HISTÓRIA EM JOGADA ENSAIADA! Julián Quiñones coloca seu nome na eternidade dos Mundiais direto do Azteca
Colombiano naturalizado mexicano precisou de apenas nove minutos para incendiar o Estádio Azteca e abrir os caminhos para a Copa do Mundo de 2026.
Paulo Henrique Gomes, correspondente internacional, direto da Base Hora da Notícia, em Guadalajara, no México.
Data de Publicação: 12 de junho de 2026 às 08:30.
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| Julián Quiñones faz história na abertura da Copa do Mundo ao marcar um dos gols da vitória mexicana sobre a África do Sul |
Se você, amigo leitor do Portal Hora da Notícia, piscou o olho nos primeiros minutos da abertura da Copa do Mundo nesta quinta-feira (11), você perdeu o primeiro grande rugido do maior espetáculo da Terra. E que rugido! Direto da nossa base aqui em Guadalajara, colados na energia pulsante do povo mexicano, a gente te conta os detalhes dessa noite que já nasceu histórica.
Não deu nem tempo de se acomodar na poltrona. Aos nove minutos da primeira etapa, o Estádio Azteca — que já viu Pelé e Maradona virarem deuses — testemunhou o nascimento de um novo herói nacional: Julián Quiñones.
A jogada foi daquelas que mostram que Copa do Mundo se ganha na raça e na atenção. O volante Erik Lira deu uma vida na marcação, roubou a bola no campo de ataque e serviu o nosso camisa 16. Ali, na entrada da área, o coração do torcedor parou por um segundo. Com a frieza de quem sabe o peso da camisa que carrega, Quiñones ajeitou e bateu de pé direito, rasteiro, cirúrgico, fazendo a bola passar exatamente por baixo das pernas do goleiro sul-africano Ronwen Williams. Gol. Festa. Delírio puro nas arquibancadas!
Da Colômbia para o coração do México: Quem é o cara do jogo?
Para você entender o tamanho desse gol, a gente precisa voltar um pouco no tempo. Julián Andrés Quiñones tem 29 anos e uma trajetória que parece roteiro de cinema. Nascido na Colômbia, ele começou a chutar bola lá no futebol amador de Cali. O talento era tanto que o Tigres do México resolveu apostar no garoto ainda em 2016.
Só que a vida não é um mar de rosas. Sem espaço no Tigres, o atacante precisou rodar, sendo emprestado para o Venados e para o Lobos BUAP. Sabe aquela velha história de comer poeira para dar valor à vitória? Pois é. O retorno triunfal veio no Atlas, entre 2021 e 2022. Sabe o que ele fez por lá? Simplesmente acabou com um jejum de 70 anos sem títulos nacionais do clube, faturando o Apertura e o Clausura. Virou rei.
Depois, no gigante América, repetiu a dose de títulos e tomou a decisão que mudaria sua vida para sempre: em outubro de 2023, naturalizou-se mexicano. No mês seguinte, já estava vestindo a camisa da seleção. O destino é sábio, amigos. O gol de ontem não foi por acaso; foi a coroação de um casamento perfeito entre um jogador resiliente e um país que o adotou de braços abertos.
Faro de gol que cruza oceanos
Se você achava que ele chegaria na Copa sem ritmo por estar jogando no Al-Qadsiah, da Arábia Saudita, desde 2024, a resposta veio no barbante. O homem está voando! Na última temporada em terras sauditas, Quiñones destruiu as defesas adversárias, anotando a incrível marca de 33 gols em 31 partidas. É ou não é um artilheiro de respeito?
O México começa a sua caminhada no grupo com o pé direito (literalmente), e nós, do HDN, seguimos aqui em Guadalajara, de olho em cada lance, cada polêmica e cada festa desse Mundial.
Fique ligado no Portal Hora da Notícia, porque a Copa do Mundo de 2026 está só começando, e a nossa cobertura está só no primeiro tempo!
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