MILÃO EM TRANSE: o renascimento do Brasil e a sinfonia japonesa no gelo.

Lucas Pinheiro emociona o país com manifesto sobre liberdade; Japão flerta com pódio completo na patinação e o Hóquei define batalhas de gigantes nas quartas. Paulo Henrique Gomes traz a análise completa do dia 11 direto da Base Oficial.

Paulo Henrique Gomes, correspondente internacional, direto de Milão, Itália | Portal Hora da Notícia.
Publicação: quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026 | Horário de Brasília: 02:25/ Horário Local: 06:25.
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Milão está em transe e o 11º dia nas Olimpíadas estão nos proporcionando surpresas e grandes competidores de outras nações - Divulgação/ HDN Esportes

Se alguém me dissesse, no início deste ciclo olímpico, que o Brasil seria o centro das atenções mundiais em uma prova de Slalom Gigante, eu diria que o frio de Milão estava afetando o juízo da pessoa. Mas hoje, meus amigos do Portal Hora da Notícia, o dia 11 não foi apenas sobre cronômetros e medalhas; foi sobre identidade.

Enquanto as lâminas riscavam o gelo e os discos voavam no Hóquei, o coração de Milão bateu no ritmo do samba e do esqui. Vamos aos detalhes dessa jornada histórica.

O MANIFESTO DE UM CAMPEÃO: LUCAS PINHEIRO E O "SUPERPODER" BRASILEIRO

O nosso campeão olímpico, Lucas Pinheiro, quebrou a internet hoje. Após conquistar o ouro inédito, ele postou uma mensagem que é pura política esportiva e humanidade. Ao dizer "Obrigado por me permitirem ser quem eu sou", Lucas deu uma "bandeirada" na rigidez da Federação Norueguesa, que quase o fez desistir do esporte em 2023.

A análise do PH: O ouro de Lucas não é apenas uma medalha no peito; é um troféu para o modelo brasileiro de gestão esportiva (COB e CBDN), que entendeu que um atleta precisa de liberdade para performar. Lucas trocou o "exército" norueguês pela "família" brasileira. O resultado? O topo do mundo. Ele não é mais um "norueguês que esquia pelo Brasil"; ele é o brasileiro que ensinou o mundo a esquiar com alma.

PATINAÇÃO ARTÍSTICA: A INVASÃO DAS "SAMURAIS DO GELO"

No Palavela de Milão, o que vimos no programa curto individual feminino foi uma aula de estética e técnica. O Japão não veio para brincar: colocaram três patinadoras no Top 4.

Ami Nakai (17 anos): Uma força da natureza. Ao som de 'La Strada', ela cravou um Triplo Axel que deixou os juízes sem fôlego. Nota: 78.71. Ela é a juventude que ignora a pressão.

Kaori Sakamoto: Em sua turnê de despedida, a lenda emocionou ao som de 'Time To Say Goodbye'. Ficou em segundo (77.23) apenas por um detalhe técnico (duplo axel em vez de triplo), mas a sua nota de componentes artísticos foi um poema.

A Intrusa: A americana Alysa Liu (76.59) é a única barreira entre o Japão e um pódio completo na quinta-feira.

HÓQUEI NO GELO: OS CRUZAMENTOS DA MORTE

O "mata-mata" das oitavas definiu quem ainda respira em Milão. A Alemanha passou por cima da França (5 a 1) e agora pega a Eslováquia. A Suíça calou o público local ao bater a Itália por 3 a 0 e vai encarar a poderosa Finlândia.

O destaque tático foi a Tchéquia, que em um segundo período insano, despachou a Dinamarca e agora tem o "presente de grego" de enfrentar o Canadá nas quartas. E a Suécia, após bater a Letônia, terá um duelo épico contra os Estados Unidos.

Os confrontos das Quartas:

  • Eslováquia x Alemanha

  • Finlândia x Suíça

  • Canadá x Tchéquia

  • Estados Unidos x Suécia

CURLING: CALÇAS ENGRAÇADAS E A QUEDA DOS REIS

O Cortina Curling Center viveu um momento de nostalgia e choque. A Suíça de Yannick Schwaller está em modo "rolo compressor": 7 jogos, 7 vitórias. Já estão na semi, junto com o Canadá.

Mas o que roubou a cena — além da eliminação precoce da atual campeã Suécia — foram as "calças extravagantes" da Noruega. Eles trouxeram de volta o padrão argyle (losangos) que virou febre em 2010.

Análise Cultural: No curling, um esporte de etiqueta rígida, as calças norueguesas são um ato de rebeldia fashion. É a prova de que, mesmo sob pressão, há espaço para o lúdico. E parece que deu sorte: a Noruega segue viva na briga pelo 3º ou 4º lugar para a semifinal.

FECHAMENTO DO DIA 11 (MAS, AINDA NÃO ACABOU)

Milão-Cortina 2026 está se provando uma edição de "quebra de paradigmas". Seja pela volta das calças psicodélicas, pelo domínio técnico japonês ou pelo ouro brasileiro que nasceu de uma crise de identidade.

O esporte de inverno nunca foi tão quente.

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