O Furacão de Atlanta: Marrocos Sobrevive ao Calcanhar Haitiano, Carimba a Vaga e Cola no Brasil

Em uma noite de gols contra conceituais, assistências de Hakimi e VAR milimétrico, os Leões do Atlas vencem por 4 a 2 e avançam na cola da Seleção Brasileira.

João Paulo Rocha, repórter especial do HDN Esportes, direto do Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
Data de Publicação: 25 de junho de 2026 às 20:00.
Coluna HDN Esportes >>> Conexão North American 2026 >>> Marrocos 4 x 2 Haiti.
Rahimi, jogador do Marrocos, celebra gol contra o Haiti

DIRETO DO MERCEDES-BENZ STADIUM, ATLANTA (USA) — Fala, rapaziada ligada na cobertura do Mundial! Se vocês achavam que a tecnologia de ponta do teto retrátil do Mercedes-Benz Stadium ia roubar a cena hoje, é porque não viram o roteiro maluco que Marrocos e Haiti resolveram encenar no gramado. Eu, João Paulo Rocha, assumo o comando dessa resenha direto da cabine de imprensa em Atlanta, ainda tentando entender como um jogo que parecia um treino de luxo para os marroquinos virou um drama digno de cinema.

O Marrocos venceu o Haiti por 4 a 2, chegou aos mesmos 7 pontos do Brasil no Grupo C e carimbou a vaga para os dezesseis-avos de final na segunda posição — os caras só perderam o topo por causa do saldo de gols dos nossos rapazes. Para o Haiti, que já entrou em campo com as malas prontas para voltar para casa, ficou o orgulho de ter aprontado uma correria danada e vendido a derrota pelo preço mais caro possível.

Primeiro Tempo: Calcanhar de Grife, Lei do Ex (de gols) e o Banho de Água Fria

O jogo começou daquele jeito que deixa qualquer apostador de cabelo em pé. Com apenas nove minutos, o Haiti resolveu aprontar. Duverne desceu como quis pela direita e cruzou rasteiro. O atacante Joseph apareceu na pequena área e mandou um toque de calcanhar cheio de marra. A bola ainda deu um beijo no goleiro Bono antes de entrar, e a Fifa, sempre muito burocrática, computou gol contra do nosso arqueiro marroquino. 1 a 0 para os azarões.

Marrocos sentiu o golpe e começou a alugar o campo de ataque. Saibari perdeu um gol na cara, daqueles de isolar na arquibancada, após passe de Achraf Hakimi — que jogou uma barbaridade hoje. A pressão era tanta que o goleiro haitiano, Placide, virou um verdadeiro paredão operando milagres operísticos até os 38 minutos. Foi quando El Khannouss fez fila pela esquerda e bateu cruzado; Placide espalmou, mas a bola caiu no pé de quem sabe: Hakimi só empurrou para o fundo do saco. Tudo igual!

Pensou que o Marrocos ia virar com facilidade? Que nada. Três minutos depois, a zaga marroquina saiu jogando com aquela preguiça de pelada de fim de ano. Duverne interceptou e a bola sobrou para Isidor. O camisa 9 haitiano acertou um chute de rara felicidade, na gaveta, sem chances para Bono. Um golaço para recolocar o Haiti na frente!

Mas antes que o técnico Mohamed Ouahbi tivesse um infarto no banco, Hakimi apareceu de novo nos acréscimos. O lateral-direito do PSG foi lançado em profundidade e teve a calma de um monge para rolar para trás. Saibari chegou batendo de primeira, se redimiu do gol perdido e deixou tudo igual antes do apito do intervalo: 2 a 2. Haja coração para tanta reviravolta!

Segundo Tempo: O Giro de Rahimi e o VAR Tecnológico de Atlanta

Na segunda etapa, o Marrocos voltou sabendo que empatar com o lanterna não pegaria bem para a banca de semifinalista da última Copa. Eles mantiveram a posse de bola, picotaram o jogo e começaram a empilhar chances. Saibari teve um gol anulado por impedimento e o zagueiro haitiano Adé quase fez o gol contra do ano ao tentar cortar um cruzamento.

De tanto insistir, a justiça do futebol (ou a superioridade técnica, chame como quiser) deu as caras aos 32 minutos. Hakimi — sim, ele de novo na sua terceira assistência da noite — cruzou na área. Rahimi dominou com categoria, fez o pivô girando em cima da marcação e bateu com carinho, fazendo a bola passar por baixo das pernas do zagueiro antes de estufar a rede. Virada marroquina em Atlanta: 3 a 2.

Para fechar o caixão e garantir o churrasco da classificação, aos 43 minutos, Rahimi fez uma jogadaça até a linha de fundo e cruzou para Yassine só empurrar para o gol aberto. O pessoal do Haiti correu reclamando com o juiz, jurando de pés juntos que a bola tinha saído pela linha de fundo antes do passe. O telão gigante do estádio piscou o temido símbolo do VAR, a cabine traçou as linhas milimétricas e... gol confirmado! 4 a 2 no placar.

Resenha da Tabela: Como fica o Grupo C?

Com o apito final, Marrocos avança com autoridade com os mesmos 7 pontos do Brasil, mostrando que continua sendo uma das seleções mais encardidas do planeta para se enfrentar em mata-mata. O Haiti se despede da Copa de 2026 com zero pontos, mas com a certeza de que a torcida deles fez uma festa bonita nas arquibancadas americanas.

Agora, meu parceiro, a brincadeira ficou séria. O funil apertou e os dezesseis-avos de final prometem pegar fogo. Daqui de Atlanta, vou caçar uma lanchonete para comer aquele clássico frango frito da Geórgia e tentar digerir esse jogaço de seis gols.

João Paulo Rocha, direto do Mercedes-Benz Stadium, para a melhor e mais resenheira cobertura da Copa do Mundo!

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