DINASTIA ESCANDINAVA: Suécia reina no Sprint e Brasil mostra evolução nas montanhas.
Jonna Sundling e Maja Dahlqvist entregam final de tirar o fôlego para bater a Suíça e garantir o quarto ouro sueco em Milão; Paulo Henrique Gomes analisa o desempenho das brasileiras Duda Ribera e Bruna Moura, que fecham o Top 21 mundial.
Paulo Henrique Gomes, correspondente internacional, direto de Milão, Itália | Portal Hora da Notícia.
Publicação: quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026 | Horário de Brasília: 15:25/ Horário Local: 19:25.
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| Suécia reina no sprint e conquista o quarto ouro em Milano-Cortina 2026. |
Fala, torcedor do Portal Hora da Notícia! Se alguém ainda tinha dúvidas de que o Esqui Cross-Country é o "futebol da neve" para os países nórdicos, a final do Sprint por Equipes desta quarta-feira tratou de encerrar a discussão. O que vimos na pista de Milão-Cortina foi uma batalha de pulmões, pernas e, acima de tudo, química entre parceiras.
O ouro ficou com a Suécia, mas a história dessa prova vai muito além do metal dourado. Foi uma demonstração de resistência pura em um formato que não perdoa erros: a largada em massa.
O DUELO DE GIGANTES: SUÉCIA X SUÍÇA NO ÚLTIMO SUSPIRO
A final do Sprint por Equipes é frenética. Foram 15 duplas na largada. O esquema é exaustivo: cada esquiadora dá três voltas no circuito, intercalando o esforço. Enquanto uma termina a volta, a outra já sai no "tiro", sem tempo para recuperar o fôlego completamente.
A dupla sueca, formada pelas estrelas Jonna Sundling e Maja Dahlqvist, mostrou por que a Suécia é a atual superpotência da modalidade. Elas traçaram uma estratégia de conservação nas primeiras voltas, deixando a Suíça ditar o ritmo. Mas, na última volta, Jonna Sundling ligou o turbo.
A chegada foi ombro a ombro com as suíças. O silêncio tomou conta da arena enquanto os esquis deslizavam na reta final, mas a precisão técnica das suecas prevaleceu: 20:29.99. Foi o quarto ouro da Suécia nestes Jogos, consolidando uma redenção necessária após tropeços em outras modalidades. A Suíça ficou com uma prata amarga, e a Alemanha — que parece ter descoberto o segredo do pódio neste dia 12 — garantiu o bronze.
BRASIL NO TOP 21: A LUTA DE DUDA RIBERA E BRUNA MOURA
Aqui na Base Oficial, acompanhamos com lupa a participação das brasileiras. Duda Ribera e Bruna Moura entraram na qualificação com a missão hercúlea de enfrentar as melhores do mundo. Elas não avançaram para a final, mas o 21º lugar precisa ser celebrado com entusiasmo.
Análise do PH: No Cross-Country, onde o Brasil não possui neve nem tradição centenária, terminar em 21º no mundo é um atestado de evolução monumental. Elas superaram nações com muito mais investimento e infraestrutura. O Brasil está, degrau por degrau, deixando de ser apenas uma "curiosidade tropical" para se tornar uma nação tecnicamente competitiva no asfalto (rollerski) e na neve.
RESULTADO FINAL: SPRINT LIVRE POR EQUIPES FEMININO
- Posição | País | Atletas | Tempo Final
- 1º (OURO) | Suécia | Jonna Sundling e Maja Dahlqvist | 20:29.99
- 2º (PRATA) | Suíça | Nadine Fähndrich e Laurien van der Graaff | 20:30.21 (+0.22s)
- 3º (BRONZE) | Alemanha | Victoria Carl e Katharina Hennig | 20:31.14 (+1.15s)
- 4º | Noruega | Tiril Udnes Weng e Lotta Udnes Weng | 20:33.40 (+3.41s)
- 5º | Estados Unidos | Jessie Diggins e Julia Kern | 20:35.12 (+5.13s)
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- 21º | Brasil | Duda Ribera e Bruna Moura | (Não avançou da qualificação)
ANÁLISE PH: O PESO POLÍTICO E CULTURAL
Este ouro serve como uma resposta política e moral da Suécia após a eliminação precoce de Niklas Edin no Curling. Culturalmente, o esqui cross-country feminino é o esporte mais assistido na Escandinávia, e ver Sundling e Dahlqvist no topo reforça o investimento maciço que o país faz na equidade de performance. Para o Brasil, o 21º lugar de Duda e Bruna é a prova de que o projeto da CBDN (Confederação Brasileira de Desportos na Neve) está no caminho certo.
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