Besouro Azul é 10/10: quando um herói nasce com identidade, coração e propósito 🪲💙

Xolo Maridueña lidera com carisma e Bruna Marquezine marca seu nome no cinema internacional.

Carlos André, direto da Redação Oficial do Portal Hora da Notícia, em Itaguaí, RJ | Publicada em: 02/01/2026 às 13:30.
TV & Cinema >>> Avaliação do filme Besouro Azul (2023).
Filme Besouro Azul conquistou parcela grande da população jovem e coloca um herói latino como protagonista - Foto: Reprodução/ TV Globo

“Besouro Azul” (2023) é aquele raro caso em que o rótulo de “filme de herói” fica pequeno. O longa dirigido por Ángel Manuel Soto entende algo básico que muitos blockbusters esquecem: antes do uniforme, vem a pessoa. Antes do poder, vem o contexto. E é exatamente aí que o filme acerta em cheio.

A história de Jaime Reyes não começa com explosões, mas com frustração. Ele é um jovem latino recém-formado, cheio de expectativas e jogado de cara na realidade dura: desemprego, contas acumulando e uma família tentando sobreviver. Esse ponto de partida dá densidade ao personagem e faz com que o público se conecte antes mesmo do elemento fantástico entrar em cena.

Quando o escaravelho alienígena escolhe Jaime como hospedeiro, o filme muda de marcha, mas não perde a essência. A armadura do Besouro Azul é tecnológica, poderosa e visualmente impactante, mas o verdadeiro motor da narrativa continua sendo o humano. O conflito entre controle e instinto, medo e responsabilidade, liberdade e dever é tratado com clareza e ritmo.

Xolo Maridueña entrega uma atuação extremamente carismática. Ele segura o filme nos ombros sem esforço aparente, equilibrando humor, vulnerabilidade e ação. Jaime não tenta bancar o herói durão. Ele erra, questiona, entra em pânico e aprende. Isso torna tudo mais real e mais envolvente.

A família Reyes é um capítulo à parte. Diferente do padrão em filmes do gênero, eles não são apenas suporte emocional ou vítimas em perigo. Eles participam ativamente da trama, interferem nos acontecimentos e ajudam a construir a identidade do herói. É caótico, é engraçado, é intenso e, principalmente, é verdadeiro.

No núcleo corporativo da história, Bruna Marquezine se destaca como Jenny Kord. Sua personagem foge completamente do estereótipo da “interesse romântico decorativo”. Jenny tem função narrativa, personalidade e presença. Bruna entrega uma atuação segura, madura e muito confortável em cena, mostrando domínio de idioma, timing e expressão. É uma estreia internacional que não passa despercebida e abre portas com mérito.

Visualmente, “Besouro Azul” funciona muito bem. Os efeitos especiais são competentes, a armadura é uma das mais interessantes já vistas no cinema de heróis recentes e as cenas de ação são claras, sem aquela edição confusa que cansa. A trilha sonora ajuda a reforçar a identidade cultural do filme, sem exageros ou caricaturas.

Mesmo seguindo a estrutura clássica de filme de origem, o longa se diferencia por saber exatamente o que quer ser. Ele não tenta imitar outros universos, não força conexões desnecessárias e não subestima o público. É um filme que respeita sua própria história.

Nota final: 10/10

Sem discussão. “Besouro Azul” é representatividade feita com roteiro, emoção e propósito. Um filme que diverte, emociona e deixa marca.

Comentário final – Carlos André

Besouro Azul é a prova de que o cinema de heróis ainda tem muito a dizer quando para de tratar personagens como produtos. É um filme que entende a importância de se ver na tela, de se reconhecer nas dores, nos sonhos e até no caos familiar. Xolo Maridueña entrega um herói acessível, Bruna Marquezine mostra força e maturidade internacional, e a DC acerta ao apostar em identidade. Esse filme não tenta ser o maior. Ele tenta ser verdadeiro. E consegue.

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