O NOVO MILAGRE: Jack Hughes decide na prorrogação e EUA quebram jejum de 46 anos no Hóquei!

Em uma final épica de 3 contra 3 na prorrogação, os Estados Unidos batem o Canadá por 2 a 1, unificam o ouro (masculino e feminino) e encerram o maior tabu da modalidade em Jogos Olímpicos.

Henry Freitas, diretor do HDN Esportes e chefe de redação, direto de Verona, na Itália.
Publicação: domingo, 22 de fevereiro de 2026 às 21:25 | Horário Local: segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026 às 01:25.
Coluna HDN Esportes >>> HDN na Itália >>> Cobertura Completa dos Jogos Olímpicos de Inverno Milano-Cortina 2026.
Cobertura do Portal Hora da Notícia continua no último dia dos Jogos Olímpicos de Inverno 2026 - Divulgação/HDN Esportes.

O gelo da Arena Milano ainda está marcado pelas lâminas, mas o silêncio que tomou conta do lado canadense da arquibancada é ensurdecedor. O que testemunhamos hoje, 22 de fevereiro de 2026, não foi apenas uma partida de hóquei. Foi o fechamento de um ciclo de quase meio século. Se em 1980 tivemos o "Milagre no Gelo", hoje, em solo italiano, tivemos a "Redenção no Gelo".

🏒 A Crônica do Épico: Sangue, Suor e "Sudden Death"

O retorno dos jogadores da NHL aos Jogos Olímpicos prometia o maior nível técnico da história, e a final não decepcionou. Foi uma batalha tática entre a agressividade americana e a estrutura canadense.

  • O Início Surpreendente: O Canadá começou como um rolo compressor, mas quem golpeou primeiro foram os EUA. Matt Boldy (Minnesota Wild) aproveitou uma brecha aos 6 minutos para calar a maioria canadense na arena.

  • O Cerco Canadense: O segundo período foi um teste de sobrevivência para os americanos. Com 19 finalizações contra apenas 8, o Canadá bombardeou o gol dos EUA. A parede canadense finalmente furou a rede com o craque Cale Makar (Colorado Avalanche), empatando em 1 a 1.

  • O Drama da Prorrogação: No hóquei moderno, o 3 contra 3 em morte súbita é o cenário mais aterrorizante e excitante possível. Com tanto espaço livre, cada erro é fatal. E o erro não veio do Canadá, mas o talento brilhou do lado sul da fronteira: Jack Hughes (New Jersey Devils) encontrou o ângulo, marcou o "gol de ouro" e correu para os braços da história.

🥇 A Unificação Americana: Soberania Total

Milão-Cortina 2026 será lembrada como a Olimpíada em que os Estados Unidos "limparam" o gelo. Ao vencerem no masculino hoje e já tendo garantido o ouro no feminino, os EUA unificam os títulos, algo raríssimo e que reafirma o investimento maciço das ligas norte-americanas na formação de talentos que superam a mística canadense.

📉 O Lado Político e Cultural do Resultado

  • Para o Canadá: A derrota dói. Mesmo sendo o maior campeão com 9 ouros, perder para os EUA com os times completos da NHL é um golpe no orgulho nacional. O país do hóquei terá que lidar com o fato de que seu vizinho agora não é apenas um rival, mas um soberano técnico.

  • Para os EUA: É o fim de uma sombra que durava desde 1980. O "Milagre no Gelo" de Lake Placid agora ganha um irmão mais novo. Se aquele foi contra os soviéticos no auge da Guerra Fria, este é contra o Canadá na era da globalização da NHL. Politicamente, os EUA fecham os Jogos como a potência dominante do gelo.

📝 Resumo Estatístico da Final

PeríodoPlacarDestaque
1º Tempo1 x 0 EUAGol de Matt Boldy (6:00).
2º Tempo0 x 1 CANGol de Cale Makar (18:16).
3º Tempo0 x 0Defesas espetaculares e Power Plays desperdiçados.
OT (Prorrogação)1 x 0 EUAGOL DE OURO: Jack Hughes.
🔬 A Análise Final de Paulo Henrique Gomes: O Legado de Milão-Cortina

Terminamos estes Jogos com a Finlândia garantindo o bronze (6 a 1 na Eslováquia) e os EUA no topo. Mas o que fica de Milão-Cortina 2026 é a mensagem de que o equilíbrio no esporte de inverno nunca foi tão alto.

Tivemos o adeus de Sidney Crosby, que mesmo no sacrifício viu seu time cair. Tivemos a festa de Jack Hughes, o rosto da nova era. E tivemos a Itália entregando uma final digna de Coliseu.

🎤 Despedida do Portal Hora da Notícia

Amigos, hoje encerramos nossa cobertura oficial. Foram dias de poucas horas de sono, muita cafeína e uma emoção que só os Jogos Olímpicos podem proporcionar. Do ouro brasileiro de Lucas Pinheiro ao "Milagre 2.0" de Jack Hughes, Milão-Cortina 2026 foi, contra todas as apostas, fantástica.

A pira olímpica se apaga, mas o nosso trabalho não para.

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