Fugindo do Abacaxi Verde e Amarelo: Holanda Amassa a Tunísia em Kansas City e Garante o Topo do Grupo F

Com gols relâmpago, uma "ajudinha" providencial da defesa africana e o radinho ligado em Dallas, a Laranja Mecânica carimba a liderança da chave e joga a bucha de enfrentar o Brasil no colo do Japão.

Rodrigo Santana e Denise de Vargas, repórteres enviados especiais, direto do Arrowhead Stadium, em Kansas City - Participação especial: Milena Gonçalves, editora de esportes do HDN.
Data de Publicação: 27 de junho de 2026 às 01:50.
Coluna HDN Esportes >>> Conexão North American 2026 >>> Holanda 3 x 1 Tunísia 
Brobbey marcou o segundo gol holandês contra a Tunísia na partida válida pela terceira rodada da Copa do Mundo 2026.

DIRETO DO ARROWHEAD STADIUM, KANSAS CITY — Olá, amigos espalhados por todo o planeta! Se o histórico Arrowhead Stadium é mundialmente famoso pelo barulho ensurdecedor da torcida do Kansas City Chiefs na NFL, nesta noite de quinta-feira o gigantismo do Missouri serviu de palco para uma verdadeira partida de xadrez tático e emocional. Eu, Rodrigo Santana, ao lado da minha parceira de transmissões Denise de Vargas, comandando o microfone do Conexão North American do Portal Hora da Notícia, acompanhei de perto uma daquelas rodadas duplas que testam a saúde cardíaca de qualquer jornalista.

A Holanda fez o dever de casa, venceu a já eliminada Tunísia por 3 a 1 e garantiu a liderança isolada do Grupo F com 4 pontos. O placar, construído na base do abafa inicial e consolidado no oportunismo, esconde um drama de bastidor: a delegação holandesa jogou os 90 minutos com um olho no campo e o outro na tela do celular, monitorando o duelo entre Japão e Suécia. No fim, a estratégia deu certo. Ao terminar no topo da chave, a Laranja Mecânica evitou o temido cruzamento precoce contra a Seleção Brasileira de Vini Jr. e Neymar nas oitavas, deixando esse "presente de grego" para os japoneses.

Primeiro Tempo: O Atropelo da Laranja em Sete Minutos

Para quem achava que a Holanda entraria em campo administrando a vantagem, o início da partida foi um choque de realidade. O time comandado por Ronald Koeman precisou de apenas sete minutos para desmontar completamente a estratégia defensiva da Tunísia e liquidar psicologicamente o adversário.

Logo aos 3 minutos, em uma envolvente trama coletiva de pé em pé dentro da grande área tunisiana, o ala Denzel Dumfries chegou à linha de fundo e cruzou rasteiro, buscando a pequena área. Desesperado, o volante Skhiri tentou o corte de carrinho e acabou empurrando contra o próprio patrimônio, inaugurando o placar com um gol contra conceitual. 1 a 0.

Sem dar tempo para a Tunísia respirar ou entender as linhas de marcação, a Holanda golpeou novamente aos 7 minutos. Tijjani Reijnders cobrou uma falta em diagonal com enorme capricho, jogando a bola na segunda trave. O capitão Virgil van Dijk subiu com a imponência de um gigante e ajeitou de cabeça para o meio da área. O centroavante Brobbey apareceu livre, bem posicionado, e testou firme para o fundo das redes. Um 2 a 0 relâmpago que desenhava um massacre no Arrowhead.

A Tunísia ainda tentou responder na bola aérea com Ben Slimane, que testou firme após cruzamento na grande área, mas o goleiro Verbruggen operou uma defesa segura. Com a vantagem confortável, a Holanda passou a gastar o relógio e trocar passes laterais com extrema tranquilidade.

Segundo Tempo: O Susto do Radinho e o Desvio Redentor

A etapa final trouxe contornos de drama que ninguém esperava em Kansas City. Confortável até demais, a Holanda começou a errar passes simples na transição e chamou a Tunísia para o seu campo. O castigo veio em cobrança de escanteio pelo lado direito: a zaga holandesa dormiu no ponto e Mastouri subiu mais alto que todo mundo para testar firme, diminuindo o placar e fazendo o primeiro gol de sua seleção no torneio.

Nesse exato momento, o banco de reservas holandês entrou em pane. Quase simultaneamente ao gol da Tunísia, o Japão balançava as redes contra a Suécia em Dallas, igualando os holandeses em pontos e ficando a apenas um gol de tirar a liderança da Laranja Mecânica pelo saldo de gols. Se o Japão fizesse mais um, a Holanda cairia para a segunda posição e herdaria o confronto direto contra o Brasil em Houston.

O susto chacoalhou a equipe de Koeman, que abandonou a preguiça e voltou a morder. Aos 28 minutos, a tranquilidade retornou em jogada de bola parada. Após cobrança de escanteio fechada, o zagueiro Van Hecke testou firme em direção à meta. No meio do caminho, a bola desviou no meia tunisiano Ben Slimane, tirou completamente o goleiro Dahmen da jogada e morreu no fundo da rede. 3 a 1 e o topo do grupo recuperado.

Nos minutos finais, a Holanda sobrou fisicamente. Reijnders carimbou o travessão em um belo chute de fora da área e Memphis Depay, que entrou no lugar de Brobbey, tentou uma bicicleta plástica após cruzamento de Summerville, mas acabou furando e arrancando risadas da torcida local.

A Lousa do HDN: Análise Tática por Milena Gonçalves

Milena Gonçalves: "Olá, pessoal! Vamos decifrar o nó tático da partida. Ronald Koeman montou a Holanda em um claro 3-4-3 com ampla liberdade para os alas. A chave do jogo foi o posicionamento de Dumfries, que funcionou praticamente como um ponta direita, quebrando a linha de cinco defensores que a Tunísia tentou estruturar. No entanto, o ponto cego holandês ficou exposto no início do segundo tempo: a equipe sofre com uma desconexão crônica entre o meio-campo e os três zagueiros quando é pressionada na transição defensiva. O gol de cabeça da Tunísia expôs uma fragilidade de posicionamento na bola parada que seleções de maior calão, como o Marrocos ou o Brasil, não costumam perdoar. Para o mata-mata, ajustar o tempo de cobertura de Van Hecke e o preenchimento de espaço de Reijnders será vital."

Projeções para os 16-avos de Final: O Cenário do Grupo F

Com o encerramento das partidas, a configuração da chave desenhou caminhos completamente distintos para os classificados:

  • 1º Holanda (4 pontos): Encara a encardida seleção de Marrocos (2ª colocada do grupo do Brasil). Promessa de um jogo físico, truncado e de altíssimo nível técnico.

  • 2º Japão (4 pontos): Pelo saldo de gols inferior, termina na vice-liderança e herdar o 'fantasma' da rodada: vai enfrentar o Brasil em Houston. Boa sorte aos japoneses.

  • 3º Suécia (2 pontos): Com o empate em 1 a 1, os suecos entram no limbo da calculadora matemática, aguardando o desfecho das outras chaves para saber se beliscam uma vaga entre os oito melhores terceiros colocados.

  • 4º Tunísia (0 pontos): Eliminada, se despede da América do Norte com três derrotas.

Daqui de Kansas City, enquanto os operários começam a limpar as arquibancadas do Arrowhead Stadium e a delegação holandesa comemora o fato de não ter que marcar o Vini Jr. na próxima segunda-feira, nós fechamos o nosso radinho.

Rodrigo Santana e Denise de Vargas, direto do Arrowhead Stadium, trazendo as emoções da Copa de 2026 para o Portal Hora da Notícia!

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