DOMÍNIO FRANCÊS NA NEVE: O biatlo tem um novo rei em Milano-Cortina.

Em uma prova tática e emocionante, o quarteto da França supera a poderosa Noruega e garante o quarto ouro na modalidade; Paulo Henrique Gomes analisa a estratégia por trás da vitória no Antholz-Anterselva.

Paulo Henrique Gomes, CEO e diretor-geral, direto da Base em Milão, Itália | Portal Hora da Notícia.
Publicação: terça-feira, 17 de fevereiro de 2026 | Horário: 14:35 | Horário Local: 18:35.
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Domínio francês reafirma força do país em Olímpiadas de Inverno.

Fala, torcedor ligado no Portal Hora da Notícia! Se você achou que o frio das montanhas italianas iria esfriar os ânimos nesta terça-feira, dia 11 de competição, se enganou redondamente. O clima aqui em Milão está fervendo, e o motivo tem cores azul, branco e vermelho.

Acabamos de presenciar uma aula de biatlo no revezamento 4×7.5km masculino. A França não apenas venceu; ela mandou um recado para o mundo dos esportes de inverno: o eixo do poder está mudando. Com o tempo cravado de 1:19:55.2, os franceses desbancaram o favoritismo norueguês em uma disputa decidida no detalhe, no fôlego e, principalmente, no sangue frio na hora do tiro.

O Quarteto Fantástico: A Anatomia da Vitória

Para quem não acompanhou cada metro da pista, a vitória francesa foi construída como uma sinfonia. Não foi sorte; foi execução técnica.

  • Fabien Claude e Emilien Jacquelin: Abriram o caminho com uma agressividade controlada. Jacquelin, conhecido por sua velocidade, entregou o bastão em uma posição que permitia sonhar.

  • Quentin Fillon Maillet: O veterano trouxe a experiência. Ele soube administrar a pressão nos momentos de tiro deitado e em pé, mantendo a França no pelotão de elite.

  • Eric Perrot: O jovem talento teve a responsabilidade de fechar. E que fechamento! Segurar a pressão de ter a Noruega fungando no pescoço não é para qualquer um.

A Análise Técnica: Por que a França venceu?

Amigos, aqui na Base Oficial, analisamos os dados e o veredito é claro: a diferença foi o estande de tiro. Enquanto a Noruega — tradicionalmente impecável — teve pequenos deslizes que custaram segundos preciosos (aqueles 9.8s de diferença na linha de chegada), a França foi cirúrgica. No biatlo, cada recarga extra é um batimento cardíaco a mais, um desgaste físico que cobra o preço na subida final.

A Suécia, que ficou com o bronze (+57.5s), fez uma prova honesta, mas hoje o patamar de França e Noruega estava em outra dimensão. Estamos falando de atletas que esquiam a quase 30km/h e precisam baixar a frequência cardíaca de 180 para quase repouso em segundos para acertar um alvo do tamanho de uma moeda.

O Quadro de Medalhas e o Impacto

Com esse resultado, a França chega à marca impressionante de quatro ouros apenas no biatlo nestes Jogos de Milano-Cortina. Ao todo, já são nove medalhas na modalidade. É um aproveitamento absurdo que coloca o país como a "seleção a ser batida" na neve.

"O que vimos hoje foi a consagração de um projeto. A França investiu na transição de geração e agora colhe os frutos com Eric Perrot sendo o rosto dessa nova era", comenta a análise técnica do nosso portal.

O que vem por aí?

A cobertura do Portal Hora da Notícia não para. O dia 11 continua a todo vapor e o clima de festa dos torcedores franceses invade as ruas de Milão e Cortina d'Ampezzo. Será que a Noruega terá forças para dar o troco nas próximas provas individuais?

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