Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e captura de Maduro: ‘Afronta gravíssima’
Presidente afirmou que o episódio representa um precedente perigoso para a comunidade internacional.
Carlos André, direto da Redação Oficial do Portal Hora da Notícia, em Itaguaí, RJ | Publicada em: 03/01/2026 às 18:20
Plantão de Jornalismo HDN >>> Repercussão do ataque dos Estados Unidos à Venezuela.
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| Lula condenou os ataques dos Estados Unidos à Venezuela por considerar uma afronta gravíssima à soberania do país - Foto: Reprodução/ Gov.br |
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou neste sábado (3) os ataques realizados pelos Estados Unidos em território venezuelano. Em publicação nas redes sociais, Lula classificou a ação como uma “afronta gravíssima” à soberania venezuelana e afirmou que o episódio representa um precedente perigoso para a comunidade internacional.
Segundo o presidente brasileiro, os bombardeios e a detenção do chefe de Estado venezuelano como descrito por ele na manifestação ultrapassariam “uma linha inaceitável” e configurariam violação do direito internacional.
Lula alertou que ataques desse tipo contribuem para um cenário global de instabilidade e enfraquecem o multilateralismo. “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, escreveu o presidente.
Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
— Lula (@LulaOficial) January 3, 2026
Atacar países, em…
Na avaliação de Lula, a posição do Brasil é coerente com a postura adotada pelo país em crises recentes em outras regiões do mundo, sempre com a condenação ao uso da força. O presidente também afirmou que a ação remete a períodos históricos de interferência externa na política da América Latina e do Caribe, colocando em risco a preservação da região como zona de paz.
O chefe do Executivo brasileiro defendeu ainda uma resposta firme da comunidade internacional, especialmente por meio da Organização das Nações Unidas. Segundo ele, o Brasil condena os ataques e permanece disposto a colaborar com iniciativas que priorizem o diálogo e a cooperação entre os países.

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