HDN na Itália — Mathilde Gremaud repete a dose, ignora a pressão e carimba o bicampeonato olímpico no slopestyle.

Suíça domina Livigno, Gremaud vence por margem mínima sobre Eileen Gu e transforma precisão em ouro — pela segunda vez seguida.

Paulo Henrique Gomes, correspondente internacional, direto da Base Italiana, em Milão, Itália | Portal Hora da Notícia | 09/02/2026 às 19:30.
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Mathilde Gremaud é bicampeã olímpica no esqui slopestyle 

Livigno acordou com cara de final grande — e terminou com roteiro suíço confirmado. Nesta segunda-feira (9), Mathilde Gremaud fez o que os muito bons prometem e os realmente grandes cumprem: entrou pressionada, executou com frieza e saiu bicampeã olímpica do esqui estilo livre slopestyle feminino em Milão-Cortina 2026.

A nota 86.96, conquistada na segunda descida, foi suficiente para garantir o ouro e escrever mais um capítulo de uma carreira que já virou manual de consistência. Bicampeã no slopestyle (Pequim-2022 e agora Milão-Cortina), Gremaud chegou à quarta medalha olímpica — estatística que, aqui da base do HDN, soa menos como número e mais como aviso ao circuito.

🎯 A descida que decidiu tudo (e a apuração no local)

A apuração do HDN in loco, acompanhando aquecimento, leitura de pista e ajustes finais no start, mostrou uma Gremaud metódica. Enquanto algumas atletas testavam variações arriscadas no rail final, a suíça optou por limpar a execução: amplitude controlada, recepção sólida e linha sem hesitação. Resultado? Pontuação alta sem precisar de milagres.

A primeira descida serviu para “marcar território”. A segunda, para resolver a prova.

🥈🥉 Pódio estrelado e margem microscópica

A prata ficou com a chinesa Eileen Gu, superada por apenas 0.38 ponto — aquela diferença que dói mais porque não deixa espaço para discussão. Gu foi técnica, fluida e agressiva, mas hoje a régua subiu um milímetro a mais para o lado suíço.

O bronze foi da canadense Megan Oldham, que encaixou uma linha consistente e segurou o pódio em uma final de nível altíssimo, com notas próximas e julgamento rigoroso.

😏 Clubismo assumido (porque o desempenho pede)

Se o slopestyle é sobre criatividade, Gremaud acrescentou algo raro: previsibilidade vencedora. Todo mundo sabia que ela viria forte. Mesmo assim, ninguém conseguiu tirar o ouro de suas mãos. É o tipo de domínio que não precisa de fogos — basta o cronômetro interno da atleta e o placar final.

A Suíça, aliás, segue empilhando resultados em Milão-Cortina. No gelo, na neve, no cronômetro e agora no freestyle, a cruz branca virou marca registrada de pódio.

📌 Em resumo (do gelo ao rail):

  • 🥇 Ouro: Mathilde Gremaud (SUI) — 86.96

  • 🥈 Prata: Eileen Gu (CHN) — diferença de 0.38

  • 🥉 Bronze: Megan Oldham (CAN)

  • 🏅 Bicampeã olímpica no slopestyle

📈 Quarta medalha olímpica da carreira

Da Base Italiana, em Milão, o HDN registra:

⛷️✨ quando a prova aperta, Gremaud simplifica — e vence.
Porque talento improvisa; campeã repete.

🇮🇹 HDN na Itália — apuração no local, ironia na medida e a certeza de que o freestyle também tem dona.

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