HDN na Itália: Japão transforma Big Air em espetáculo e escreve capítulo histórico em Milão-Cortina 2026.
Kira Kimura acerta o salto da eternidade, Ryoma Kimata confirma dobradinha japonesa e China sobe ao pódio em final de altíssimo nível técnico.
Carlos André e Paulo Henrique Gomes | Conexão Brasil x Itália | Portal Hora da Notícia | 07/02/2026 às 18:50.
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Inverno Milão/ Cortina 2026.
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| Japoneses dão show no Big Air e escreve história em Milão-Cortina 2026 |
O Big Air masculino do snowboard nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 foi mais do que uma final olímpica. Foi um manifesto técnico, estético e competitivo do Japão para o mundo. No Parque de Neve de Livigno, considerado um dos cenários mais desafiadores da competição, a modalidade viveu uma de suas decisões mais qualificadas da história olímpica.
Com execuções limpas, grau de dificuldade elevado e consistência raríssima, os japoneses Kira Kimura e Ryoma Kimata protagonizaram uma disputa interna que só foi definida no último salto da final. O ouro ficou com Kimura, que alcançou 179.50 pontos, a prata com Kimata (171.50), enquanto o chinês Yiming Su garantiu o bronze (168.50), fechando um pódio totalmente asiático.
🏔️ Livigno: cenário perfeito para um Big Air histórico
Conhecido por suas rampas longas e transições agressivas, o Parque de Neve de Livigno exigiu precisão absoluta dos atletas. Qualquer erro na rotação ou na aterrissagem significava notas drasticamente reduzidas — como ficou claro ao longo da final.
As condições climáticas colaboraram: céu aberto, vento controlado e neve compactada, permitindo que os atletas arriscassem manobras de altíssimo grau técnico, algo que raramente se vê com tamanha regularidade em finais olímpicas.
🔍 Leitura técnica: por que os japoneses foram imbatíveis
A superioridade japonesa não se deu apenas pelos pontos, mas pelo conjunto técnico apresentado:
- Amplitude acima da média em todas as tentativas
- Rotações mais longas e limpas, com múltiplos giros
- Aterrissagens estáveis, sem correções bruscas
- Variedade de manobras, critério valorizado pela arbitragem
Kira Kimura, especialmente, impressionou os juízes pela fluidez aérea. Seu salto decisivo na terceira volta combinou complexidade máxima com execução quase perfeita, justificando a nota 90.50, a maior da prova.
⏱️ Final volta a volta: tensão até o último salto
Na primeira rodada, Kimura já deu sinais de que estava pronto para algo grande, abrindo com 89.00. Yiming Su respondeu à altura com 88.25, enquanto Kimata se manteve vivo na disputa com 86.25.
A segunda volta mudou completamente o panorama. Kimata assumiu a liderança ao somar 171.50, apostando em uma manobra segura, porém extremamente bem executada. Kimura arriscou mais, errou na aterrissagem e praticamente zerou a tentativa, ficando pressionado para a rodada final.
Foi então que a história foi escrita.
Na terceira tentativa, Kimura fez o que os grandes campeões fazem: cresceu sob pressão. Executou a manobra mais difícil da final, voou mais alto que todos e aterrissou com precisão milimétrica. A reação do público foi imediata, assim como a dos juízes.
Kimata ainda tentou responder, mas optou por não arriscar além do limite. Yiming Su melhorou sua nota, mas já não tinha margem para alcançar os japoneses.
🥇 Ouro que muda carreiras
Para Kira Kimura, o título representa um divisor de águas. Aos olhos do circuito internacional, o japonês deixa de ser promessa e passa a ser referência global no Big Air. É seu primeiro ouro olímpico, conquistado com autoridade e personalidade competitiva.
Já Ryoma Kimata, apesar da prata, sai de Livigno valorizado. Foi consistente do início ao fim e mostrou maturidade tática ao longo da decisão. A dobradinha japonesa confirma um trabalho de base sólido e extremamente bem planejado.
🌏 Ásia no topo do snowboard mundial
Com Japão e China no pódio, o Big Air masculino evidencia uma mudança definitiva no eixo de poder do snowboard, historicamente dominado por norte-americanos e europeus. Em Milão-Cortina, a Ásia não apenas competiu — dominou.
O resultado reforça o status do Japão como potência dos esportes de inverno e projeta Kimura e Kimata como nomes centrais do ciclo olímpico que se inicia.
Em Livigno, o Big Air não teve apenas saltos. Teve história, coragem e excelência técnica — e um Japão que voou mais alto do que todos. 🇯🇵🏂✨
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