O Robô Texano: Cristiano Ronaldo Amassa o Uzbequistão e Portugal Transforma Houston em um Imenso "SIUUU"
Sob o calor saariano do Texas, o maior da história atinge o sexto Mundial consecutivo balançando as redes, quebra recordes de Eusébio e lidera o atropelo luso por 5 a 0. O resto é choro da oposição.
Juliana Russo e Milena Gonçalves, repórteres e editoras-executivas, direto do NRG Stadium, em Houston.
Data de Publicação: 24 de junho de 2026 às 19:30
Coluna HDN Esportes >>> Conexão North American 2026 >>> Portugal 5 x 0 Uzbequistão
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| Portugal dá aula de futebol e vence, com autoridade, o Uzbequistão por 5 a 0. |
DIRETO DO NRG STADIUM, HOUSTON (TX) — Olha, amigos, se o Texas é conhecido por tudo ser exageradamente grande, a minha estreia e da minha parceira Milena Gonçalves nesta tarde em Houston não poderia ter sido diferente. Para começar, o calor do lado de fora do estádio estava tão brutal que parecia que tínhamos desembarcado diretamente no núcleo da Terra. O ambiente exalava cheiro de churrasco defumado, chapéus de caubói gigantescos dividiam espaço com as camisas vermelhas e verdes, e o trânsito nos arredores do NRG Stadium era um teste de paciência digno de final de campeonato. Mas quando cruzamos os portões da arena climatizada dos Houston Texans, sabíamos que o ar condicionado potente não seria a única coisa a nos dar alívio. O que vimos lá dentro foi uma verdadeira aula de futebol, majestade e puro suco de genialidade do maior de todos os tempos.
Depois daquele empatezinho sonolento e injusto na estreia contra a República Democrática do Congo, a imprensa sem pátria e os cornetas de plantão já ensaiavam o velório de Portugal. Coitados. Esqueceram-se de que quem tem Cristiano Ronaldo no comando da armada lusa não joga futebol, desfila. O Uzbequistão, coitado, veio a campo achando que o favoritismo era só no papel e acabou levando um sonoro 5 a 0 para aprender a respeitar os donos da Europa.
Primeiro Tempo: O Despertar do Rei e a Tragédia do VAR Uzbeque
A partida começou no ritmo que nós gostamos: massacre total. Nem deu tempo de ajeitarmos os nossos blocos de notas na tribuna. Logo aos seis minutos de jogo, a bola sobrou limpa e Cristiano Ronaldo — o homem, a máquina, a lenda viva — desferiu um chute de primeira espetacular, daqueles que o goleiro Nematov só viu quando teve que buscar no fundo da rede. Estava aberto o placar e iniciada a contagem histórica.
Aos 16, para mostrar que nosso elenco é uma constelação completa, Nuno Mendes cobrou uma falta com tanta categoria que a bola parecia ter sido colocada com a mão. 2 a 0. O Uzbequistão até tentou ensaiar uma rebeldia quando Ganiev acertou um chute de rara felicidade para diminuir, mas o VAR, fazendo justiça divina na terra dos caubóis, flagrou uma falta claríssima no início da jogada e mandou o gol para o espaço. Justiça feita!
E o que falar do gol aos 38 minutos? Um contra-ataque de almanaque luso. Bruno Fernandes, com a visão de jogo que só os iluminados possuem, deu um passe açucarado para o nosso capitão. CR7 chegou batendo firme, de forma implacável: seu segundo no jogo, o décimo em Copas do Mundo.
Naquele exato momento, o fantasma do lendário Eusébio aplaudia de pé nas tribunas celestes. Cristiano se isolou como o maior artilheiro português da história dos Mundiais e, de quebra, tornou-se o primeiro humano a marcar em seis Copas consecutivas (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026). Aceitem, haters, o homem é imparável!
Segundo Tempo: Jogo Ensaiado, Fogo Amigo e o Caixão Fechado
Na segunda etapa, o técnico Vladimir Petkovic (não, desculpe, Roberto Martínez — a gente até se confunde com tanta facilidade técnica!) mandou o time manter o pé no acelerador. João Félix quase pintou o sete com um chute de longe que tirou tinta do travessão.
Aos 12 minutos, em uma jogada ensaiada que pareceu desenhada em prancheta de ouro, Cristiano quase anotou o seu hat-trick, mas Nematov operou um milagre e mandou para escanteio. Na cobrança, porém, o desespero uzbeque foi tão grande que o zagueiro Khusanov, completamente tonto com o bombardeio, mandou contra a própria meta no maior estilo "bate-rebate". Um gol contra conceitual. 4 a 0 para os donos do espetáculo.
O jogo virou um treino de luxo. CR7 e Bruno Fernandes continuavam testando o goleiro adversário, que operava defesas milagreiras para evitar um vexame ainda maior para o seu país. Mas a conta precisava ser fechada com chave de ouro. Aos 43 minutos, após um rebote precioso, Rafael Leão surgiu com a velocidade de um leopardo e bateu sem dar a menor chance de reação para a zaga asiática. 5 a 0 estufado, sem dó nem piedade.
Como fica o nosso Grupo K, Milena?
Com esse passeio cinematográfico em Houston, Portugal assume a liderança momentânea do Grupo K com 4 pontos e um saldo de gols de dar inveja a qualquer rival. O Uzbequistão segura a lanterna com zero e já pode começar a arrumar as malas.
No próximo sábado (27), às 20h30 (de Brasília), o nosso compromisso é em Miami para o duelo direto contra a Colômbia, onde vamos apenas confirmar a primeira colocação da chave. Já os uzbeques vão tentar seu primeiro pontinho na história das Copas contra a RD Congo.
Daqui de Houston, com a garganta rouca de tanto gritar "SIUUU" junto com os mais de 70 mil presentes, nos despedimos com a certeza absoluta de que o hexa é obsessão e Portugal tem o cara para resolver isso.
Juliana Russo e Milena Gonçalves, direto do NRG Stadium, testemunhando o maior da história reescrever os livros da FIFA.
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