Donos da casa eliminados com direito a baile: Ounahi bota o Canadá no bolso e Marrocos passa o trator em Houston

Quem achou que os canadenses iam fazer graça por jogarem em casa quebrou a cara. Os caras tomaram um 3 a 0 seco, perderam o rumo de casa e viraram o primeiro anfitrião a arrumar as malas mais cedo.

Paulo Henrique Gomes e Henry Freitas, repórteres e editores-chefes, direto do NRG Stadium, em Houston.
Data de Publicação: 04 de julho de 2026 às 18:00
Coluna HDN Esportes >>> Conexão North American 2026 >>> Canadá 0 x 3 Marrocos.
Marrocos vence o Canadá com autoridade e avança às quartas de final da Copa do Mundo FIFA 2026.

Fala, rapaziada! Se aconchega na cadeira, puxa aquela resenha e se liga no papo. Eu, Paulo Henrique Gomes, junto com o meu fiel escudeiro de copo e de cobertura, Henry Freitas, estamos aqui direto da nossa Newsroom Panorâmica em New Jersey, olhando o imponente MetLife Stadium e pensando: que bom que a gente não gastou gasolina para ir até Houston ver o Canadá passar essa vergonha.

Vamos ser muito sinceros aqui entre nós: o primeiro tempo parecia que o Canadá ia dar jogo. Os caras vieram para cima, parecendo que tinham tomado três energéticos antes de entrar em campo. O tal do Jonathan David teve duas chances na cara do gol que, vou te falar, se sou eu ali com a minha barriga de chope, colocava no gito. Mas o cara conseguiu consagrar o goleiro Bono, que pegou até pensamento.

O clima estava tão tenso, aquela correria danada, que o juizão Michael Oliver parecia distribuidor de panfleto: distribuiu seis cartões amarelos só nos primeiros 45 minutos. Quatro para os marroquinos, só para eles ficarem espertos, e dois para os canadenses aprenderem a não chegar junto.

O segundo tempo: A hora que o filho chora e a mãe não vê (ou vê pela TV?)

Aí a gente foi buscar mais uma rodada no intervalo e, quando voltou, o Marrocos resolveu desenhar o jogo. Com quatro minutos — eu disse quatro minutos, bicho! —, o Hakimi inventou uma jogada ensaiada daquelas que a gente tenta no videogame e nunca sai. Mandou a bola na área e o Ounahi, sem deixar a redonda cair, emendou um chutaço de primeira no cantinho do Crépeau. Um golaço para fazer o Canadá acordar para a realidade.

Os canadenses entraram em desespero, aquela correria sem rumo de quem perdeu o chinelo na praia. Tentaram ir para o abafa, mas o ataque dos caras é mais inofensivo que o time do nosso escritório na quarta-feira à noite. O Jonathan David teve uma falta na risca da área aos 32 minutos e conseguiu chutar na barreira. Depois, o Buchanan tentou um chute cruzado e o Bono espalmou com o desdém de quem afasta uma mosca.

Ounahi fecha o caixão e Rahimi joga a terra

Aí, meus amigos, quem não faz, toma. E toma bonito. Aos 37 minutos, o craque Brahim Díaz — que joga de terno, vamos combinar — deu um passe com açúcar, daqueles que até o nosso centroavante caneludo faria o gol. O Ounahi dominou, encheu o pé e guardou o segundo dele na partida.

O Canadá já estava entregue, pedindo pelo amor de Deus para o juiz acabar com o sofrimento, mas nos acréscimos o Soufiane Rahimi ainda achou espaço para dar o tiro de misericórdia. 3 a 0 fora o baile.

Com esse chocolate (ou melhor, esse cuscuz), o Marrocos carimba a vaga para as quartas e fica só esperando o vencedor de Paraguai e França para ver quem vai tentar parar os caras. E o Canadá? Bom, o Canadá agora pode focar no que realmente entende: hóquei no gelo, porque no futebol de campo a coisa ficou feia.

Henry, traz mais uma que a Copa tá ficando boa! É com você aí no estúdio, rapaziada!

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