Milão-Cortina Dia 13: Recordes Noruegueses, Dramas no Gelo e o Batismo de Fogo do Skimo.
Noruega iguala marca histórica de 16 ouros, enquanto EUA quebram jejum de 24 anos na patinação e retomam o trono no hóquei em dia de estreias e adiamentos.
Paulo Henrique Gomes, correspondente internacional, direto da Base Oficial, em Milão | Portal Hora da Notícia.
Publicação: sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026 | Horário de Brasília: 01:40 | Horário Local: sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026 às 05:40.
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O fôlego está curto, torcedor! Chegamos ao 13º dia de competições aqui na Itália e a sensação é de que vivemos um mês inteiro em apenas 24 horas. O clima olímpico em Milão-Cortina 2026 atingiu seu ponto de ebulição hoje, com uma mistura explosiva de esportes estreantes, recordes mundiais sendo pulverizados e a política internacional batendo à porta.
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| O Portal Hora da Notícia traz o resumo olímpico do 13º dia de Milano-Cortina 2026 - Divulgação/HDN Esportes |
O fôlego está curto, torcedor! Chegamos ao 13º dia de competições aqui na Itália e a sensação é de que vivemos um mês inteiro em apenas 24 horas. O clima olímpico em Milão-Cortina 2026 atingiu seu ponto de ebulição hoje, com uma mistura explosiva de esportes estreantes, recordes mundiais sendo pulverizados e a política internacional batendo à porta.
Enquanto a nevasca em Livigno tentava embaralhar o calendário, a Noruega seguia seu plano de dominação global, igualando seu próprio recorde histórico de 16 medalhas de ouro em uma única edição. Mas não se engane: o dia teve heróis americanos, surpresas chinesas e o nascimento de uma nova paixão olímpica.
- 1. A Geopolítica do Gelo: Noruega no Topo, China no Ataque
Se o quadro de medalhas fosse um mapa, a Noruega seria um continente. O ouro de Andreas Skoglund e Jens Oftebro no Combinado Nórdico não foi apenas mais uma vitória; foi o símbolo de uma hegemonia que parece inabalável. Eles venceram a neve e os rivais finlandeses por apenas 0.5s.
Por outro lado, a China mostrou que o investimento pesado pós-Pequim 2022 deu frutos. Ning Zhongyan deu um "chapéu" no favorito americano Jordan Stolz nos 1500m da patinação de velocidade, cravando um recorde olímpico de 1:41.98. É a China avisando: o gelo não tem mais dono fixo.
- 2. O Renascimento Americano: Alysa Liu e Hillary Knight
Os Estados Unidos viveram um dia de redenção. Na patinação artística, Alysa Liu encerrou um jejum incômodo de 24 anos. Sua vitória sobre as potências japonesas é um marco cultural: a vitória da saúde mental e do prazer de patinar sobre o antigo modelo de pressão extrema.
Já no hóquei feminino, o roteiro foi digno de Hollywood. Após perderem para o Canadá em finais anteriores, as americanas buscaram um empate milagroso no fim do jogo com Hillary Knight e mataram a partida na prorrogação com Megan Keller. Ouro invicto. O trono mudou de mãos no continente norte-americano.
- 3. Skimo: A Estreia que Parou as Montanhas
Tivemos o batismo do Esqui de Montanha (Skimo). A modalidade trouxe um dinamismo absurdo. A Suíça levou o ouro feminino com Marianne Fatton, mas o que chamou a atenção foi a medalha de prata de Nikita Filippov no masculino. Filippov é o primeiro "Atleta Individual Neutro" (AIN) a subir ao pódio nesta edição. Um momento de silêncio diplomático que diz muito sobre o estado atual do esporte mundial.
- 4. Bobsled e a Persistência Brasileira
Nas descidas de treino, o destaque foi para a lenda Edson Bindilatti. Em sua despedida olímpica, o piloto brasileiro colocou o trenó de quarteto em 15º em uma das descidas. No Bobsled, cada centésimo é uma vitória, e o Brasil segue brigando no meio dos gigantes.
Resumo do Quadro de Honra - Dia 13
Análise Paulo Henrique: O Que Ficou para a História?
A grande manchete invisível de hoje é a resiliência. Vimos atletas como Alysa Liu voltarem da aposentadoria para o ouro, vimos a Suíça conquistar o bronze no hóquei contra sua carrasca histórica, e vimos o Canadá e a Grã-Bretanha se garantirem nas finais do Curling masculino após batalhas mentais exaustivas.
Os Jogos de Milão-Cortina estão sendo marcados pela natureza — a nevasca em Livigno que adiou o Halfpipe é um lembrete de que as montanhas ainda mandam no espetáculo. Mas, acima de tudo, é a edição da diversidade de forças. EUA, China, Noruega, Espanha e Suíça dividiram o protagonismo hoje.
O Que Esperar do 14º Dia?
A sexta-feira promete ser o "Super Friday". Com as finais do Esqui Estilo Livre acumuladas devido ao mau tempo e as decisões decisivas no Curling, o sono será opcional para quem cobre e para quem torce.
E aí, torcedor do Hora da Notícia? Qual foi o momento que mais te arrepiou hoje: o gol na prorrogação do hóquei ou o recorde chinês na patinação?
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