O SALTO DA ETERNIDADE: Tormod Frostad desafia a gravidade e o favoritismo no Big Air.
Em uma final adiada que testou os nervos dos atletas, o norueguês "azarão" atinge nota quase perfeita e desbanca o astro Mac Forehand; Paulo Henrique Gomes analisa a redenção de Frostad e a queda do império de Birk Ruud em Milão.
Paulo Henrique Gomes e Carlos André (CONEXÃO MILÃO - RIO DE JANEIRO) | Portal Hora da Notícia
Publicação: terça-feira, 17 de fevereiro de 2026 | Horário de Brasília: 22:55/ Horário Local: 02:55
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| Tormod Frostad se destaca na final do Big Air e conquista o ouro olímpico para a Noruega. |
Se você quer entender o que é o espírito olímpico, esqueça os manuais e olhe para o céu de Milão nesta terça-feira. Depois de um adiamento agoniante ontem, que deixou os atletas em um estado de "alerta gelado", o Big Air do esqui estilo livre finalmente aconteceu. E, meus amigos, o que o Tormod Frostad fez hoje não foi apenas esporte; foi poesia em alta velocidade e com um risco de vida calculado.
Aqui na Base do Portal Hora da Notícia, o clima era de choque. Ninguém — e quando digo ninguém, incluo os analistas mais otimistas — colocava Frostad no topo do pódio. Mas as Olimpíadas têm essa mania de ignorar currículos e premiar o momento.
A Geometria da Perfeição: 195.50 Pontos de História
Para quem está chegando agora e se pergunta "o que é o Big Air?", imagine um esquiador descendo uma rampa colossal, atingindo velocidades de carro em rodovia e se lançando no espaço para girar em três eixos diferentes ao mesmo tempo.
Frostad foi cirúrgico. Com 195.50 pontos de 200 possíveis, ele flertou com a perfeição. Uma de suas notas foi 98.50. Sabe o que é isso? É o júri dizendo que não havia mais nada a ser feito tecnicamente. Ele não apenas girou; ele "travou" a manobra no ar e pousou com a suavidade de quem caminha no tapete da sala de casa.
Ele desbancou ninguém menos que Mac Forehand, o prodígio dos EUA e bicampeão dos X-Games. Mac foi gigante (193.50), mas hoje ele encontrou um homem possuído por uma confiança inabalável. O austríaco Matej Svancer completou o pódio com o bronze (191.25), em uma final onde qualquer erro de um centímetro significava o fim do sonho.
O Xadrez das Neves: A Queda de Birk Ruud e a Redenção de Frostad
Aqui entra a análise tática que você só encontra no Portal Hora da Notícia. No esqui estilo livre, a linha entre a glória e o fracasso é mais fina que uma lâmina.
- Birk Ruud: O herói norueguês, ouro no Slopestyle dias atrás, era o nome a ser batido. Mas o Big Air é cruel. Ele tentou manobras com um nível de dificuldade tão absurdo que acabou falhando em dois dos três saltos. Terminou em oitavo.
- Tormod Frostad: O inverso aconteceu. Ele foi mal no Slopestyle (12º lugar). Mas enquanto Ruud carregava a pressão política e midiática de ser o "rosto" da Noruega, Frostad correu por fora. Ele usou o adiamento da prova para recalibrar o foco. Enquanto outros se desgastaram com a ansiedade, ele se tornou o "Sniper das Neves".
Política e Cultura: A Hegemonia Escandinava Sob Holofotes
Há uma camada política importante aqui. A Noruega investe pesado no esqui estilo livre como uma ferramenta de soft power. Ver Frostad vencer quando a estrela principal (Ruud) apaga, mostra a profundidade do banco de talentos desse país. Eles não dependem de um herói; eles criaram um sistema de excelência.
Culturalmente, o Big Air em Milão-Cortina 2026 marca a consolidação definitiva dessa modalidade "radical" no coração das Olimpíadas. O público jovem tomou conta das arenas, e a vibração é muito mais parecida com um festival de música do que com uma competição tradicional.
A Minha Visão Direto da Base: Frostad provou que ter apenas uma vitória na Copa do Mundo não define o teto de um atleta. Ele esperou o maior palco da terra para dar o maior salto da sua vida. Hoje, Milão não viu apenas esqui; viu a superação de um homem que se recusou a ser apenas um figurante na sombra dos gigantes.
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