HDN na Itália — Suíça faz dobradinha, empata a prata e transforma o pódio em cofre alpino

No combinado por equipes masculino, suíços dominam a montanha, levam ouro e uma das pratas — e ainda dividem o segundo lugar com a Áustria num final digno de regulamento olímpico.

Paulo Henrique Gomes, correspondente internacional, direto da Base Italiana, em Milão, Itália | Portal Hora da Notícia | 09/02/2026 às 17:35.
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Suíça impressiona, dá show no esqui alpino e conquista ouro e uma das pratas em Milano-Cortina 2026

A montanha tentou resistir, o cronômetro fez charme, mas no fim das contas deu Suíça — e deu em dobro. Na manhã desta segunda-feira (09), o esqui alpino combinado por equipes no masculino entregou um daqueles desfechos que só os Jogos Olímpicos sabem produzir: ouro suíço incontestável, empate técnico pela prata e um pódio que precisou ser compartilhado por suíços e austríacos, porque o tempo… simplesmente não quis escolher.

🥇 Ouro com assinatura suíça (e letra caprichada)

A equipe formada por Franjo von Allmen, no downhill, e Tanguy Nef, no slalom, foi cirúrgica. Von Allmen fez o que se esperava dele — afinal, já tinha o ouro individual do downhill no bolso — e entregou a prova viva para Nef, que resolveu humilhar o slalom com o melhor tempo da descida: 51.82.

Resultado? 2:44.04 no combinado, liderança sólida e ninguém mais conseguiu chegar perto. Nem os italianos, que chegaram a liderar em parte da prova, mas acabaram apenas em sétimo. A montanha perdoa, mas não esquece.

Para von Allmen, o detalhe que importa: segundo ouro em Milão-Cortina 2026. O resto é estatística.

🥈 Prata duplicada: quando o relógio decide ser diplomático

A segunda colocação foi… compartilhada. Sim, duas equipes com exatos 2:45.03. E lá estava a Suíça outra vez, porque claro que estaria.

A dupla Marco Odermatt / Loïc Meillard viveu um roteiro curioso. Meillard foi apenas o 15º no slalom, o tipo de colocação que normalmente tira qualquer equipe da briga. Mas Odermatt havia sido rápido o suficiente no downhill para manter a soma competitiva. No fim, empate cravado e prata suíça inesperada, mas muito comemorada.

Dividindo o degrau, a Áustria, com Vincent Kriechmayr no downhill e Manuel Feller no slalom, também fechou em 2:45.03. O regulamento sorriu, o pódio se alargou e todo mundo saiu feliz — menos quem ficou logo atrás.

🇮🇹 Drama caseiro e lição alpina

Os italianos até ensaiaram protagonismo. Giovanni Franzoni foi o melhor no downhill, colocando o público local em modo esperança máxima. Mas no slalom, Alex Vinatzer não conseguiu sustentar a liderança, escorregou no tempo (literalmente) e a parceria caiu para o sétimo lugar. A montanha aplaude o esforço, mas cobra o resultado.

📊 Top 8 — porque aqui a precisão importa

  • 1️⃣ SUI – Franjo von Allmen / Tanguy Nef – 2:44.04
  • 2️⃣ AUT – Vincent Kriechmayr / Manuel Feller – 2:45.03
  • 2️⃣ SUI – Marco Odermatt / Loïc Meillard – 2:45.03
  • 4️⃣ AUT – Raphael Haaser / Michael Matt – 2:45.16
  • 5️⃣ ITA – Dominik Paris / Tommaso Sala – 2:45.16
  • 5️⃣ FRA – Nils Allegre / Clément Noël – 2:45.16
  • 7️⃣ ITA – Giovanni Franzoni / Alex Vinatzer – 2:45.26
  • 8️⃣ AUT – Stefan Babinsky / Fabio Gstrein – 2:45.45

😏 Clubismo assumido (porque o resultado autoriza)

Se alguém ainda tinha dúvida sobre quem manda no esqui alpino em Milão-Cortina, a resposta veio em forma de dobradinha, empate olímpico e mais uma medalha dourada no pescoço suíço. A Suíça não só venceu — ocupou espaço, multiplicou presença no pódio e lembrou ao mundo que, quando a neve aperta, o vermelho com cruz branca aparece.

Da Base Italiana, em Milão, fica o recado:

⛷️❄️ a montanha pode ser italiana, mas o domínio hoje foi suíço — com direito a recibo, troco e ironia fina.

🇮🇹 HDN na Itáliaonde o cronômetro não mente, e a Suíça raramente perdoa.

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