O Milagre do Gelo Feminino: Hillary Knight e Megan Keller Consagram os EUA em Final Épica.
Na prorrogação e com gol de "morte súbita", os Estados Unidos derrubam a hegemonia canadense em Milão-Cortina e conquistam o tricampeonato olímpico invicto.
Paulo Henrique Gomes, correspondente internacional, direto da Base Oficial, em Milão | Portal Hora da Notícia.
Publicação: quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026 | Horário de Brasília: 22:50 | Horário Local: sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026 às 02:50.
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| EUA domina o Hóquei no Gelo Feminino e vence o Canadá, o seu maior rival na modalidade em Milano-Cortina 2026. |
Se você estava procurando por drama, intensidade e aquela rivalidade que faz o gelo estalar, a tarde desta quinta-feira (19) no rinque de Milão entregou tudo isso e um pouco mais. O clássico da América do Norte — a maior rivalidade do esporte de inverno — parou o mundo para decidir quem mandaria no hóquei feminino pelos próximos quatro anos.
E, meus amigos, o roteiro não poderia ser mais cruel para uns e glorioso para outros. Em uma virada monumental que parecia impossível até os minutos finais, os Estados Unidos bateram o Canadá por 2 a 1 na prorrogação. Foi físico, foi suado e, acima de tudo, foi histórico.
O Jogo: Do Silêncio ao Delírio
O jogo começou com o Canadá mostrando por que tem cinco ouros na prateleira. Elas foram superiores no primeiro período, controlando o disco e sufocando a saída americana. Mas o verdadeiro balde de água gelada (com o perdão do trocadilho) veio no segundo tempo.
Mesmo com uma jogadora a menos — no momento em que os EUA deveriam pressionar no power play — o Canadá deu uma aula de contra-ataque. Kristin O’Neil deslizou, fintou a goleira americana com uma frieza cirúrgica e mandou para a rede: 1 a 0 Canadá. O ginásio, lotado de torcedores canadenses, quase veio abaixo.
Durante quase todo o terceiro período, o cenário era de desespero para as americanas. A defesa canadense estava postada como uma muralha de concreto. Os minutos passavam, o relógio corria e o ouro parecia estar cruzando a fronteira em direção ao norte.
O "Snap Shot" da Salvação e o Ouro de Megan Keller
Faltavam pouco mais de dois minutos para o fim. O ímpeto americano parecia ter acabado. Foi quando a lendária Hillary Knight apareceu. Da intermediária, ela soltou um snap shot (aquele tiro rápido de punho) que passou por todo mundo e morreu no fundo do gol. Empate aos 17:56 do terceiro tempo!
O jogo foi para a prorrogação, a temida "morte súbita". E no tempo extra, a estrela de Megan Keller brilhou. Aos 4:07, ela encontrou o espaço e marcou o gol da vitória, selando a campanha perfeita: 7 jogos, 7 vitórias.
Análise Paulo Henrique: O Peso do Tricampeonato e a Guerra Fria do Gelo
Aqui no Hora da Notícia, a gente não olha só o placar. A gente analisa o impacto.
- 1. A Quebra da Soberania: O Canadá entrou em Milão com o orgulho ferido após a goleada de 5 a 0 sofrida para as americanas na fase de grupos. Elas quase conseguiram a revanche perfeita, mas o "fator psicológico" de não conseguir fechar o jogo pesou. Os EUA agora somam seu terceiro ouro (1998, 2018 e 2026), encostando na dinastia canadense.
- 2. A Resiliência de Hillary Knight: Ver Knight empatar o jogo é ver a história viva. Ela é o símbolo dessa geração que profissionalizou o hóquei feminino nos EUA. Sua frieza no momento de maior pressão é o que separa as ótimas jogadoras das imortais.
- 3. Geopolítica e Visibilidade: O hóquei feminino em Milão-Cortina atingiu recordes de audiência. Enquanto o torneio masculino ainda sofre com as idas e vindas dos astros da NHL, as mulheres entregam o "hóquei puro", apaixonado e com as melhores atletas do mundo em gelo olímpico. É um produto que o COI e as marcas estão valorizando cada vez mais.
O Pódio Final
- Ouro: Estados Unidos (Invictas!)
- Prata: Canadá (Uma derrota doída, mas uma campanha de alto nível)
- Bronze: Suíça (Que venceu a Suécia também na prorrogação por 2 a 1)
O Que Vem Pela Frente?
As americanas agora são as donas do mundo. Elas provaram que a goleada na fase de grupos não foi sorte, mas a consolidação de um sistema defensivo que sofreu apenas dois gols em todo o torneio. O Canadá precisará de uma renovação geracional se quiser retomar o trono em 2030.
E aí, torcedor? Você acha que os EUA finalmente estabeleceram uma nova dinastia ou o Canadá ainda é a "Pátria das Chuteiras de Gelo"?

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