HDN na Itália — Jutta Leerdam voa baixo, quebra recorde olímpico e confirma o óbvio: o ouro tinha dono.

Neerlandesas quebram o recorde olímpico duas vezes, fazem dobradinha nos 1000m e transformam a pista de Milão em extensão dos Países Baixos.

Paulo Henrique Gomes, correspondente internacional, direto da Base Italiana, em Milão, Itália | Portal Hora da Notícia | 09/02/2026 às 16:50.
Coluna HDN Esportes >>> HDN na Itália >>> Cobertura Especial dos Jogos Olímpicos de Inverno Milano - Cortina 2026.
Jutta Leerdam brilha e conquista o ouro para os países baixos, além de quebrar recorde olímpico.

Milão amanheceu elegante, mas a pista de gelo decidiu ser impiedosa. No início da tarde desta segunda-feira (09), a patinação de velocidade feminina dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 viveu um daqueles momentos em que o esporte deixa de ser imprevisível e vira confirmação de roteiro: Jutta Leerdam entrou, acelerou, quebrou o recorde olímpico e assegurou o ouro nos 1000m como quem carimba um passaporte já pronto.

Sim, teve emoção. Sim, teve suspense. Mas, no fim das contas, teve também Países Baixos mandando no gelo, como manda há décadas.

⏱️ Dois recordes, uma bandeira e uma dobradinha

A prova já havia sido sacudida minutos antes pela também neerlandesa Femke Kok, que cravou 01:12:59 e quebrou o recorde olímpico vigente. A marca foi suficiente para colocar pressão real nas favoritas — e por alguns instantes, parecia que o ouro tinha endereço certo.

Parecia.

Porque ainda faltava Jutta Leerdam.

No último par da prova, ao lado da japonesa Miho Takagi, medalhista olímpica em Pequim-2022, o gelo virou palco de um duelo em alta rotação. Takagi tentou acompanhar, resistiu bravamente, mas Leerdam estava em outro nível. Técnica afiada, curvas agressivas e uma reta final que beirou a insolência esportiva.

O cronômetro parou em 01:12:31.
Novo recorde olímpico.
Novo ouro olímpico.
E uma dobradinha laranja que fez a arquibancada parecer Amsterdã em dia de festa nacional.

🥉 Takagi resiste, Países Baixos dominam

Mesmo superada, Miho Takagi confirmou mais uma vez por que é uma das grandes patinadoras da era moderna. Com 01:13:95, a japonesa garantiu o bronze e voltou ao pódio olímpico, mantendo sua consistência em Jogos de Inverno — algo que merece respeito, mesmo quando o gelo parece monopolizado.

🧊 A prova e o contexto

Na patinação de velocidade feminina, os Jogos Olímpicos contam com disputas nos 500m, 1000m, 1500m e 3000m. As corridas acontecem em pista oval de 400 metros, no sentido anti-horário, com troca obrigatória de raia a cada volta — detalhe que transforma cada erro em sentença.

Nesta segunda-feira, o ritmo foi tão alto que três atletas baixaram da casa de 1min14s, um indicativo claro de que Milão-Cortina está servindo gelo rápido e performances históricas.

😏 Clubismo assumido, porque o gelo também tem dono

Se existe justiça poética no esporte, ela passou pela pista hoje vestida de laranja. Os Países Baixos não apenas venceram — impuseram sua lógica, quebraram recordes, fizeram dobradinha e deixaram claro que, quando o assunto é patinação de velocidade, o resto do mundo ainda corre atrás… literalmente.

Jutta Leerdam não ganhou só uma medalha.
Ganhou com autoridade, com estilo e com aquela tranquilidade típica de quem já sabia o final da história.

E aqui da Base Italiana, em Milão, fica a impressão:

📌 o ouro foi só o detalhe mais brilhante de uma aula completa sobre gelo, velocidade e hegemonia.

⛸️🇳🇱 HDN na Itáliaonde o frio é intenso, mas o domínio neerlandês é ainda maior.

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