O "Cometa" não tem Pena de Leão: Haaland Garante o Churrasco Norueguês no MetLife Stadium
Com direito a "garçom" senegalês de grife e um Ismaïla Sarr isolado na tentativa de salvar a pátria, os nórdicos vencem por 3 a 2 e avançam na maratona da Copa.
Juliana Russo e Milena Gonçalves, repórteres e editoras-executivas do HDN, direto do MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Data de Publicação: 23 de junho de 2026 às 23:55.
Coluna HDN Esportes >>> Conexão North American 2026 >>> Noruega 3 x 2 Senegal.
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| Erling Haaland brilha e marca duas vezes na vitória da Noruega sobre o Senegal por 3 a 2. |
DIRETO DO METLIFE STADIUM, NOVA JERSEY — Olá, amigos! Se vocês achavam que Nova Jersey só entendia de futebol americano e de drama nos episódios de The Sopranos, precisavam estar aqui comigo, Juliana Russo, e com a minha parceira de cabine, Milena Gonçalves. Que jogaço! Debaixo do céu da Costa Leste, assistimos a um duelo digno de cinema: de um lado, os Leões de Teranga tentando morder; do outro, um androide loiro de 1,94m que parece se alimentar exclusivamente de gols e lágrimas de defensores.
A Noruega venceu o Senegal por 3 a 2, somou seis pontos no Grupo I e carimbou o passaporte para o inédito e esticado mata-mata dos dezesseis-avos de final (sim, no novo formato gigante da Copa, a vida do torcedor ficou uma rodada mais longa antes de chegar às oitavas!). E o nosso querido Erling Haaland resolveu que o Mundial é só mais um dia comum no escritório.
Um Primeiro Tempo de "Cortesia" Africana
O jogo começou naquele ritmo de Copa: lá e cá. O Senegal tentava assustar com Sadio Mané e Nicolas Jackson, mas a pontaria do rapaz do Chelsea parecia ter ficado retida na alfândega do aeroporto JFK. Aos 27 minutos, Jackson recebeu um passe açucarado de Mané e, em vez de estufar a rede, mandou a bola direto para a órbita de Manhattan.
Mas como o futebol pune os generosos, a Noruega resolveu abrir o placar aos 43 minutos com um "reforço" inesperado. Martin Odegaard — que dita o ritmo desse time como um maestro clássico — cruzou na área. O experiente Kalidou Koulibaly, provavelmente atordoado pelo calor de Nova Jersey, resolveu dar uma de garçom e rebateu a bola perfeitamente nos pés de Pedersen. O ala norueguês agradeceu o presente de grife e mandou para o fundo da rede. 1 a 0, cortesia da defesa senegalesa.
O Androide Desperta (e Ismaïla Sarr Luta Sozinho)
Se o primeiro tempo terminou com Haaland carimbando a trave e parando no goleiro Mendy, a segunda etapa foi o puro suco de eficiência nórdica. Bastaram três minutos para Odegaard puxar um contra-ataque de almanaque e achar Haaland. O camisa 9 bateu cruzado, sem chances para Mendy. Um gol mecânico, preciso, quase com cheiro de óleo de motor.
O Senegal, no entanto, resolveu que não ia vender a derrota tão barato. Gana Gueye achou um passe genial para Ismaïla Sarr, que se jogou na bola como se estivesse mergulhando nas praias de Dakar para diminuir o placar.
Durou pouco a alegria africana. Exatos cinco minutos depois, aos 12, Berg achou Haaland livre. E bem, deixar o Cometa livre na área é o equivalente futebolístico a assinar um termo de consentimento para levar um gol. O homem guardou o segundo dele no jogo, o terceiro da Noruega.
A partir daí, o Senegal foi pro tudo ou nada. Sarr tentou até gol de bicicleta (audacioso, mas parou na zaga), Jackson balançou as redes em impedimento, e a pressão só surtiu efeito real nos acréscimos, quando Ismaïla Sarr guardou mais um após passe de Jackson. Tarde demais. O apito final veio para salvar os corações noruegueses.
Como fica a tabela, Milena?
Com o 3 a 2 no placar, a Noruega carimba a vaga para os dezesseis-avos de final com uma rodada de antecedência e fica na vice-liderança do grupo, empatada em pontos com a França de Mbappé. Já o Senegal fica na lanterna, sem pontuar, precisando de um milagre matemático e de um estoque de calmantes para a última rodada da fase de grupos.
Daqui das tribunas do MetLife Stadium, com os casacos de frio já apostos porque o vento de Nova Jersey não perdoa, nos despedimos. Haaland continua imparável, e nós seguimos gastando as cordas vocais nessa cobertura histórica!
Juliana Russo e Milena Gonçalves, direto de Nova Jersey, para a melhor cobertura do Mundial de 2026.
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