O CHOCOLATE FOI AMARGO! Suíça bota a Bósnia na roda, faz o SoFi Stadium de quintal e encaminha a vaga na marra
Depois de um primeiro tempo de dar sono, os suíços aproveitam a expulsão do zagueirão bósnio, metem quatro gols na etapa final e provam que o relógio deles não atrasa na hora de golear.
Juliana Russo, repórter e editora-chefe do HDN Esportes, direto do SoFi Stadium, em Los Angeles, EUA.
Data de Publicação: 19 de junho de 2026 às 00:00
Coluna HDN Esportes >>> Conexão North American 2026 >>> Suíça 4 x 1 Bósnia
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| Suíça vence a Bósnia com autoridade e confirma favoritismo com o placar de 4 a 1. |
Puxa a cadeira, pede aquela porção de batata frita e senta que a resenha de hoje é para quem tem paciência de monge! Se você olhasse os primeiros 45 minutos desse jogo lá no SoFi Stadium, ia achar que a Suíça e a Bósnia tinham entrado em campo com um pacto de não agressão para não estragar o feriado de ninguém. Mas, meus amigos, o futebol adora um drama tardio. A Suíça cresceu no final, aproveitou que a porteira bósnia abriu e meteu um sonoro 4 a 1 para assumir a liderança provisória do Grupo B.
No primeiro tempo, vamos falar a verdade: que inhaca! A Suíça tocava a bola para lá, tocava para cá, com aquela burocracia europeia que dá até gatilho. O Ndoye tentou um chute aos oito minutos que foi na rede pelo lado de fora e depois resolveu testar a mira mandando a bola na lua, junto com o Freuler. A Bósnia? Só deu as caras aos 37 minutos com um chute chocho do Memic que o Kobel defendeu sem nem sujar a luva. Um verdadeiro teste para o estoque de cerveja do bar.
Bicicleta fake, expulsão providencial e o show do Manzambi
Na segunda etapa, o marasmo continuou até os 10 minutos, quando o Xhaka cruzou e o Ndoye resolveu meter uma bicicleta plasticamente linda. O goleirão Vasilj fez uma defesa de cinema, mas a arbitragem — estraga-prazeres como sempre — marcou impedimento.
Mas quem tem paciência ganha jogo. Aos 28 minutos, a retranca bósnia começou a ruir. O Rubén Vargas insistiu pela esquerda, a zaga rebateu mal e a bola sobrou limpa para o Manzambi estufar a rede. 1 a 0!
Aí, meus parceiros, a Bósnia se perdeu mais que cego em tiroteio. O zagueirão Muharemovic ficou completamente tonto com a pressão, deu um carrinho criminoso no Embolo na entrada da área e foi para o chuveiro mais cedo. Com um a mais em campo, a Suíça virou o verdadeiro rolo compressor que a gente queria ver desde o início.
O Vargas, que já estava infernizando o jogo, recebeu do Embolo e bateu rasteiro no cantinho para ampliar: 2 a 0. Não deu nem tempo de comemorar e, aos 44, o Xhaka achou o Vargas de novo, que só rolou de lado para o Manzambi fazer o seu segundo gol na partida e cravar o 3 a 0.
O gol de honra e a saideira do Xhaka
Para não dizer que a Bósnia saiu de campo sem nada, eles acharam um gol de honra no apagar das luzes. O goleiro Kobel resolveu sair caçando borboleta na cobrança de escanteio, mandou a bola de soco no meio da área e o Mahmic pegou de primeira para diminuir: 3 a 1. Uma falha boba para tirar o Clean Sheet dos caras.
Só que a Suíça não queria deixar barato. No último lance do jogo, o juizão marcou pênalti para os helvéticos. O capitão Granit Xhaka assumiu a responsabilidade, bateu com a frieza de quem sabe que o chocolate suíço é o melhor do mundo e fechou o caixão: 4 a 1 e chocolate carimbado com sucesso!
Como fica a mesa e a corrida pelas vagas?
Com esse passeio de quatro gols, a Suíça assume o topo do Grupo B e fica de camarote secando o duelo entre Canadá e Catar. A Bósnia se complicou toda e agora vai ter que jogar a vida na última rodada.
Na quarta-feira (24), às 16h, os suíços vão até Vancouver encarar o Canadá para carimbar o passaporte definitivo para o mata-mata. No mesmo horário, a Bósnia pega o Catar em Seattle rezando por um milagre.
Garçom, traz a saideira porque ver a Suíça jogar com essa precisão no final deu até sede. Nos vemos na próxima rodada, cambada!
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