Nicole Silveira: A "Foguete" Brasileira que não Sabe o que é Freio (e a Gente Ama Isso!)

No 12º lugar do Skeleton, nossa representante mostra que para o Brasil não existe "esporte de inverno", existe esporte com a nossa bandeira.

Henry Freitas e Paulo Henrique Gomes (Conexão Barra da Tijuca x Milão) | Portal Hora da Notícia | 13/02/2026 às 19:15.
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Nicole Silveira terminou na 12ª posição e falou que ela fez o melhor que podia fazer em Milano-Cortina 2026.

Se você acha que descer uma pista de gelo a mais de 100 km/h, de bruços e com o queixo a centímetros do chão é loucura, parabéns: você é uma pessoa normal. Já Nicole Silveira chama isso de "sexta-feira de trabalho". A nossa estrela do Skeleton completou suas duas primeiras descidas olímpicas hoje e, olha, a evolução da moça é mais visível que os Alpes em dia de sol.

Nicole fechou o dia na 12ª posição. Pode parecer longe do pódio para o torcedor de sofá, mas para quem conhece o "perrengue chique" dos esportes de inverno no Brasil, o que ela fez foi puro suco de superação.

"Eu vim para melhorar, e melhorei, uai!"

Em uma conversa bem franca aqui na zona mista (onde o vento corta mais que as lâminas do trenó), Nicole estava radiante. A ironia da história? Ela sofreu horrores nessa mesma pista durante a Copa do Mundo e no evento-teste em novembro. Mas, como uma boa brasileira que não desiste nunca, ela usou cada treino para "hackear" as curvas italianas.

"O objetivo era melhorar e foi isso que eu fiz. Cada dia de treino fui aprendendo mais. A segunda descida foi melhor que a primeira e amanhã tem mais!", disparou Nicole, com aquela energia de quem acabou de tomar três espressos duplos.

Oito Anos de "Zero Faltas"

Nicole lembrou que não está aqui por sorteio. São oito anos de preparação sem pular um único treino. Enquanto a gente estava decidindo se ia para a academia ou pedia pizza, ela estava focada na recuperação e na largada. E o resultado apareceu: duas largadas sólidas e uma pilotagem que deu orgulho de ver.

O "Fator Brasil" na Neve

A parte mais divertida da entrevista foi quando falamos da torcida. Nicole confessou o que todo mundo já suspeitava: a energia do brasileiro é inexplicável. O Skeleton pode ser um esporte de inverno, mas o barulho que a galera faz parece Carnaval em Salvador.

"O Brasil não é conhecido pelo esporte de inverno, mas eles torcem como se fosse", brincou ela. E é verdade, viu? Tinha gente aqui na base tentando explicar para os italianos o que é o "espírito brasileiro", mas os locais só olhavam com aquela cara de quem não entende como a gente se empolga tanto com um trenó rápido.

Nota do Jornalista: Nicole sai hoje com o sentimento de dever cumprido e a motivação lá no topo da montanha. Amanhã ela volta para a pista, e se a evolução continuar nesse ritmo, a 12ª posição vai ficar pequena para ela.

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