DOMÍNIO NAS ALTURAS: a China conquista o céu de Milão em final dramática de Aerials.
Wang Xindi supera o suíço Noe Roth por apenas 1.02 ponto e garante mais um ouro para o "império do ar"; Paulo Henrique Gomes analisa a queda de Pirmin Werner e a frieza técnica dos chineses direto da Base Oficial.
Paulo Henrique Gomes, correspondente internacional, direto da Base Oficial, em Milão | Portal Hora da Notícia.
Publicação: sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026 | Horário de Brasília: 16:10 | Horário Local: sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026 às 20:10.
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Se o Biatlo hoje foi território norueguês, o céu de Milão-Cortina teve um dono absoluto: a China. Amigos do Portal Hora da Notícia, o que assistimos na final do Aerials Masculino (Esqui Estilo Livre) foi um teste de nervos, física e, acima de tudo, precisão matemática.
O ouro de Wang Xindi não foi apenas uma vitória esportiva; foi uma demonstração de força em uma das modalidades mais plásticas e perigosas dos Jogos. Em uma final decidida por pouco mais de um ponto, a diferença entre a glória e a prata foi o detalhe de uma aterrissagem.
O DRAMA DA FINAL 2: QUEDAS E PRECISÃO
A competição começou com o suíço Noe Roth dando as cartas. Na Final 1, ele voou baixo (ou melhor, alto demais) e cravou 131.56 pontos, liderando um grupo de elite que contava com dois suíços e quatro chineses na disputa final.
Porém, na Final 2, o jogo mudou. O clima de tensão atingiu o ápice quando o suíço Pirmin Werner, um dos favoritos ao pódio, sofreu uma queda impressionante na aterrissagem. No Aerials, qualquer desequilíbrio ao tocar a neve é fatal para a nota, e a queda de Werner abriu o caminho para o duelo direto entre o "dragão chinês" e a "precisão suíça".
Wang Xindi foi o último a saltar sob uma pressão esmagadora. Ele executou um salto de altíssimo grau de dificuldade e, com uma postura impecável no ar, somou 132.60 pontos. Noe Roth, que havia sido o melhor na primeira fase, melhorou sua marca para 131.58, mas não foi o suficiente. Por míseros 1.02 ponto, o ouro viajou para Pequim. O bronze ficou com outro chinês, Li Tianma, selando a dobradinha no pódio.
ANÁLISE ESPORTIVA E POLÍTICA: A "ESPERA" CHINESA
- Geopolítica do Ar:
A China transformou o Aerials em sua "modalidade de estimação". Politicamente, o país investe em ginastas e acrobatas desde a infância para migrarem para o esqui estilo livre. O resultado é o que vimos hoje: quatro chineses entre os seis finalistas. É um domínio tático que isola as potências ocidentais. Enquanto o Canadá e os EUA tentam inovar na velocidade, a China foca na acrobacia aérea, onde o controle corporal é tudo.
- A Crueldade do Detalhe:
Perder um ouro olímpico por 1 ponto em uma escala de 130 é o equivalente a perder uma maratona por um centímetro. Noe Roth foi perfeito, mas Wang Xindi foi lendário. A vitória de Wang reforça a China como a terceira via de poder nestes Jogos, equilibrando o quadro de medalhas contra o domínio da Noruega.
RESULTADO FINAL – AERIALS MASCULINO (MILÃO-CORTINA 2026)
Posição | Atleta | País | Pontuação Final
- 1º (OURO) | Wang Xindi | China | 132.60
- 2º (PRATA) | Noe Roth | Suíça | 131.58
- 3º (BRONZE) | Li Tianma | China | (Nota da Final 2)
- 4º ao 6º | Inclui Pirmin Werner (SUI) após queda
PH ANALISA: O QUE ISSO SIGNIFICA PARA O BRASIL?
Embora o Brasil não tenha tradição nos Aerials, o sucesso chinês serve de lição sobre foco. A China escolheu modalidades específicas para dominar e despejou recursos ali. Para o Brasil, o caminho aberto por Lucas Pinheiro no Alpino e a evolução de Alice Padilha mostram que o país está começando a escolher suas próprias "batalhas" na neve.
A cobertura do Portal Hora da Notícia continua em ritmo acelerado! As montanhas de Milão ainda guardam segredos e o Hóquei promete incendiar a noite.

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