Bélgica Ressuscita na Prorrogação, Janta Senegal com Requintes de Crueldade e Vai às Oitavas da Copa!

Após ficarem dois gols atrás no placar, europeus buscam empate aos 43 do segundo tempo e carimbam a vaga aos 120 minutos com pênalti salvador de Tielemans no Lumen Field.

Paulo Henrique Gomes e Henry Freitas, direto da Newsroom Panorâmica Norte-Americana, em New Jersey.
Data de Publicação: 02 de julho de 2026 às 00:40.
Coluna HDN Esportes >>> Conexão North American 2026 >>> Bélgica 3 x 2 Senegal.
Senegal abre vantagem, mas toma virada no fim do segundo tempo e é eliminado pela Bélgica por 3 a 2.

DIRETO DA NEWSROOM DA BASE NORTE-AMERICANA, NEW JERSEY — Se você achava que a "Geração de Ouro" da Bélgica já tinha virado poeira e estava pronta para se aposentar em um resort de luxo, é melhor rever os seus conceitos. Em um jogo que parecia o roteiro perfeito de um enterro europeu, a Bélgica operou uma das ressurreições mais absurdas da história dos Mundiais nesta quarta-feira (1º). Nós, Paulo Henrique Gomes e Henry Freitas, diretamente da nossa central de cobertura em New Jersey, assistimos de queixo caído a uma das viradas mais dolorosas, dramáticas e espetaculares da Copa do Mundo de 2026.

Os belgas flertaram agressivamente com o aeroporto, estiveram perdendo por 2 a 0 até os 40 minutos do segundo tempo, mas buscaram o empate por 2 a 2 no tempo normal. Na prorrogação, sob um cansaço que parecia arrastar os atletas em câmera lenta no Lumen Field, em Seattle, a Bélgica venceu Senegal por 3 a 2, graças a um pênalti cobrado com a frieza de um iceberg por Youri Tielemans no último minuto do tempo extra. Com a classificação heroica, a Bélgica avança às oitavas de final e agora aguarda de camarote o vencedor do confronto entre os donos da casa, os Estados Unidos, e a Bósnia.

Primeiro e Segundo Tempo: O Passeio dos Leões e o Blefe Belga

A partida em Seattle começou desenhando um monólogo africano. Enquanto a Bélgica parecia sofrer com o fuso horário ou com a falta de criatividade crônica do seu meio-campo, Senegal resolveu jogar bola. Ainda na etapa inicial, aproveitando um bate-rebate digno de pelada de fim de ano dentro da área europeia, Habib Diarra pegou o rebote e estufou as redes de Koen Casteels: 1 a 0.

Na volta do intervalo, os Leões de Teranga decidiram passar o trator. Logo no início da etapa final, Ismaila Sarr dominou um lançamento longo com a categoria de quem joga no quintal de casa e soltou um chute espetacular para ampliar: 2 a 0. A torcida senegalesa já fazia a festa, os jornalistas locais já digitavam as crônicas da classificação e a Bélgica parecia um time de veteranos pedindo o apito final.

Foi aí que a mística da Copa resolveu punir o salto alto senegalês. Aos 40 minutos do segundo tempo, quando a eliminação já parecia um fato consumado, Thomas Meunier achou um cruzamento rasteiro na área e o gigante Romelu Lukaku usou o corpo para empurrar para as redes e descontar: 2 a 1. Três minutos depois, o goleiro senegalês Mory Diaw resolveu dar uma força para os europeus e saiu caçando borboleta em um cruzamento. A bola sobrou livre para Youri Tielemans cabecear para o gol vazio: 2 a 2 e um passaporte direto para o sofrimento da prorrogação.

Prorrogação: O Drama dos 120 Minutos e o Iluminado Tielemans

No tempo extra, as duas seleções eram o puro suco do esgotamento físico. Os jogadores arrastavam as pernas no gramado sintético de Seattle, mas a fome de oitavas continuava intacta. A Bélgica carimbou o travessão com um chutaço de Dodi Lukebakio, enquanto Senegal respondia em contragolpes perigosos com Ibrahim Mbaye e Bara Sapoko Ndiaye, testando os marcapassos de toda a comissão técnica belga.

Quando os técnicos já preparavam as suas listas de batedores de pênalti e os torcedores já fechavam os olhos em desespero, o destino resolveu agir. No último minuto do segundo tempo da prorrogação, Tielemans invadiu a área e foi derrubado por Lamine Camara. O árbitro não titubeou e apontou a marca da cal.

Sob a pressão de um país inteiro e de milhões de secadores ao redor do mundo, o próprio Youri Tielemans pegou a bola, respirou fundo e bateu com uma categoria invejável, deslocando completamente o goleiro Mory Diaw nos acréscimos dos 120 minutos. Virada histórica, apoteótica e absolutamente cruel para Senegal, que viu a vaga escorrer pelos dedos da forma mais dolorosa possível.

A Bélgica segue viva, capengando, mas com o moral no teto. Que venham os americanos ou os bósnios, porque esse time belga provou que, mesmo quase morto, ainda sabe como morder! Fiquem ligados no Portal Hora da Notícia que a cobertura segue com o tanque cheio!

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