FRANÇA IMPERIAL NO BIATLO: recuperação épica garante o quinto ouro e a hegemonia em Milão.

Mesmo com erro inicial que jogou o quarteto para a 16ª posição, francesas mostram força mental, atropelam rivais e consolidam o país como a maior potência da modalidade; Paulo Henrique Gomes analisa a "estratégia de resgate" direto da Base Oficial.

Paulo Henrique Gomes, correspondente internacional, direto da Base Oficial, em Milão | Portal Hora da Notícia.
Publicação: quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026 | Horário de Brasília: 23:00 | Horário Local: 03:00.
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França reafirma o seu favoritismo e garante a quinta medalha de ouro e hegemonia em Milão

Amigos do Portal Hora da Notícia, o que assistimos hoje na Arena de Biatlo foi muito mais que uma corrida de esqui e tiro. Foi um roteiro de cinema com final apoteótico. A França não apenas venceu o revezamento 4x6km feminino; ela deu uma demonstração de superioridade psicológica que deixou a Suécia e a Noruega atônitas.

Se havia alguma dúvida sobre quem manda no Biatlo nestes Jogos de 2026, os números respondem: 10 medalhas no total, sendo 5 de ouro. A França não está apenas participando, ela está redesenhando o mapa do poder nos esportes de inverno.

A ANATOMIA DO RESGATE: DO 16º LUGAR AO TOPO DO PÓDIO

A prova começou com um balde de água gelada para os torcedores franceses. Camille Bened, a primeira a largar, sofreu com o vento no tiro em pé, pagou uma penalidade e entregou o bastão em um amargo 16º lugar. Parecia que o favoritismo tinha derretido na neve.

Mas aí começou a "Operação Resgate":

  • Lou Jeanmonnot: Com um ritmo de esqui furioso, ela costurou o pelotão e devolveu a França ao Top 3. Foi o ponto de virada emocional da prova.

  • Oceane Michelon: Foi cirúrgica. Assumiu a liderança com uma transição perfeita e um tiro limpo, entregando a vantagem para a estrela da companhia.

  • Julia Simon: Receber a prova na liderança para Julia Simon é como dar a bola para o Messi na pequena área. Ela foi impecável, não deu chances para a sueca Elvira Öberg e cruzou a linha com 1h10m22s7, incríveis 51 segundos à frente da Suécia.

ANÁLISE PH: POR QUE A FRANÇA ATROPELOU A NORUEGA?

A grande história política e esportiva aqui é a inversão de papéis. A Noruega, que historicamente domina o Biatlo, sai deste revezamento com o bronze e uma sensação de impotência. Enquanto os noruegueses têm apenas 2 ouros na modalidade em Milão, os franceses já têm 5.

Fator Julia Simon: Simon conquistou seu terceiro ouro nestes Jogos. Ela se tornou a face da determinação francesa. A precisão dela no estande de tiro, sob a pressão de uma final olímpica, é algo que será estudado por anos. Culturalmente, o Biatlo na França atingiu um nível de popularidade que rivaliza com o ciclismo no verão. Eles criaram uma "fábrica de talentos" que não se abala com erros individuais, como vimos no início da prova.

O QUADRO DA GLÓRIA – REVEZAMENTO 4X6KM FEMININO

  • Posição | País | Tempo Final | Diferença

  • 1º (OURO) | França | 1:10:22.7 | ---
  • 2º (PRATA) | Suécia | 1:11:14.4 | +51.7s
  • 3º (BRONZE) | Noruega | 1:11:30.3 | +1:07.6

O QUE VEM PELA FRENTE?

A coleção de medalhas francesa pode não parar por aqui. Restam as provas de Largada em Massa (Mass Start), onde os 30 melhores atiradores do mundo largam juntos. Marque na agenda:

Masculino e Feminino: Dias 20 e 21 de fevereiro, às 10:15 (Horário de Brasília).

Julia Simon e o time masculino francês entram como francos favoritos para varrer o pódio novamente. A França superou o desempenho de Pequim-2022 com folga, provando que o ciclo olímpico em solo europeu fez muito bem ao país.

A cobertura do Portal Hora da Notícia continua! O dia 12 está sendo histórico e a França acaba de dar o xeque-mate no Biatlo.

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