Nem a altitude, nem o fantasma do VAR e nem a expulsão salvam o México: English Team bota os donos da casa para chorar com um 3 a 2 histórico
Com direito a Bellingham inspirado, Harry Kane distribuindo pancada na defesa e na própria área, os ingleses resistiram ao abafa para fazer o que ninguém nunca tinha feito em Copas do Mundo.
Henrique Martins, repórter esportivo internacional, direto do Estádio Azteca, na Cidade do México.
Data de Publicação: 06 de julho de 2026 às 19:50
Coluna HDN Esportes >>>> Conexão North American >>>> México 2 x 3 Inglaterra
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| México e Inglaterra fizeram um jogo eletrizante debaixo de chuva torrencial no Estádio Azteca, na Cidade do México. |
Fala, rapaziada! Puxa a cadeira e se senta, porque o que eu presenciei direto das tribunas do Estádio Azteca, na Cidade do México, foi um negócio de louco. Eu, Henrique Martins, ainda estou limpando o suor da testa e tentando entender como a Inglaterra não entregou a paçoca no final.
Vamos ser sinceros: jogar no Azteca contra o México em Copa do Mundo é o tipo de missão que faz até o jogador mais marrento tremer as pernas. A altitude sufoca, a torcida grita como se não houvesse amanhã e a história jogava a favor dos caras — afinal, eles nunca tinham perdido um jogo de Copa dentro desse templo. Pois é, não tinham. Thomas Tuchel e seus rapazes resolveram quebrar a escrita com requintes de crueldade e uma dose cavalar de sofrimento.
O garçom Saka e o "Ilusionista" Bellingham
O jogo começou daquele jeito que a gente bem conhece: truncado, com o México tentando morder e a Inglaterra meio tonta com o ar rarefeito. Aos 15 minutos, Raúl Jiménez testou firme e o goleiro inglês Jordan Pickford — que adora uma cena — operou um milagre daqueles para salvar os britânicos. A Inglaterra acordou e respondeu com Anthony Gordon, mas o chute foi fofo, parando fácil nas mãos do arqueiro mexicano Raúl Rangel.
Aí, meus amigos, o talento resolveu aparecer na marca dos 36 minutos. Bukayo Saka entortou a marcação pela direita, parecendo que estava jogando no quintal de casa, e cruzou. Jude Bellingham apareceu como elemento surpresa e empurrou para dentro. 1 a 0.
O México sentiu o golpe de tal jeito que, no lance seguinte, a defesa deu uma bobeada monumental. Harry Kane, esperto, roubou a carteira do zagueiro e só rolou para Bellingham bater de novo, superando Raúl Rangel. Dois minutos, dois gols do garoto de ouro. O Azteca parecia um velório.
Mas como inglês adora uma emoção, antes de ir para o vestiário, a zaga europeia resolveu afastar uma bola do jeito mais feio possível. Ela sobrou limpinha para Julián Quiñones, que soltou um pombo sem asa no ângulo. 2 a 1. Nos acréscimos, Jiménez ainda tentou de cabeça e Jordan Pickford teve que buscar lá no chão para salvar a pátria.
VAR, expulsão e o show de bizarrices do capitão
O segundo tempo começou com o lateral Nico O'Reilly carimbando a trave do México. Parecia que a Inglaterra ia atropelar, mas o zagueiro Jarell Quansah resolveu complicar a vida de todo mundo. O rapaz acertou uma entrada em Jesús Gallardo que quase mandou o parça mexicano direto para o hospital. O árbitro Alireza Faghani foi dar aquela espiada no VAR e voltou com o cartão vermelho na mão. Aos nove minutos, a Inglaterra ficava com dez.
Com um a mais, a torcida mexicana ligou o turbo. Mas sabe como é a máxima do futebol, né? No meio do abafa do México, Anthony Gordon correu em velocidade e sofreu um pênalti bobo do goleiro Raúl Rangel. Harry Kane pegou a bola, bateu com a ignorância de sempre e fez o 3 a 1. Resolvido? Que nada!
Para dar aquele toque de comédia dramática, o próprio Harry Kane resolveu dar uma força para o México aos 24 minutos. O centroavante voltou para ajudar na defesa e acertou a perna de Brian Gutiérrez dentro da área. Pênalti de atacante é uma beleza. Raúl Jiménez bateu com categoria, sem chances para Jordan Pickford, e diminuiu para 3 a 2.
O ferrolho e o próximo destino: Miami
Os últimos vinte minutos foram puro teste para cardíaco. O México alçou mais bola na área do que em toda a história do futebol asteca. Era chute travado, zagueiro rebatendo de cabeça, Jordan Pickford fazendo aquela cera clássica para gastar o relógio... Uma loucura. Mas a organização inglesa funcionou e a primeira derrota mexicana no Azteca em Copas foi devidamente carimbada.
Agora, a Inglaterra respira fundo, compra o estoque de drama para a próxima fase e vai encarar a Noruega do homem-mau, o Haaland (que acabou de despachar o nosso Brasil, diga-se de passagem). Esse duelo de gigantes vai ser no próximo sábado (11), no Hard Rock Stadium, em Miami.
A resenha na Cidade do México vai até tarde hoje, meus amigos, porque esse jogo merecia três rodadas de conversa. Devolvo o comando para vocês aí na redação!
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