HDN na Itália — Klaebo impõe sua era e domina o Skiatlo masculino em Milão-Cortina
Johannes Hoesflot Klaebo controla a prova do início ao fim, vence o skiatlo do esqui cross country e chega ao sexto ouro olímpico da carreira nos Jogos de Inverno de 2026.
Paulo Henrique Gomes | Chefe da Editoria de Esportes e Correspondente Internacional | Base Italiana, em Milão, Itália | 08/02/2026 às 16:25.
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| Lenda Norueguesa conquista o sexto ouro olímpico e reafirma a sua força em Olimpíadas. |
O HDN na Itália acompanha neste domingo (8) mais um capítulo da história recente do esqui cross country — e ele atende pelo nome de Johannes Klaebo.
No skiatlo masculino, uma das provas mais completas e simbólicas da modalidade, o norueguês venceu com autoridade, cruzando a linha de chegada com o tempo de 46:11.0, sempre posicionado entre os primeiros colocados e sem permitir que a corrida fugisse do seu controle em nenhum momento.
Não foi uma vitória explosiva. Foi uma vitória calculada. E isso diz muito.
Apuração HDN: sexto ouro e consolidação definitiva
Com o triunfo em Milão-Cortina, Johannes Klaebo alcança o sexto ouro olímpico da carreira e chega à oitava medalha olímpica, números que o colocam definitivamente no panteão dos maiores nomes da história do esqui cross country.
Segundo a apuração do HDN, a estratégia norueguesa foi clara desde a largada:
- Ritmo alto, mas sem rupturas no trecho clássico;
- Economia máxima de energia na transição para o estilo livre;
- Controle total do pelotão nos quilômetros finais, onde Klaebo é historicamente mais forte.
Na prática, Klaebo correu contra os adversários — e também contra o peso da própria expectativa. E venceu ambos.
O pódio: França resiste, Noruega confirma domínio
Atrás de Klaebo, a briga foi intensa.
O francês Mathis Desloges conquistou a medalha de prata, resultado de enorme valor para a França, que vem se consolidando como a principal força a tentar quebrar a hegemonia norueguesa nas provas de fundo. Desloges foi agressivo nos momentos certos e soube sobreviver ao ritmo imposto pelo favorito.
O bronze ficou com o também norueguês Martin Nyenget, completando um pódio que reforça a profundidade técnica da Noruega no esqui cross country — não é apenas um craque isolado, é um sistema inteiro funcionando.
Análise HDN: por que o skiatlo favorece Klaebo?
O skiatlo exige duas virtudes raras no mesmo atleta:
- Eficiência técnica no estilo clássico;
- Explosão e leitura tática no estilo livre.
Klaebo reúne ambas — e adiciona um terceiro fator decisivo: inteligência de corrida.
Ele não precisa liderar desde o início. Não precisa responder a todos os ataques. Ele escolhe quando aparecer. Em Milão-Cortina, esperou o momento exato para assumir o protagonismo e, quando o fez, não deixou margem para reação.
É o tipo de domínio que não depende do acaso nem do erro alheio.
Contexto histórico: a Noruega e o peso da camisa
O ouro de Klaebo também carrega um significado coletivo.
A Noruega chega a Milão-Cortina pressionada a manter sua condição de potência máxima dos esportes de inverno — especialmente no cross country, modalidade que funciona quase como identidade nacional. Cada vitória norueguesa é celebrada, mas também cobrada.
Klaebo não apenas entrega medalhas: ele sustenta uma tradição. E faz isso com uma naturalidade que beira o desconcertante.
Leitura HDN: o campeão do agora — e do futuro
Aos olhos do esporte olímpico, Johannes Klaebo já não corre apenas contra seus adversários diretos. Corre contra a história, contra comparações inevitáveis e contra a expectativa de perfeição.
No skiatlo masculino de Milão-Cortina, ele mostrou que ainda está à frente desse jogo.
Se esta Olimpíada busca símbolos fortes logo nos primeiros dias, Klaebo entrega um deles: o campeão que não precisa provar nada — mas continua provando.
HDN na Itália segue onde a prova termina e o legado começa. 🇮🇹🎿❄️
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