O Harakiri de Dallas: Japão Empata com a Suécia e Herda o Abacaxi Verde e Amarelo no Mata-Mata

Em uma noite de milagres de Zion Suzuki, golaço de Elanga e radinho ligado no Missouri, os Samurais Azuis garantem a vaga em segundo lugar no Grupo F, mas ganham o "prêmio" de enfrentar o Brasil de Vini Jr. e Neymar.

Juliana Russo, editora-chefe do Conexão North American, direto do AT&T Stadium, em Dallas.
Data de Publicação: 27 de junho de 2026 às 10:50.
Coluna HDN Esportes >>> Conexão North American >>> Japão 2 x 2 Suécia
Japão empata com a Suécia e enfrenta a Seleção Brasileira na próxima fase.

DIRETO DO AT&T STADIUM, DALLAS (USA) — Fala, rapaziada ligada no Portal Hora da Notícia! Está no ar mais uma edição do nosso querido Conexão North American 2026, o quadro especial onde a gente roda as arenas norte-americanas para trazer o puro suco do Mundial, sempre com aquela resenha franca, tática e sem filtro que você só encontra aqui. Eu, Juliana Russo, assumo o comando dos microfones direto do suntuoso, gigantesco e absurdamente gelado AT&T Stadium, no Texas. E vou te contar: o roteiro que testemunhei hoje entre Japão e Suécia foi de testar o coração de qualquer torcedor.

Em uma partida decidida nos detalhes, Japão e Suécia ficaram no empate por 1 a 1. Com o resultado, os Samurais Azuis chegaram aos 5 pontos, garantiram a classificação na segunda colocação do Grupo F e ganharam um belíssimo "presente de grego" da FIFA: vão encarar ninguém menos que a Seleção Brasileira na fase de 16-avos de final. Já a Suécia, mestre em complicar a própria vida, avança no sufoco como um dos melhores terceiros colocados e vai ter que rezar muito para encarar a França sem passar vergonha.

Primeiro Tempo: Estudo Teórico e Ninguém Queria Nada com a Hora do Almoço

Se o telão multimilionário de Dallas — que é do tamanho de um prédio de três andares — esperava transmitir grandes emoções nos primeiros 45 minutos, ficou na saudade. O primeiro tempo foi um autêntico tratado de respeito mútuo levado ao extremo. O Japão, fiel ao seu estilo, trocava passes com paciência oriental, enquanto a Suíça... digo, a Suécia se postava na tradicional e enfadonha linha de quatro europeia, esperando um erro para esticar a bola.

Nós na tribuna de imprensa estávamos quase pedindo um café extra para aguentar o marasmo. As duas defesas sobravam e os goleiros Zion Suzuki e Zetterström funcionaram praticamente como espectadores pagantes na etapa inicial. Tudo guardado para o segundo tempo.

Segundo Tempo: Tabela de Grife e a Resposta Relâmpago do Elanga

Na volta do vestiário, a conversa mudou. Sabendo que a Holanda estava amassando a Tunísia no outro jogo da chave e roubando a liderança solitária, o Japão resolveu acelerar o motor. Aos 11 minutos da etapa final, os asiáticos desenharam uma jogada que parecia saída de um anime. O meia Ritsu Doan tabelou com o volante Ao Tanaka, limpou a marcação com um toque de calcanhar sutil e achou um passe açucarado para Daizen Maeda. O atacante, livre de qualquer vestígio de marcação escandinava, só teve o trabalho de dar um tapa na saída do goleiro para inaugurar o placar. 1 a 0 Japão e festa dos Samurais em Dallas!

Só que o torcedor japonês ainda estava comemorando e fazendo as contas para tentar buscar o topo do grupo quando a Suécia resolveu estragar o buffet. Apenas seis minutos depois, aos 17, o ponta Anthony Elanga recebeu a bola na ponta direita. Com a marra de quem joga no futebol europeu, ele cortou para dentro, deixou o lateral japonês procurando o rumo de casa e soltou um chute de rara felicidade, rasteiro, no cantinho do goleiro. Um golaço para deixar tudo igual: 1 a 1.

O Paredão Suzuki e o Drama da Liderança Perdida

O gol da Suécia acendeu o sinal de alerta no banco japonês. Como a Holanda vencia por 3 a 1 em Kansas City, o Japão precisava de mais um gol para tentar retomar a liderança pelo saldo de gols e escapar do cruzamento perigoso contra o Brasil.

Os Samurais se lançaram ao ataque, abriram a defesa e quase levaram o castigo da eliminação precoce. Nos minutos finais, a Suécia armou dois contra-ataques de almanaque e foi aí que brilhou a estrela de Zion Suzuki. O goleiro japonês operou duas defesas cruciais, cara a cara com o ataque sueco, garantindo o pontinho que selava a classificação, mas que vinha com gosto de preocupação.

A Matemática do Grupo F e o Próximo Freguês (ou Carrasco)

Com o apito final, a configuração do Grupo F deixou os caminhos muito bem desenhados:

1º Holanda (7 pontos): Avança no topo e vai pegar a encardida seleção de Marrocos.

2º Japão (5 pontos): Termina na vice-liderança e vai direto para o corredor polonês. O adversário será o Brasil, líder do Grupo C, na próxima segunda-feira (29), em Houston. É bom os japoneses treinarem muita marcação, porque o Vini Jr. e o Neymar estão com fome de bola.

3º Suécia (2 pontos): Respira por aparelhos, mas carimba a vaga no G4 dos melhores terceiros colocados e deve herdar a França pelo caminho.

4º Tunísia (0 pontos): Já estava no aeroporto antes do jogo terminar.

Daqui de Dallas, com o bloco de notas cheio de observações e já de malas prontas para acompanhar a delegação brasileira em Houston, o Conexão North American vai ficando por aqui. Preparem o coração, amigos, porque o mata-mata de 2026 começou e não tem espaço para amadores!

Juliana Russo, direto do AT&T Stadium, vendo os Samurais Azuis entrarem na rota de colisão do Hexa!

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