O Milagre de Atlanta: RD Congo Vira na Base do Abafa, Despacha o Uzbequistão e Vai Pegar o English Team!
Com dois de Wissa, golaço de cobertura sofrido e arbitragem de Felix Zwayer testando os corações africanos, os Leopardos carimbam vaga histórica nos 16-avos de final.
Rodrigo Santana, correspondente especial, direto do Mercedes Benz Stadium, em Atlanta, Estados Unidos.
Data de Publicação: 28 de junho de 2026 às 19:30.
Coluna HDN Esportes >>> Conexão North American 2026 >>> RD Congo 3 x 1 Uzbequistão
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| Lance de RD Congo x Uzbequistão pela terceira e última rodada da fase de grupos do Mundial 2026. |
DIRETO DO MERCEDES-BENZ STADIUM, ATLANTA (USA) — Fala, rapaziada ligada na maior e mais frenética cobertura do Planeta Bola! Se vocês achavam que Atlanta só servia para sediar as Olimpíadas de 96 ou para a gente comer aquela famosa asa de frango frito americana, o espetacular e tecnológico Mercedes-Benz Stadium foi palco de um legítimo roteiro de cinema neste sábado. Eu, Rodrigo Santana, assumo os microfones direto da cabine de imprensa da Georgia para registrar um dia absolutamente histórico e inacreditável para o futebol africano.
A República Democrática do Congo operou um verdadeiro milagre, venceu o Uzbequistão de virada por 3 a 1 e garantiu, pela primeira vez em sua história, a classificação para o mata-mata da Copa do Mundo. Os Leopardos fecharam o Grupo K na terceira colocação com 4 pontos e já carimbaram o passaporte no G-8 dos melhores terceiros colocados. Para o Uzbequistão, que achou que ia fazer história na sua primeira Copa, restou a lanterna da chave com três derrotas consecutivas e o voo de volta para Tashkent agendado bem mais cedo do que esperavam.
Primeiro Tempo: Chocotone de Cobertura e o VAR Estraga-Prazeres
Vou ser bem sincero com vocês: o começo de jogo da RD Congo foi de arrancar os cabelos de qualquer torcedor. Com apenas um minuto, o Uzbequistão já mandou para a rede com Shomurodov após rebote de Mpasi, mas o assistente levantou a bandeira e marcou impedimento. Um aviso claro que a zaga africana simplesmente ignorou.
Aos 10 minutos, não teve bandeira que salvasse. O meia Fayzullaev deu uma assistência de calcanhar que parecia saída de um comercial de videogame e achou Eldor Shomurodov. O centroavante olhou para o goleiro Mpasi e, com uma frieza cirúrgica, mandou por cobertura. Um golaço de manual para abrir o placar em Atlanta: 1 a 0 Uzbequistão.
Os Leopardos resolveram acordar e, aos 17 minutos, Nathanaël Mbuku soltou um foguete na entrada da área para empatar. Festa africana nas arquibancadas? Só que não. O árbitro alemão Felix Zwayer foi chamado pela cabine do VAR, reviu o lance no monitor com aquela paciência de quem escolhe filme na Netflix, enxergou uma falta na origem da jogada e anulou o tento. Daí até o intervalo foi um festival de cruzamentos errados e chances desperdiçadas por Yoane Wissa.
Segundo Tempo: A Virada dos Leopardos e a Consagração de Wissa
Na etapa final, os comandados de Sébastien Desabre resolveram abandonar o nervosismo no vestiário. Depois de ver o Uzbequistão assustar novamente e de ver o centroavante Mayele errar um gol feito (embora estivesse impedido), o jogo mudou de figura aos 23 minutos.
O atacante Yoane Wissa partiu para cima da zaga, foi derrubado dentro da grande área e Zwayer não hesitou: pênalti indiscutível. O próprio camisa 10 assumiu a responsabilidade e bateu com categoria para deixar tudo igual: 1 a 1.
O gol injetou uma dose maciça de adrenalina nas pernas dos congoleses, enquanto os uzbeques sentiram o golpe e começaram a bater cabeça na defesa. Aos 33 minutos, após mais um balão alçado na área, o goleiro Nematov saiu caçando borboletas e o centroavante Fiston Mayele se antecipou para testar firme para o fundo das redes. Virada heroica e explosão total no Mercedes-Benz Stadium!
E para quem achava que o drama iria até o último segundo, nos acréscimos, Wissa apareceu novamente livre na velocidade para anotar o seu segundo gol na partida, fazer o terceiro de RD Congo e decretar de vez o placar final: 3 a 1.
O "Prêmio" nos 16-avos de Final: Vem aí o English Team!
Com o apito final e a classificação histórica garantida debaixo do braço, a comissão técnica congolesa deu um abraço coletivo, mas o sorriso deve durar pouco quando olharem para a tabela de cruzamentos da FIFA.
Por ter avançado entre os melhores terceiros colocados, a República Democrática do Congo vai herdar um verdadeiro "leão" no mata-mata: a Inglaterra, líder isolada do Grupo L. O choque de realidades acontece na próxima quarta-feira, 1º de julho, às 13h (horário de Brasília), e adivinhem onde? Exatamente aqui, no mesmo Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
Daqui da Georgia, enquanto a torcida congolesa faz a festa do "danúbio azul" versão africana nos arredores da arena e os uzbeques choram no gramado, eu vou fechando o meu bloco de notas. O mata-mata da Copa de 2026 não é para amadores!
Rodrigo Santana, direto de Atlanta, vendo os Leopardos rugirem alto e fazerem história na terra do Tio Sam!
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