HDN na Itália: Frida Karlsson troca o “quase” pelo ouro e manda recado no skiathlon de Val di Fiemme
Sueca ataca no momento exato, despacha Ebba Andersson no estilo livre e conquista o primeiro ouro olímpico da carreira nos Jogos de Inverno 2026.
Carlos André | CEO e editor-chefe | Portal Hora da Notícia | Itaguaí, Rio de Janeiro | 08/02/2026 às 01:15.
Coluna HDN Esportes >>> HDN na Itália >>> Cobertura Especial dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão/ Cortina 2026.
![]() |
| Sueca brilha e conquista o ouro em Milão-Cortina 2026. |
Val di Fiemme amanheceu fria, técnica e com aquele silêncio respeitoso típico do esqui cross country. Durou pouco. Bastou Frida Karlsson decidir que o skiathlon feminino tinha dona para o roteiro virar comédia sueca de humor seco — e final dourado.
Neste sábado (7), a sueca venceu o skiathlon feminino (10 km clássico + 10 km livre) dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 com autoridade, relógio implacável e uma pitada de ironia esportiva: esperou, estudou e, quando atacou, ninguém respondeu. Ouro para Karlsson, o primeiro olímpico da carreira — e a segunda medalha em Jogos.
Primeiro ato: clássico, controle e cara de “calma, gente”
Nos 10 km do estilo clássico, quem comandou foi Ebba Andersson, com Karlsson logo atrás e a norueguesa Astrid Slind rondando o pódio. Tudo dentro do script nórdico: Suécia e Noruega trocando liderança como quem troca cumprimentos educados.
Mas a reportagem do HDN na Itália, acompanhando cada parcial, percebeu cedo: Karlsson estava confortável demais para quem “só” seguia a líder. Aquela tranquilidade que, no cross country, costuma anteceder problemas… para as outras.
Segundo ato: estilo livre, adeus cordial e ataque definitivo
Veio a troca de esquis, começou o estilo livre e o clima mudou. Andersson e Karlsson dispararam na frente; Heidi Weng (Noruega) fez a ultrapassagem no momento certo e assumiu o terceiro lugar. Até aí, jogo aberto.
Faltando pouco mais de 6 km para o fim, Karlsson resolveu acabar com o suspense. A sueca aumentou o ritmo, encaixou a técnica e despachou Andersson com a naturalidade de quem diz “foi bom competir com você”.
Não houve resposta. Não houve drama. Só distância.
Cronômetro, pódio e história
Karlsson cruzou a linha de chegada com 53:45.2, garantindo o ouro.
A prata ficou com Ebba Andersson, a 51 segundos da vencedora.
O bronze foi para Heidi Weng, 1:26.7 atrás.
E pronto: o “quase” virou ouro olímpico.
Vale lembrar: até hoje, Karlsson tinha no currículo olímpico “apenas” o bronze no revezamento 4x5 km em Pequim 2022. Em Val di Fiemme, ela resolveu atualizar o status — e o fez do jeito mais sueco possível: sem alarde, com eficiência máxima.
Ironia do gelo: quando a paciência vence o ímpeto
Se o skiathlon é um jogo de xadrez sobre neve, Frida Karlsson jogou com as peças brancas — e deu mate no meio do tabuleiro. Esperou o clássico, leu o estilo livre e atacou quando a conta fechava. Sem heroísmo exagerado. Sem sprint desesperado.
A ironia? Ela venceu justamente quando deixou de parecer a mais ansiosa pelo ouro.
Val di Fiemme, mais uma vez protagonista
A pista italiana entregou tudo o que se espera de um palco olímpico: seletiva, rápida e cruel com quem erra a leitura de prova. Quem acertou — Karlsson — levou tudo.
A apuração do HDN na Itália confirma que o skiathlon feminino foi uma das provas tecnicamente mais limpas destes primeiros dias de Jogos, com estratégias claras e decisões tomadas no tempo certo.
🧊 HDN na Itália — Linha editorial 2026
Cobertura com apuração própria, presença nos locais de prova, contexto, bastidores e aquela ironia fina que só o esporte de alto nível permite. Informação confirmada, direto da neve de Val di Fiemme.
.jpg)
Comentários
Enviar um comentário