O ÚLTIMO SALTO DO REI: Mikael Kingsbury domina o Dual Moguls e se despede do Olimpo com o ouro.
Em uma final eletrizante, o canadense atropela rival japonês e conquista seu segundo título olímpico; Kingsbury encerra carreira no topo após anúncio de aposentadoria.
Carlos André e Paulo Henrique Gomes (CONEXÃO RIO DE JANEIRO - MILÃO) | Portal Hora da Notícia.
Publicação: domingo, 15 de fevereiro de 2026 | Horário: 23:25 | Horário Local: 03:25.
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| Mikael Kingsbury domina o Dual Moguls e conquista ouro no esqui estilo livre. |
Se você não conhece bem o Dual Moguls, imagina uma mistura de motocross com ginástica olímpica, só que na neve e com dois caras descendo ao mesmo tempo a poucos centímetros um do outro. É o "mano a mano" do esqui estilo livre. E hoje, domingo (15), o mundo parou para ver se Mikael Kingsbury, o maior de todos os tempos, conseguiria fechar o caixão com chave de ouro antes de pendurar os esquis.
O "Massacre" na Final: Experiência vs. Pressão
A final foi contra o japonês Horishima Ikuma. No papel, era para ser uma disputa de tirar o fôlego, decidido nos milésimos. Mas a verdade é que o Kingsbury entrou em "modo robô".
Enquanto o japonês tentava forçar o ritmo para desestabilizar o canadense, acabou sentindo o peso da decisão. Horishima errou feio em um dos saltos, perdendo o controle na recepção e "comendo neve" por um segundo. Foi o suficiente. Kingsbury, que descia com uma fluidez que parecia que as pernas dele eram amortecedores hidráulicos, nem olhou para o lado. Cruzou a linha de chegada com uma pontuação de 30 a 5. Um vareio histórico para uma final olímpica!
O Pódio Detalhado
- OURO – Mikael Kingsbury (Canadá): Recupera o título que foi dele em 2018. Ele agora tem dois ouros olímpicos para coroar as centenas de vitórias na Copa do Mundo.
- PRATA – Horishima Ikuma (Japão): Lutou bravamente, mas o erro no salto final custou o sonho do ouro.
- BRONZE – Matt Graham (Austrália): Esse aqui merece um destaque! O australiano venceu o japonês Shimakawa Takuya por 20 a 15 em uma disputa técnica fortíssima, garantindo que a Austrália também fizesse festa em Milão.
A Análise do Especialista: Por que ele é o maior?
"Muita gente me pergunta: 'Paulo, o que o Kingsbury tem de diferente?'. A resposta está no joelho, pessoal. Se você olhar o replay em câmera lenta, o tronco dele não se mexe. Enquanto os outros esquiadores parecem estar em um liquidificador, ele absorve os 'moguls' (aquelas lombadas de neve) com uma técnica que ninguém conseguiu copiar em 15 anos de circuito.Ele anunciou que se aposenta após esta temporada, e vencer assim, com um placar de 30 a 5, é o jeito dele de dizer: 'Estou saindo porque eu quero, não porque alguém me venceu'. O esqui estilo livre perde o seu maior expoente, mas ganha um mito eterno."— Paulo Henrique Gomes
Clima de Despedida
No pé da montanha, após o resultado oficial, o clima era de reverência. Atletas de outras nacionalidades fizeram questão de abraçar o canadense. Kingsbury sai de cena com o sentimento de missão cumprida. Ele não só ganhou a medalha; ele dominou o esporte de uma forma que pouca gente viu no esqui.
E aí, galera, vocês acham que esse "passeio" do Kingsbury na final foi o maior momento desses Jogos até agora ou o 9º ouro do Klaebo ainda fala mais alto?
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