O CREPÚSCULO DE UM REI: Niklas Edin admite que a Suécia "perdeu a fome" em Milano-Cortina 2026.
Em desabafo exclusivo, o atual campeão olímpico aponta a falta de "garra" e o desgaste político após acusação de trapaça contra o Canadá como os vilões da queda sueca no Curling; Paulo Henrique Gomes analisa o fim de uma era no gelo.
Paulo Henrique Gomes e Carlos André (CONEXÃO MILÃO - RIO DE JANEIRO) | Portal Hora da Notícia
Publicação: terça-feira, 17 de fevereiro de 2026 | Horário de Brasília: 20:15/ Horário Local: 00:15
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| Suécia tem campanha ofuscada e Niklas Edin admite que o grupo "perdeu a fome" de ganhar e lutar por uma medalha. |
Amigos do Portal Hora da Notícia, o ar aqui no Centro de Curling de Milão hoje está mais pesado que uma pedra de granito de 20 quilos. Sabe aquele ditado que diz que "o topo é o lugar mais solitário do mundo"? Pois é, Niklas Edin, a lenda viva da Suécia, sentiu o peso da coroa nesta terça-feira.
O que vimos não foi apenas uma derrota técnica. Foi um gigante admitindo que, talvez, o fogo que o levou ao ouro em Pequim 2022 tenha se tornado apenas uma brasa morna. A derrota por 7 a 3 para a Alemanha ontem foi o último prego em um caixão que começou a ser construído muito antes desta rodada.
A Autópsia de uma Queda: A Falta de "Dureza"
Edin foi brutalmente honesto. Ele não culpou o gelo, nem as vassouras. Ele culpou a alma do time. O sueco admitiu que a equipe não teve a mesma "dureza" (sharpness) que os rivais. Enquanto seleções jovens e famintas tratam cada pedra como uma questão de vida ou morte, a Suécia pareceu entrar no gelo com a memória de glórias passadas, mas sem a energia do presente.
"Há equipes por aí competindo mais, com posições mais altas no ranking e jogando finais de playoffs toda semana. Talvez não tenhamos a mesma garra hoje", desabafou Edin.
É a análise clássica da zona de conforto: quando você já ganhou tudo, é difícil manter o mesmo nível de "mordida" de quem ainda não tem nada na prateleira.
O Furacão Político: A Treta com o Canadá
Mas não foi só falta de treino. Teve política e polêmica no meio. A campanha sueca descarrilou de vez na última sexta-feira, quando acusaram o Canadá de trapaça técnica durante um jogo. O que deveria ser uma disputa de cavalheiros virou uma guerra diplomática no gelo.
Aqui na Base Oficial, acompanhamos o desdobramento: a acusação gerou uma tempestade de reações globais que a equipe sueca não soube gerenciar. Edin confessou que a energia do grupo foi drenada para fora da pista. Em vez de focarem na estratégia da próxima pedra, estavam preocupados com o "cancelamento" e com a tensão nos bastidores com os canadenses.
Análise do PH: No Curling, um esporte de precisão milimétrica e concentração absoluta, qualquer ruído mental é fatal. A Suécia gastou "combustível emocional" brigando com a arbitragem e com os rivais, e agora o tanque está vazio.
O Vazio de Milão e o Futuro
O clima agora é de melancolia. Ver um tricampeão olímpico dizer que o ambiente parece "meio vazio" dói em quem ama o esporte. A Suécia agora depende de um milagre matemático digno de ficção científica para chegar às semifinais.
Culturalmente, estamos vendo a passagem de bastão. O Curling está ficando mais rápido, mais agressivo e, como o próprio Edin disse, mais "duro". A velha guarda sueca, elegante e técnica, foi atropelada pela nova geração que joga com o "faca nos dentes".
Minha Visão Direto da Base: A Suécia vai tentar cumprir tabela com honra, mas o brilho nos olhos de Niklas Edin já cruzou a fronteira de volta para Estocolmo. O esporte é cíclico, e Milão está sendo o palco do encerramento de um dos capítulos mais vitoriosos da história do gelo.
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