Garçom, Traga a Calculadora! Uruguai Vacila em Miami, Cede Empate a Cabo Verde e Transforma o Grupo H em uma Novela Mexicana
Em noite de "pastelão" da defesa celeste e emoção pura no Hard Rock Stadium, os Tubarões Azuis arrancam um 2 a 2 histórico e ficam a um triz do mata-mata; uruguaios agora precisam bater a Espanha para não voltar de jatinho mais cedo.
Felipe Barreto e Maria Fernanda Araújo, editores do HDN, direto do Hard Rock Stadium, em Miami.
Data de Publicação: 22 de junho de 2026 às 01:20
Coluna HDN Esportes >>> Conexão North American 2026 >>> Uruguai 2 x 2 Cabo Verde.
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| Uruguai vacila e faz Cabo Verde empatar o jogo; grupo H está totalmente embolado. |
Meus amigos e minhas amigas, se você achou que Miami só servia para fazer compras ou curtir uma praia, o Hard Rock Stadium resolveu entregar um roteiro de cinema neste domingo. E daqueles com muita comédia e suspense. O Uruguai, bicampeão mundial, com toda a banca de favorito, conseguiu a proeza de empatar por 2 a 2 com a valente seleção de Cabo Verde.
Para os uruguaios, o resultado tem sabor de chimarrão azedo. Para Cabo Verde, os "Tubarões Azuis", foi mais um capítulo de uma saga épica que está encantando o planeta. Os caras simplesmente olharam para a camisa celeste e disseram: "Prazer, nós somos a sensação da Copa!". Agora, a última rodada do Grupo H vai ser um teste para cardíaco.
O Voo do Tubarão e o "Frango" na Barreira
O jogo começou com o Uruguai tentando fazer o básico: pressionar na base do abafa (aquela pressão desorganizada empurrando o adversário para trás) e nos lançamentos longos. Só esqueceram de avisar para a pontaria de Varela, que mandou a primeira chance clara direto para as arquibancadas da Flórida.
Aí veio o minuto 20, e com ele, a história sendo escrita. Falta para Cabo Verde na intermediária (aquela faixa do campo que fica entre o meio-campo e a grande área). Kevin Pina chamou a responsabilidade e bateu. A barreira uruguaia abriu como o Mar Vermelho, e o veterano goleiro Muslera esqueceu de pular. A bola viajou de classe executiva direto para o cantinho: 1 a 0 Cabo Verde, o primeiro gol da história do país em Mundiais! Teve jogador chorando, torcedor em êxtase e muito uruguaio sem entender nada.
A Reação Celeste (Que Parecia Ter Resolvido a Parada)
Tomar um gol de Cabo Verde ligou o sinal de alerta no Uruguai, que reviveu o drama da estreia contra a Arábia Saudita. Os africanos quase ampliaram com Benchimol e Sidny Cabral — este último obrigando Muslera a se esticar todo para fazer uma defesa de mão trocada (quando o goleiro usa a mão oposta ao lado em que a bola está indo para ganhar alcance).
Mas, como diz o ditado, a camisa uruguaia pesa. Nos minutos finais do primeiro tempo, o Uruguai resolveu jogar. Após um cruzamento longo de Federico Valverde, Bentancur brigou no alto com a zaga, o goleiro Vozinha deu rebote e Maxi Araújo apareceu como um autêntico elemento surpresa (jogador que vem de trás, sem marcação, para finalizar) para empatar de cabeça.
Cabo Verde sentiu o golpe de tomar o empate e apagou por dois minutos. Tempo suficiente para o Uruguai tabelar na entrada da área, Maxi Araújo escorar e Canobbio virar o jogo: 2 a 1. Naquele momento, o torcedor uruguaio no estádio já estava abrindo a terceira cerveja achando que o segundo tempo seria um passeio. Doce ilusão.
O "Gol Trapalhões" e o Drama do VAR
Se o primeiro tempo foi de bom futebol, o segundo começou no modo "videocassetada". Aos 15 minutos, o lateral uruguaio Mathías Olivera tentou recuar uma bola para a defesa. O passe saiu um autêntico "presente de grego". Hélio Varela, que não tem nada a ver com a paçoca alheia, roubou a bola, driblou um Muslera que saiu caçando borboleta fora da pequena área (aquela área menor de 5,5 metros colada no gol onde o goleiro é rei) e empurrou para as redes vazias. 2 a 2!
A partir daí, o jogo virou uma autêntica pelada de fim de ano, daquelas do tipo "toma lá, dá cá". Aos 24, a zaga de Cabo Verde bateu cabeça após um escanteio, a bola carimbou a trave e Maxi Araújo empurrou para o gol no rebote. Festa uruguaia? Não! O bandeirinha levantou o instrumento de trabalho e o VAR confirmou o impedimento (quando o atacante está à frente do último defensor no momento em que a bola é chutada ou cabeçada).
Nos minutos finais, foi um festival de gols perdidos: De La Cruz isolou, Darwin Núñez foi desarmado até pelo vento dentro da área e Canobbio invadiu sozinho e chutou na placa de publicidade. Fim de papo e um ponto para cada lado.
Quem Quer Ser um Milionário? As Contas para o Mata-Mata
Esqueça a lógica, pegue o papel e a caneta porque o Grupo H virou pura matemática. O mata-mata (a fase de eliminação direta, onde quem perde arruma as malas e vai embora) começa na semana que vem, e o cenário é o seguinte:
- Cabo Verde se classifica se: Vencer a Arábia Saudita na última rodada. Se empatar, também passa, desde que a Espanha vença ou empate com o Uruguai. Os caras podem até passar em primeiro do grupo se vencerem os sauditas e o Uruguai bater a Espanha tirando a diferença no saldo de gols (a subtração entre os gols marcados e sofridos).
O Uruguai se classifica se: Vencer a badalada Espanha na sexta-feira. Qualquer outro resultado vai fazer os sul-americanos dependerem de um milagre digno de arrancar os cabelos.
Próxima Rodada (Sexta-feira, 26 de junho, às 21h)
- Uruguai x Espanha (O Uruguai joga a vida contra os favoritos do grupo).
- Cabo Verde x Arábia Saudita (No Estádio NRG, com Cabo Verde precisando apenas das próprias pernas para fazer história).
A resenha continua na próxima sexta, rapaziada! Até lá, fiquem de olho no Portal Hora da Notícia para não perderem nenhum detalhe desse hospício que virou a Copa do Mundo!
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