O "Artilheiro" Inesperado e o Paredão de Kinshasa: Colômbia Vence RD Congo no México e Vai aos 16-avos

Entre gols anulados e milagres de Mpasi, o lateral Daniel Muñoz assume o papel de James Rodríguez e garante a classificação dos Cafeteros sob o calor de Guadalajara.

Gabrielly Oliveira da Rocha, enviada especial do HDN, direto do Estádio Akron, em Guadalajara, México.
Data de Publicação: 24 de junho de 2026 às 22:40.
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James Rodriguez, da Colômbia, em campo na partida contra RD Congo, válida pela segunda rodada da Copa do Mundo

DIRETO DO ESTÁDIO AKRON, GUADALAJARA (MEX) — Se alguém me dissesse antes da Copa do Mundo que o grande matador da seleção da Colômbia em solo mexicano não seria Luis Díaz, muito menos Jhon Córdoba ou o eterno James Rodríguez, eu provavelmente sugeriria uma consulta médica. Mas o futebol adora zombar das nossas previsões. Eu, Gabrielly Oliveira da Rocha, direto das tribunas do Estádio Akron, testemunhei mais uma noite em que a lógica tirou férias e um lateral-direito resolveu vestir a capa de super-herói.

A Colômbia venceu a República Democrática do Congo por 1 a 0, chegou aos seis pontos e carimbou o passaporte para o mata-mata dos dezesseis-avos de final. Para os congoleses, restou o consolo de ter transformado seu goleiro em uma lenda viva por 90 minutos e a esperança de que o regulamento gigante da FIFA os ajude na última rodada.

Primeiro Tempo: O Monólogo Sul-Americano e o Impedimento Precoce

O jogo começou naquele ritmo de "quem piscar primeiro, perde". Logo no primeiro minuto, os africanos tentaram assustar com Edo Kayembe arriscando de longe, mas a bola viajou direto para as arquibancadas de Guadalajara. A partir dali, o que se viu foi um verdadeiro massacre tático dos Cafeteros. Jhon Arias parou no goleiro Lionel Mpasi e, no rebote, Daniel Muñoz — guardem esse nome — mostrou que sua especialidade realmente não era finalizar de frente para o crime e perdeu um gol feito.

Aos seis minutos, Muñoz tentou se redimir e balançou as redes, mas o assistente ergueu a bandeira e estragou a festa antes do tempo: impedimento. A Colômbia não se abalou e ativou o modo "bombardeio".

James Rodríguez soltou um canhão de fora da área e obrigou Mpasi a operar um milagre.

Logo depois, Luis Díaz entortou a marcação e bateu firme para outra defesa monumental do arqueiro congolês.

Até o volante Gustavo Puerta tentou de longe e parou nas luvas do homem de luvas de RD Congo.

Depois que o juiz autorizou a pausa para a hidratação — porque o calor do México não está para brincadeira —, os congoleses finalmente conseguiram respirar e equilibrar a partida, mas criar uma chance real de gol contra a meta colombiana já era pedir demais para o ataque africano.

Segundo Tempo: O "Chuveirinho" do Alívio e o Azar de Luis Díaz

Na volta do vestiário, a Colômbia manteve o roteiro de sufocamento. Aos cinco minutos, Luis Díaz apareceu livre, cara a cara com o gol, e adivinhem? Mpasi defendeu de novo. No rebote, Arias mandou para fora, fazendo o técnico Néstor Lorenzo arrancar os poucos cabelos que lhe restam na beira do gramado.

O relógio corria, o nervosismo aumentava e a torcida colombiana já começava a temer o castigo. Até que, aos 31 minutos, a estrela do homem brilhou novamente. Juan Quintero, que entrou para dar aquele toque de classe, tentou um passe para Jhon Córdoba. O centroavante fez o pivô, usou o corpo e a bola sobrou mansa para quem? Ele mesmo, Daniel Muñoz. O lateral bateu de primeira, a bola desviou na zaga, enganou o herói Mpasi e morreu no fundo da rede. Foi o segundo gol do lateral na Copa (ele já tinha guardado um contra o Uzbequistão). Quem precisa de atacante quando se tem um lateral-artilheiro?

Após o gol, o ponta Luis Díaz viveu um drama particular digno de novela mexicana. O camisa 7 conseguiu balançar as redes duas vezes seguidas, mas o árbitro Maurizio Mariani estava de mau humor com o atacante do Liverpool: anulou o primeiro por falta de ataque e o segundo por impedimento. Se jogasse mais duas horas, Díaz ainda veria o bandeira estragar seus planos.

Como fica o Grupo K?

Com o suado 1 a 0, a Colômbia assume a liderança isolada do Grupo K com 6 pontos e joga com a vantagem do empate no próximo sábado (27), às 20h30 (de Brasília), contra a Portugal de Cristiano Ronaldo, em Miami, valendo o topo definitivo da chave. Já RD Congo, estacionada com 1 pontinho na terceira posição, vai decidir sua vida contra o já eliminado Uzbequistão, em Atlanta, precisando vencer e torcer para avançar como um dos melhores terceiros colocados.

Daqui de Guadalajara, com um taco na mão e a certeza de que Muñoz merece um aumento de salário, me despeço dos amigos!

Gabrielly Oliveira da Rocha, direto do Estádio Akron, para a cobertura mais bem-humorada do Mundial de 2026.

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