HDN na Itália — Eitrem transforma favoritismo em ouro e pulveriza o recorde olímpico nos 5000m.
Norueguês supera susto na largada, vence a primeira final masculina da patinação de velocidade em Milão-Cortina e se consolida como recordista mundial e olímpico da distância.
Paulo Henrique Gomes | Chefe da Editoria de Esportes e Correspondente Internacional | Base Italiana, em Milão, Itália | 08/02/2026 às 19:35.
Coluna HDN Esportes >>> HDN na Itália >>> Cobertura Especial dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026.
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| Sander Eitrem brilha e conquista o ouro, confirmando o favoritismo. |
O HDN na Itália acompanha, neste domingo (8), a primeira final masculina da patinação de velocidade nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026 — e ela já entra para a história.
Nos 5000 metros, o norueguês Sander Eitrem confirmou tudo o que se esperava dele. Favorito declarado, líder do ranking e recém-recordista mundial, Eitrem venceu com autoridade e ainda pulverizou o recorde olímpico, estabelecendo o tempo de 6:03.96.
Um tempo que não apenas garantiu o ouro, mas redefiniu o padrão da prova.
Apuração HDN: vitória com susto e resposta imediata
A prova começou com um momento raro de tensão. Eitrem quase tropeçou na largada, um erro que, em provas longas, costuma custar ritmo e confiança. Mas ali apareceu o campeão.
Segundo a apuração do HDN, o norueguês manteve a calma, reorganizou a passada ainda na primeira volta e rapidamente entrou no ritmo ideal. A partir dali, foi uma demonstração de controle técnico, constância e leitura perfeita do gelo.
O resultado final foi devastador para as marcas anteriores: cinco segundos abaixo do recorde olímpico, que pertencia ao sueco Nils van der Poel, estabelecido em Pequim 2022 — recorde que já parecia intocável.
Duelo de alto nível: prata também com recorde
A prova ganhou ainda mais peso histórico porque Metoděj Jílek, da República Tcheca, patinou na mesma bateria de Eitrem — e também quebrou o recorde olímpico.
Jílek ficou com a medalha de prata, mostrando que o nível da prova foi elevado por dois atletas no auge físico e técnico. O tcheco soube aproveitar o ritmo imposto pelo norueguês e sustentou voltas consistentes até o fim.
Foi uma daquelas baterias em que os dois competidores se empurram para além do limite conhecido.
Bronze com sotaque local e emoção italiana
O bronze ficou com o italiano Riccardo Lorello, natural de Milão, em uma história que dialoga diretamente com o espírito destes Jogos.
Lorello largou na terceira bateria e, por longos minutos, foi o dono do melhor tempo da competição. Só foi superado no fim da prova, quando Eitrem e Jílek entraram no gelo.
O pódio foi celebrado com entusiasmo pelo público italiano, que vê em Lorello um símbolo do crescimento da patinação de velocidade no país-sede — uma modalidade historicamente dominada pelo norte da Europa.
Análise HDN: por que o recorde caiu tão fácil?
Aqui entra a explicação técnica.
Eitrem chega a Milão-Cortina no auge absoluto:
- Quebrou o recorde mundial há duas semanas, em prova na Alemanha;
- Mantém padrão de voltas extremamente estável;
- Trabalha com cadência alta e mínima perda nas curvas.
Além disso, a combinação de gelo rápido, preparação de pista e o novo padrão de lâminas favoreceu atletas capazes de sustentar ritmo sem picos — exatamente o perfil de Eitrem.
O resultado é claro: recordista mundial e olímpico ao mesmo tempo.
Contexto histórico: a Noruega assume o vácuo
Desde a aposentadoria de Nils van der Poel, o domínio nos 5000m parecia em aberto. Milão-Cortina responde essa pergunta de forma objetiva: a Noruega segue no topo, agora com uma nova referência.
Eitrem não venceu por acaso. Ele venceu porque chegou preparado para transformar favoritismo em fato — algo que nem sempre acontece em Jogos Olímpicos.
Leitura final HDN
A patinação de velocidade masculina começa em Milão-Cortina com uma mensagem forte: os Jogos serão rápidos, técnicos e históricos.
Sander Eitrem não apenas venceu. Ele estabeleceu o tempo pelo qual os outros passarão a ser julgados.
O HDN na Itália segue acompanhando cada volta, cada recorde e cada contexto — porque, nos Jogos Olímpicos, o relógio também conta histórias.
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