Milagre do Vale do Silício: Paraguai redescobre o caminho da vitória e deixa a Turquia chupando dedo.
Com gol relâmpago de ex-vascaíno, expulsão bizarra por "fofoca" e uma pressão digna de filme de terror, Albirroja quebra jejum de 16 anos em Copas e despacha os turcos de volta para a Eurásia.
Fábio Oliveira de Cortês, repórter especial do HDN Esportes, direto do Levi's Stadium, em Santa Clara.
Data de Publicação: 20 de junho de 2026 às 23:15.
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| Confronto entre Turquia e Paraguai, válido pela segunda rodada da Copa do Mundo |
Quem compareceu ao Levi's Stadium neste sábado esperava ver a alta tecnologia da Califórnia, mas acabou presenciando um clássico e puro suco de Copa do Mundo: drama, catimba, jejum quebrado e um protocolo da Fifa que parece saído de um manual de etiqueta de etiqueta escolar. O Paraguai bateu a Turquia por 1 a 0, respirou por aparelhos no Grupo D e, de quebra, mandou os comandados de Arda Güler arrumarem as malas mais cedo.
Dezesseis anos depois de vencer a Eslováquia na África do Sul, a Albirroja finalmente sabe o que é comemorar três pontos no maior palco do planeta.
Os Detalhes do Drama em Santa Clara
O Raio e a Fofoca Proibida (Primeiro Tempo)
Se você chegou um minuto atrasado ao estádio ou foi buscar uma água, perdeu o grande momento do Paraguai na última década.
- O Ex-Vasco é Veloz: Com exatos um minuto e quatro segundos de jogo, Julio Enciso serviu Matías Galarza. O volante (aquele mesmo, revelado em São Januário) soltou a bomba de fora da área e anotou um golaço. Foi o gol mais rápido desta Copa do Mundo. Quem diria que o Vale do Silício veria um raio paraguaio com DNA cruzmaltino?
- Bombardeio Turco: A Turquia sentiu o golpe, mas não morreu. Arda Güler mandou por cima, Yildiz tentou uma bicicleta do meio da rua e Müldür conseguiu a proeza de cabecear a bola no travessão e na trave no mesmo lance. A sorte estava vestindo as cores do Paraguai.
- A Expulsão Interativa: Quando o primeiro tempo parecia controlado, Miguel Almirón resolveu testar o novo e polêmico livrinho de regras da Fifa. O ponta paraguaio foi falar com um adversário tampando a boca. O árbitro, aplicando o novo protocolo disciplinar anti-fofoca, aplicou o cartão vermelho direto. É oficial: falar em segredo na Copa agora dá expulsão. O Paraguai foi para o vestiário com um gol de vantagem e um jogador a menos porque Almirón não aguentou guardar o segredo para si.
O "Sufoco Amigo" e o Paredão Gill (Segundo Tempo)
Com um homem a mais, a Turquia transformou o segundo tempo em um ataque contra defesa, enquanto o Paraguai se defendeu como se estivesse protegendo as Cataratas do Iguaçu.
- Orlando Gill, o Santo: O goleiro paraguaio virou o pesadelo de Merih Demiral e Can Uzun. Defendeu chute de longe, cabeçada à queima-roupa e garantiu que o placar não saísse do um.
- O Quase Golaço de Enciso: No meio do bombardeio turco, Enciso resolveu encarnar o Maradona, driblou quatro marcadores e, na hora de consagrar a pintura, chutou para fora. Seria o gol para fechar o estádio.
- Pressão Até o Último Suspiro: Nos minutos finais, a Turquia tentou de tudo. Uzun parou em Gill aos 43 e, no último lance da partida, Demiral cabeceou tirando tinta da trave. O torcedor paraguaio só voltou a respirar quando o juiz apitou o fim do jogo.
- A Situação do Grupo: Com o triunfo histórico, o Paraguai chega aos 3 pontos e assume a terceira colocação do Grupo D, colado na briga. Já a Turquia, com duas derrotas em dois jogos, consegue a façanha de ser eliminada antes mesmo da última rodada.
O sonho paraguaio da vaga no mata-mata agora será decidido na próxima quinta-feira (25), às 23h (de Brasília), contra a Austrália, aqui mesmo em Santa Clara. Se Almirón conseguir segurar a boca e a defesa mantiver o pacto com a trave, quem sabe as oitavas não viram realidade?
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