O Vexame de Los Angeles: Turquia Carimba os Donos da Casa nos Acréscimos, mas Estados Unidos Avançam Líderes
Mesmo com a classificação garantida, os norte-americanos bobardeiam na defesa, levam gol aos 47 do segundo tempo da eliminada Turquia e avançam com um ponto de interrogação para o mata-mata.
Felipe Barreto, correspondente internacional do HDN, direto do SoFi Stadium, em Los Angeles.
Data de Publicação: 27 de junho de 2026 às 15:00.
Coluna HDN Esportes >>> Conexão North American 2026 >>> Estados Unidos 3 x 2 Turquia.
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| Arda Güller, da Turquia, faz gol contra os Estados Unidos. |
DIRETO DO SOFI STADIUM, LOS ANGELES (CA) — Fala, rapaziada ligada na maior cobertura do Mundial de 2026! Se o luxuoso e bilionário SoFi Stadium, na região metropolitana de Los Angeles, foi construído para ser o ápice do entretenimento hollywoodiano, os donos da casa resolveram entregar um roteiro com final dramático e daqueles de dar dor de cabeça no diretor de cinema. Eu, Felipe Barreto, direto das tribunas da Costa Oeste, acompanhei um jogo que tinha tudo para ser uma festa protocolar dos Stars and Stripes, mas que virou uma autêntica comédia de erros defensivos.
Já eliminada e jogando apenas pela honra e pelo orgulho, a Turquia bateu os Estados Unidos por 3 a 2, carimbando a faixa de campeão do grupo dos americanos em pleno solo californiano. O tropeço, claro, não tira os Estados Unidos da liderança isolada do Grupo D com 6 pontos — graças ao saldo construído nas rodadas anteriores —, mas deixa um gosto amargo e liga o sinal de alerta máximo para a fase de 16-avos de final.
Primeiro Tempo: Ritmo Alucinante e a Caneta de Arda Güler
Se a torcida local achava que a Turquia ia entrar em campo de braços cruzados esperando o apito final da sua participação na Copa, quebrou a cara com apenas dois minutos. Bom, na verdade, os americanos começaram jantando os turcos: Berhalter cobrou um escanteio com açúcar e o zagueirão Trusty dominou no meio da bagunça e bateu cruzado, estufando a rede sem dar chances para o goleiro Çakir. 1 a 0 e o estádio abaixo!
Só que os Estados Unidos sofrem daquela velha soberba de achar que o "Soccer" está dominado. Aos nove minutos, veio o choque de realidade. Yılmaz desceu em velocidade pela ponta direita, quebrou as linhas de marcação e achou o garoto prodígio Arda Güler na entrada da área. O meia do Real Madrid ajeitou o corpo e finalizou com extrema categoria, empatando o confronto.
Aos 29, os donos da casa chegaram a balançar as redes em outra jogada de bola parada, mas o assistente levantou a bandeira e o VAR confirmou o impedimento milimétrico, estragando a festa da torcida do Tio Sam. E como quem não faz, toma, a Turquia puniu a desatenção logo em seguida. Elmalı foi lançado na ponta esquerda, ganhou na corrida da marcação, foi à linha de fundo e cruzou na medida para Kökçü testar para o gol. Virada turca em Los Angeles antes do intervalo!
Segundo Tempo: O Empate Relâmpago e o Castigo nos Acréscimos
Na volta do vestiário, a bronca no vestiário americano parece ter surtido efeito imediato. Com apenas três minutos da segunda etapa, após um arremesso lateral jogado na área, a zaga da Turquia bateu cabeça e rebateu mal. A bola sobrou limpa no bico da grande área para Berhalter, que bateu colocado, de chapa, tirando do goleiro. Um belo gol para incendiar o SoFi Stadium e deixar tudo igual: 2 a 2.
A partir daí, o jogo ficou franco. Os Estados Unidos controlavam a posse de bola, tentavam pressionar em busca do gol da vitória para fechar a primeira fase com 100% de aproveitamento, enquanto a Turquia se fechava e picotava a partida com faltas inteligentes.
Quando todo mundo nas arquibancadas já se conformava com o empate e os jornalistas começavam a fechar suas crônicas, veio o balde de água fria com gelo do Alasca. Aos 47 minutos, em um contra-ataque de almanaque, a bola foi alçada na área americana, a defesa bateu roupa e o zagueirão Ayhan apareceu como elemento surpresa para estufar a rede. Fim de papo, vitória turca por 3 a 2 e um silêncio sepulcral em Los Angeles.
Prancheta Tática e os 16-avos de Final
Taticamente, os Estados Unidos deixaram claro que têm sérios problemas de transição defensiva quando seus laterais sobem ao mesmo tempo. A Turquia jogou no erro e explorou com maestria os espaços deixados nas costas da zaga americana. Para o mata-mata, o técnico dos Stars and Stripes vai ter que ajustar a cozinha se não quiser voltar para casa mais cedo.
Com o encerramento do Grupo D, a Turquia se despede do Mundial de cabeça erguida com seus primeiros 3 pontos. Já os Estados Unidos avançam em primeiro e agora viajam até a Carolina ou o Vale do Silício para o próximo desafio. O duelo dos 16-avos de final já tem data, hora e local marcados: será na próxima quarta-feira, 1º de julho, contra a perigosa seleção da Bósnia e Herzegovina, no Levi's Stadium, em Santa Clara. É bom os americanos jogarem muito mais bola, porque no mata-mata não tem espaço para vacilos nos acréscimos.
Daqui de Los Angeles, caçando um táxi para fugir do trânsito caótico da Califórnia, eu me despeço!
Felipe Barreto, direto do SoFi Stadium, para a cobertura mais completa do Mundial de 2026.
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