundo e conquistou o segundo ouro olímpico em Milano-Cortina

Se alguém ainda tinha dúvidas de quem seria o rosto destes Jogos de 2026, Federica Brignone tratou de dissipá-las hoje, domingo (15). Com uma performance que beirou a perfeição técnica, a italiana não apenas venceu, mas deu um show de resiliência e velocidade para garantir sua segunda medalha de ouro na competição.

O Cenário: Velocidade e Precisão

Para quem está chegando agora no mundo do esqui alpino, o Slalom Gigante é a prova que separa as talentosas das lendárias. É um equilíbrio perigoso: curvas mais amplas que o slalom tradicional, o que exige uma velocidade média altíssima, mas com a necessidade de um "zigue-zague" preciso entre as portas. Das 71 atletas que largaram, 15 ficaram pelo caminho logo na primeira descida — um testamento da dificuldade técnica da pista hoje.

O Drama do Cronômetro: Prata Dupla e o Erro Alemão

A final foi carregada de um suspense digno de cinema. O público local prendia a respiração a cada centésimo. A sueca Sara Hector e a norueguesa Thea Louise Stjernesund protagonizaram um momento raríssimo nas Olimpíadas: cravaram exatamente o mesmo tempo somado (2:14.12s).

Quando a alemã Lena Duerr — que era a grande ameaça ao ouro após uma excelente primeira descida — cometeu um erro fatal logo na largada, o caminho ficou livre. Mas ainda faltava ela. A última a descer. A favorita da casa.

A Descida da Vitória

Federica Brignone entrou na pista com a vantagem de quem já havia liderado a primeira bateria (1:03.23s). Com o barulho ensurdecedor da torcida italiana ao fundo, ela não administrou a vantagem; ela atacou a montanha. Ao cruzar a linha de chegada com o tempo total de 2:13.50s, Brignone confirmou o ouro e deixou as rivais a mais de meio segundo de distância.

A Análise do Especialista

"O que a Federica fez hoje foi uma demonstração de força mental. É muito difícil manter o foco quando você é a última a descer e sabe que suas principais adversárias falharam ou empataram. Ela não esquiou 'seguro' para garantir o pódio; ela esquiou para vencer.

O fato de não termos uma medalhista de bronze hoje, devido ao empate técnico na prata, só mostra o quão nivelado está o topo do esqui alpino mundial. Mas Brignone, com este segundo ouro (somando ao do Super G), entra para o panteão das maiores atletas da história da Itália."

— Paulo Henrique Gomes

Resumo do Pódio:

  • Ouro: Federica Brignone (ITA) – 2:13.50s

  • Prata: Sara Hector (SWE) – 2:14.12s

  • Prata: Thea Louise Stjernesund (NOR) – 2:14.12s

(Não houve premiação de bronze devido ao empate na 2ª posição)

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