Sem o Hexa, mas com passagem comprada: Seleção de Ancelotti descansa dois meses antes de turismo de luxo na Austrália

Depois de ver a Copa do Mundo acabar mais cedo no gelo de Nova Jersey, a comissão técnica canarinho terá tempo de sobra para refletir sobre os erros até os amistosos de setembro.

Paulo Henrique Gomes e Henry Freitas, repórteres e editores do HDN Esportes, direto da Newsroom Panorâmico HDN, em New Jersey.
Data de Publicação: 06 de julho de 2026 às 16:00.
Coluna HDN Esportes >>>> Conexão North American 2026 >>>> De Olho na Seleção Brasileira
Brasil enfrenta Austrália em dois amistosos em setembro.

Direto da nossa Newsroom Panorâmica HDN, em New Jersey — onde o clima ainda é de enterro, mas o calendário do futebol não para —, eu, Paulo Henrique Gomes, ao lado de Henry Freitas, trazemos o roteiro de sobrevivência da Seleção Brasileira pós-fiasco.

Para você, torcedor, que achou que passaria o mês de julho inteiro planejando churrasco para ver as quartas, as semifinais e a grande final da Copa do Mundo, Erling Haaland e a Noruega gentilmente devolveram os seus fins de semana. O sonho do Hexa virou poeira, Ancelotti conheceu a corneta brasileira mais cedo, e agora o elenco mais valioso do planeta entra em recesso forçado por aproximadamente dois meses.

O roteiro do "recomeço" (ou o início do ciclo de 2030)

O torcedor que quiser ver a Seleção Brasileira em campo novamente terá que esperar até a primavera. O Brasil só volta a se reunir no final de setembro para cumprir tabela e protocolo em duas partidas amistosas contra a Austrália.

Sim, os comandados de Ancelotti vão atravessar o planeta para tentar esquecer o trauma de 2026. Anote na agenda para não esquecer (ou esquecer de propósito):

  • 25 de setembro: Austrália x Brasil, em Townsville

  • 29 de setembro: Austrália x Brasil, em Brisbane

O lado bom? Pelo menos contra os australianos não corremos o risco de cruzar com o Haaland de novo. O lado ruim? Serão dois jogos na madrugada brasileira para testar o nível de fidelidade de quem ainda tem paciência com esse time.

Os números do ano: Uma ilusão estatística

Para quem gosta de olhar a tabela e fingir que está tudo bem, o retrospecto da Seleção Brasileira na temporada de 2026 é enganoso. Até o trágico domingo no MetLife Stadium, o aproveitamento parecia de campeão. Foram 9 jogos, com 6 vitórias, 1 empate e 2 derrotas.

O problema é que, na hora do "vamos ver", o bicho pegou. O Brasil goleou o Panamá, passou sem sustos por Haiti, Escócia e Japão, mas quando encarou camisas europeias de peso, o caldo entornou. Perdeu para a França no início do ano e, agora, sucumbiu diante da eficiente parede norueguesa.

A delegação brasileira agora desfaz as malas nos Estados Unidos e os atletas retornam para suas respectivas praias, iates e pré-temporadas europeias. Carlo Ancelotti terá exatos 80 dias para descobrir como fazer essa equipe jogar bola antes de carimbar o passaporte para a Oceania.

De New Jersey, com um gosto amargo de café frio, a Newsroom HDN devolve o comando para os estúdios.

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